Química

Petrobrás – Planos para ampliar produção e integração energética até 2020

Marcelo Fairbanks
20 de setembro de 2007
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    No etanol, a empresa concentrará esforços na cadeia logística e na comercialização. Para tanto, dedica US$ 700 milhões para construir um alcoolduto ligando Senador Canedo-GO, Uberaba-MG, Ribeirão Preto-SP, Refinaria de Paulínia-SP e Guararema-SP, formando um corredor de exportação que se valerá do terminal portuário de São Sebastião-SP. A companhia exportou 80 mil m³ de álcool em 2006 e tem por meta exportar 4.750 mil m³ em 2012. Gabrielli admite que os resultados de exportação de álcool durante 2007 estão abaixo do esperado, por força da resistência de compradores em adquirir o insumo feito no Brasil, até mesmo com a imposição de sobretaxas de importação.

    O papel da empresa em biodiesel é mais ambicioso. “Vamos liderar a produção nacional de biodiesel para atender o mercado interno e aproveitar oportunidades de negócios internacionais”, explicou Gabrielli. A estatal investirá em unidades industriais em Cadeias-BA, Montes Claros-MG e Quixadá-CE, cada uma capaz de produzir 50 mil t/ano e com operação prevista para começar no início de 2008, após consumir recursos da ordem de R$ 570 milhões no total. As unidades adotam tecnologia da Crown Iron Works, transferida por meio da gaúcha Intecnial. A estatal também desenvolve parcerias com outros grupos empresariais para ampliar a oferta nacional, tendo em vista as metas oficiais de adotar a mistura de 2% (B2) no diesel nacional em 2008, e a meta B5 em 2013.

    O cenário que se apresenta aponta para um mercado nacional de 1.254 mil m³ de biodiesel em 2012, com potencial de crescimento para2.705 m³em2015. Aprevisão de oferta local fica abaixo dessas projeções: 938 mil m³ em 2012 e 1.182 mil m³ em 2015. Essa diferença representa oportunidade para investimentos privados, ou para importadores.

    A Petrobrás desenvolveu e patenteou tecnologia para a produção de biodiesel diretamente dos grãos de mamona. Esse cultivo está sendo incentivado no Rio Grande do Norte, onde a estatal mantém uma unidade industrial experimental, em Guamaré, onde também estuda o comportamento da mistura B5 em motores diesel. Todo o biodiesel da Petrobrás será produzido por transesterificação com etanol brasileiro.

    Outra linha de atuação ligada aos óleos vegetais é o processo H-Bio, criado pela companhia, pelo qual óleos vegetais, em especial o de soja, são hidrogenados com o diesel nas mesmas instalações usadas em quatro refinarias das regiões Sul e Sudeste. A projeção de consumo de óleos vegetais é de 425 mil m³ em 2010. “Em 2007, pouco fizemos de H-Bio porque o preço do óleo de soja disparou”, comentou Gabrielli. O processo foi criado exatamente com a intenção de aproveitar oportunidades de mercado. Há ainda outras possibilidades de negócios nesse campo, para as quais estão sendo alocados recursos. É o caso do álcool obtido de fontes celulósicas, em especial da torta de mamona resultante da fabricação de biodiesel.



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