Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Petrobras – Produção volta a crescer, mas resultado anterior exige rever planejamento

Bia Teixeira
18 de maio de 2015
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    Reservas em alta – As cinco áreas da cessão onerosa se transformaram em dez campos, sendo que os cinco primeiros somariam expectativas de mais de 4,380 bilhões de boe. Se atribuirmos aos outros cinco campos metade dos cinco bilhões confirmados no documento registrado na ANP no final do ano, para Iara e Entorno de Iara, teríamos quase 6,9 bilhões de boe na cessão onerosa. Quase a metade das reservas atuais da estatal.

    Do total de reservas declaradas em 2014, apenas 243 milhões de boe da cessão onerosa foram agregados às reservas provadas da companhia. Ou seja, menos de um bilhão de boe dos dez campos forma agregados – menos de 15% do total.

    Química e Derivados, CUSTO DE EXTRAÇÃO E CUSTO DE REFINO

    CUSTO DE EXTRAÇÃO E CUSTO DE REFINO

    “Para efeito de classificação de reservas, a apropriação deste volume contratado como Reserva Provada ocorrerá ao longo dos próximos anos, com as atividades de desenvolvimento da produção e conforme os critérios ANP/SPE e SEC. Atualmente as áreas da Cessão Onerosa contabilizam esse volume de 5 bilhões de boe como Reservas Totais”, declarou a empresa no comunicado de 13 de janeiro de 2015.

    Os volumes totais de reservas declarados no Brasil chegam a 16,183 bilhões de boe, pelos critérios ANP/SPE, e 12,7, pelos critérios da agência norte-americana SEC. Segundo a Petrobras, as principais diferenças entre os critérios ANP/SPE e SEC são preços de venda, aspectos técnicos e, no caso do Brasil, prazo de concessão. Além do volume produzido, foram abatidas desse volume as reservas relacionadas às áreas devolvidas a ANP.

    O pré-sal deu uma contribuição de peso para este volume, com um crescimento de 23% em relação ao ano de 2013. Hoje, responde por cerca de 30% das reservas provadas da Petrobras, em apenas oito anos de exploração dessa nova fronteira.

    Independente do critério, SEC ou SPE, a Petrobras vem mantendo, há mais de duas décadas, um alto índice de reposição de reservas (IRR), que é de 125% no Brasil. E a relação Reserva/Produção também mantém esse nível: 19,3 anos. Ou seja, sem nenhuma nova descoberta ou reserva agregada, a empresa poderia manter os mesmos níveis de produção por quase 20 anos.

    Produção acelerada – O aumento de 6% na produção brasileira não se deve somente ao fato de terem atingido o pico de produção boa parte das nove unidades colocadas em operação em 2013 – com destaque para P-55 (Roncador) e os FPSOs Cidade de São Paulo (em Sapinhoá) e Cidade de Paraty (Lula Nordeste). Também colaboraram para esse desempenho as quatro plataformas que entraram em produção entre março e novembro de 2014. Durante o ano, a estatal fez a interligação de nada menos que 87 novos poços, que também já estão ativos.

    De acordo com informe da companhia, a meta de produção de petróleo no Brasil para 2015 “é de 2,125 milhões de bpd, que representa um aumento de 4,5% em relação a 2014, com variação de um ponto percentual para mais ou para menos”. Com este objetivo, em março desse ano a Petrobras deu a partida na operação da plataforma P-61, que atua em conjunto com a P-63 no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos.



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