Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Petrobrás: Revisão de estratégia prioriza investimentos em óleo leve e gás natural, e confirma a auto-suficiência em 2006

Marcelo Fairbanks
30 de julho de 2004
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    Química e Derivados: Petrobrás: petrobras_abre. ©QD Foto - Steferson Faria - PetrobrasRevisão do plano estratégico da Petrobrás, com vista a 2015, divulgada em maio deste ano, confirmou para 2006 a concretização da auto-suficiência nacional em petróleo. A área de exploração e produção da companhia, diretamente responsável pelo feito, investirá US$ 32,1 bilhões até 2010, dos quais US$ 26,2 bilhões em território nacional. Isso permitirá ampliar a produção doméstica em 5,9% ao ano, em média, no período, superando a evolução de demanda por derivados de petróleo, estimada pela empresa em 2,4% ao ano. Do montante, 70% dos recursos serão obtidos da geração própria de caixa, complementados por emissão de ações, operações de project financing e financiamentos convencionais.

    Química e Derivados: Petrobrás: Napomuceno - oferta de gás estimula demanda a crescer . ©QD Foto - Steferson Faria - Petrobras

    Napomuceno – oferta de gás estimula demanda a crescer .

    Em junho de 2004, entrou em operação o complemento do módulo 1 do campo de Marlim Sul, um navio-plataforma FPSO (floating production, storage and operation) capaz de produzir 100 mil barris de petróleo por dia (bpd). Inicialmente, a unidade é alimentada por três poços, que oferecem 80 mil t/ano. Em pouco tempo, espera-se ocupar totalmente a instalação. “Usamos poços horizontais de alta produção, que apresentam melhor relação custo/benefício, principalmente quando localizados em águas profundas”, explicou o gerente-executivo de exploração e produção corporativo, Francisco Nepomuceno Filho.

    Ele comentou que a companhia já conta com mais de cem poços horizontais no País, usando tecnologia de completação mais eficiente que impede o bombeamento de areia do reservatório junto com o óleo.

    A presença de areia reduziria a vida útil dos tubos e equipamentos, pela sua abrasividade. “Melhoramos também o bombeamento de fundo, aumentando a retirada do óleo”, explicou.

    Para este ano, devem entrar em produção também as plataformas P-43 (Barracuda) e P-48 (Caratinga). “A P-43 sairá do estaleiro, em Niterói-RJ, no dia 10 de setembro, enquanto a P-48, que está sendo finalizada em Angra dos Reis-RJ, produzirá seu primeiro óleo em dezembro”, afirmou Nepomuceno. Cada qual terá capacidade para 150 mil bpd.

    Entrarão em produção em 2005 as plataformas P-50 (Albacora Leste) e P-34 (Jubarte fase 1), respectivamente, para 180 mil e 60 mil bpd. Segundo o gerente-executivo, a P-50 foi construída em Cingapura e está sendo rebocada para o estaleiro fluminense Mauá-Jurong, de Niterói, para completação, ocupando a área onde ainda está a P-43. “A P-50 começará a produzir em junho do próximo ano”, afirmou. A P-34 será construída em Vitória-ES, com previsão de entrega para o final de 2005.

    Química e Derivados: Petrobrás: untitled-2. ©QDO biênio 2006-2007 dará forte impulso à produção petroleira nacional. Nove projetos estão programados, a grande maioria já licitada ou em construção, capazes de agregar 1,04 milhão de bpd à oferta nacional de óleo. Esses investimentos se concentram nas regiões fluminense e capixaba do litoral brasileiro.

    Química e Derivados: Petrobrás: untitled28-pg. ©QD“Nossa seqüência de prioridades começa pela produção de óleo leve, cujas descobertas recentes chegam a um bilhão de barris; gás natural, contando com 420 bilhões de m³ já descobertos; e a oferta de óleo pesado, com reserva ampliada em 2,1 bilhões de barris só no Espírito Santo”, explicou.

    Química e Derivados: Petrobrás: untitled-29. ©QDEmbora a governadora do Estado do Rio de Janeiro tenha majorado a tributação sobre petróleo, não se credita a ela a intensificação de investimentos no vizinho Espírito Santo. “A Petrobrás está apenas aproveitando oportunidades de investimento coerentes com seu plano estratégico”, afirmou. O campo ES-123, por exemplo, oferece óleo leve (até 41ºAPI), produto hoje importado pela empresa para processamento conjunto em suas refinarias, em maior parte abastecidas por óleos pesados da Bacia de Campos (com até 17ºAPI). Na comparação com o plano estratégico anterior, verifica-se que a região fluminense não perdeu investimentos, apenas teve alguns projetos adiados.

    Química e Derivados: Petrobrás: untitled-30. ©QDGás na mira – Segunda prioridade da Petrobrás, a produção nacional de gás natural será intensificada até 2010, quando se prevê atingir o patamar de 500 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), o dobro da produção alcançada em 2003. Ainda neste ano, será perfurado o primeiro poço de extensão à descoberta do poço 1-RJS-587, no antigo campo BS-500, e mais dois poços exploratórios nas áreas dos planos de avaliação de descoberta dos pioneiros 1-SPS-36A e 1-SPS-37A, ambos no antigo BS-400. Também será a vez dos dois primeiros poços no entorno (ring fence) do campo de Mexilhão, no antigo BS-400.

    Química e Derivados: Petrobrás: untitled-30.1. ©QDEmbora a governadora do Estado do Rio de Janeiro tenha majorado a tributação sobre petróleo, não se credita a ela a intensificação de investimentos no vizinho Espírito Santo. “A Petrobrás está apenas aproveitando oportunidades de investimento coerentes com seu plano estratégico”, afirmou. O campo ES-123, por exemplo, oferece óleo leve (até 41ºAPI), produto hoje importado pela empresa para processamento conjunto em suas refinarias, em maior parte abastecidas por óleos pesados da Bacia de Campos (com até 17ºAPI). Na comparação com o plano estratégico anterior, verifica-se que a região fluminense não perdeu investimentos, apenas teve alguns projetos adiados.

    Gás na mira – Segunda prioridade da Petrobrás, a produção nacional de gás natural será intensificada até 2010, quando se prevê atingir o patamar de 500 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), o dobro da produção alcançada em 2003. Ainda neste ano, será perfurado o primeiro poço de extensão à descoberta do poço 1-RJS-587, no antigo campo BS-500, e mais dois poços exploratórios nas áreas dos planos de avaliação de descoberta dos pioneiros 1-SPS-36A e 1-SPS-37A, ambos no antigo BS-400. Também será a vez dos dois primeiros poços no entorno (ring fence) do campo de Mexilhão, no antigo BS-400.



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