Química

Petróleo & Energia – OTC 2010: Desastre ambiental no Golfo do México ameaça a exploração off shore

Bia Teixeira
15 de junho de 2010
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    Provedora de produtos e serviços na área de controle de fluidos, com mais de vinte anos de atividades no Brasil, a Metroval, criada em 1988, acumula em seu portfólio inúmeros projetos realizados para a Petrobras – como os sistemas de grande porte para medição de petróleo e gás natural, utilizados na P-51 e P-56, e os sistemas de injeção de produtos químicos nas correntes de óleo e gás natural, utilizados hoje na P-54. Daí estar sempre na lista de fornecedoras dos consórcios que disputam licitações da estatal.

    O objetivo maior ao participar da OTC é o de fazer contato com o mercado, mais do que expor produtos e serviços. “Aqui é quase uma sala de reunião onde podemos conversar com as nossas representadas (são cinco, a maioria norte-americana) e potenciais clientes, inclusive brasileiros”, revelou Paolo Fiorletta, diretor de Óleo e Gás da empresa.

    Química e Derivados, Matheus Freitas, Área de Desenvolvimento de Novos Negócios, Petróleo & Energia - OTC 2010: Desastre ambiental no Golfo do México ameaça a exploração off shore

    Freitas: agenda cheia para fechar negócios em automação e controle

    “Parece que as coisas se inverteram: antes, quando vínhamos para a OTC, éramos nós que prospectávamos empresas com tecnologias inovadoras para representarmos no Brasil. Agora, são elas que nos procuram, querendo representantes qualificados, para entrar no mercado brasileiro. Todo mundo quer estar lá nesse momento”, complementou o diretor-técnico Eric Tedesco. Segundo os dois executivos, as empresas estrangeiras têm interesse nos negócios que já foram anunciados, mas que ainda não geraram encomendas efetivas. “É muito grande a expectativa em relação aos inúmeros projetos que vêm sendo anunciados no país”, observa Paolo Fiorletta. Daí a urgência das empresas em buscar representantes que tenham qualificação, uma posição sólida. “Eles querem empresas com ativos consistentes, projetos já realizados, não um mero representante comercial”, analisou, voltando para o Brasil com várias propostas para analisar.

    Corte acirrada – A percepção de muitos brasileiros é a de que, em tempos de pré-sal, a OTC é vista como uma oportunidade para algumas empresas fecharem o cerco. Os interessados não se pronunciam, com temor de atrair disputas que tornem essas parcerias mais dispendiosas. Mas muitas estrangeiras já começaram essa corte há algum tempo.

    Nos últimos seis meses, a jovem Oceânica Offshore, especializada no desenvolvimento de projetos de engenharia naval e oceânica, que está completando oito anos de atividades, recebeu quatro propostas de companhias internacionais, até de aquisição de parte da empresa ou formação de joint venture. Nada mal para essa “novata” gestada na Universidade de São Paulo – mais precisamente, no Departamento de Engenharia Naval e Oceânica – onde se formaram dois dos principais executivos, Marcos e Daniel Cueva. “Somos um pouco conservadores e preferimos “namorar” por um longo tempo antes de tomar qualquer decisão, porque uma vez feito é difícil desfazer”, brinca Marcos Cueva. “Temos uma visão de futuro mais longa, de crescer de forma sustentável”, complementou.

    O assédio se explica. “Em oito anos temos um portfólio de mais de 80 projetos realizados, mais de 30 clientes atendidos (entre os quais Petrobras e Petrobras America, Devon, Acergy, G&E Oil & Gas, entre outras) e serviços exportados para quatro continentes”, contabilizou Cueva. Entre os projetos realizados pela empresa, há vários estudos relacionados às plataformas da Petrobras (P-51, P-53, Mono-BR P-56) e embarcações de posicionamento dinâmico, análise de offloading no Golfo do México para a Petrobras America, ensaios e avaliação hidrodinâmica da Sevan-Piranema (Sevan Marine), transporte de gás natural comprimido (tecnologia CNG), entre outros.

    Namoro “sério” mesmo é com o Maritime Research Institute Netherlands (Marin), Instituto de Pesquisa Marítima da Holanda, instituição com mais de oitenta anos de atividade e da qual a Oceânica é parceira desde 2007. “Começamos essa parceria de forma gradual e agora nos preparamos para mudar de patamar”, explicou o executivo. O forte relacionamento com a instituição tem a ver com a própria formação da empresa e sua vocação para a pesquisa e desenvolvimento, com o intuito de fornecer soluções integradas de engenharia para a indústria naval e de óleo e gás.

    Isso não significa sociedade e sim um acordo de cooperação tecnológica. “O foco não é exportar serviços e sim trazer para cá novas tecnologias, para podermos atender à forte demanda que o país tem pela frente”, explicou Cueva. “Uma delas é um simulador de navios, que vai treinar profissionais não somente no que diz respeito à condução do navio em si, mas também em como atuar em distintas situações e operações, como de offloading.”

    A vez do Brasil – Com 16 parceiras, a maioria norte-americana e quatro europeias, a Hirsa Sistemas de Automação e Controle já detectou esse aumento de interesse no mercado brasileiro. Tanto que Matheus Freitas, da área de Desenvolvimento de Novos Negócios, não conseguiu aparecer no Reliant Center antes de quarta-feira. “Tivemos uma série de reuniões nos dois primeiros dias”, explicou. A agenda cheia com representadas já estava prevista antes mesmo de ele sair do Brasil. Afinal, a empresa carioca atua há quase três décadas no mercado brasileiro, com expertise reconhecida no fornecimento de produtos e serviços dealta tecnologia em automação, medição e controle, inclusive para vários empreendimentos da Petrobras e Transpetro.



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