Química

Petróleo & Energia – Crise econômica e reservatórios cheios nas hidrelétricas põem gás natural em ritmo lento

Bia Teixeira
15 de fevereiro de 2010
    -(reset)+

    Instalada próxima às plataformas, a planta de GNL-E receberá o gás associado e fará o processamento e a liquefação do gás natural, do butano, do propano e do condensado. Na unidade de GNLE, também será feito o armazenamento e a transferência dos produtos processados para navios metaneiros, que farão o transporte até o mercado consumidor.

    “Até março de 2011 teremos um FEED (projeto básico pronto), em condições de colocar em operação até 2015”, antecipa Marcusso, afirmando que está otimista com a alternativa. “Um sistema de 14 milhões de m³/dia de gás é uma boa escala. Torna o projeto viável economicamente.” O mesmo também pode ser feito na UTGCA – passar de 18 milhões para 20 milhões, com aumento de pressão. Para chegar a 27 milhões de m³/dia, temos de fazer o mesmo na unidade, porém tirando até 2 milhões de m³/dia para o consumo da própria unidade.

    Na mesma linha, a consultoria Gas Energy anunciou que pretende instalar uma unidade de regaseificação no sul do país.  No final de 2009, a empresa estava finalizando a negociação para contratar a carga para atender o terminal e também a termelétrica que a empresa pretende construir em Rio Grande-RS. Quatro empresas participam da concorrência, que prevê contratos de quinze anos, com 22 cargas por ano.

    A operação do terminal e da térmica é prevista para janeiro de 2014. O GNL, contudo, deve estar disponível em setembro de 2013 para o comissionamento das plantas. O investimento no projeto será de R$ 800 milhões e terá capacidade inicial para regaseificar 6 milhões de m³/dia. Já a usina terá capacidade instalada de 1.250 MW e vai custar R$ 2,2 bilhões, demandando algo em torno de 5 milhões de m³/dia.

    Já o projeto de liquefação está sendo tocado pela Petrobras, em parceria com a BG, a Repsol e a Galp – suas sócias nos principais campos do pré-sal. O contrato da estatal brasileira com as três companhias prevê estudos de engenharia para comparar os custos de construção de uma unidade flutuante de liquefação de gás natural próximo à área do pré-sal, com a possibilidade de escoamento por meio de gasoduto.

    A unidade, que teria capacidade para liquefazer até 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia, poderá ser instalada junto aos prospectos de Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara ou Iracema, nos blocos BM-S-9, BM-S-10 ou BM-S-11. Os projetos deverão ser entregues até 2011 e as parceiras na joint venture analisarão a viabilidade econômica comparada aos gasodutos.

    Title of toggle box

    À época da assinatura do contrato, o presidente da BG Brasil, Nelson Silva, afirmou que o país deverá representar cerca de um terço da produção total da BG no mundo depois que os campos do pré-sal atingirem o pico de produção. A empresa tem participação em sete blocos no Brasil, todos com a Petrobras como parceira. Atualmente, a BG produz 648 mil barris de óleo equivalente no mundo por dia, sendo que 70% do total é gás natural e os outros 30% em óleo. Até 2020, a empresa planeja investir US$ 20 bilhões no país.

    GNV continua a crescer – Para o GNV, o cenário é um pouco mais otimista. A CEG, companhia distribuidora do Rio de Janeiro, por exemplo, prevê crescimento de 7% do volume de vendas neste ano, em relação a 2009, em virtude principalmente da queda de 11,6% do preço em relação ao de 2008, recuperando a competitividade do gás em relação ao etanol (em fase de forte alta no país) e também em comparação com a gasolina.

    Um bom indicador pode ser visto no número de conversões de veículos para o uso de GNV, que subiu da média de 2.300 por mês, no primeiro semestre de 2009, para 5.400 no final de 2009. Ao todo, são 740 mil carros rodando com o GNV no estado, um crescimento de 7,8% em 12 meses, mas, apesar disso, a ANP registrou uma queda de 4,9% nas vendas deste combustível em 2009 em relação a 2008.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *