Petrobras – Plano de negócios requer US$ 224 bilhões para ampliar a exploração das áreas do pós e do pré-sal

Com esses investimentos, a estatal pretende ter capacidade instalada para processar 2,3 milhões bpd de carga fresca no Brasil em 2014 – um aumento de 25,6% em relação à capacidade atual, de 1,831 milhão de barris por dia. No mesmo período, a Petrobras prevê que a demanda de combustíveis deverá crescer 21,9%, passando dos atuais 1,933 milhão de barris para 2,356 milhões de barris.

Para após 2014, essa capacidade será ampliada, com a entrada em operação da segunda etapa do Comperj, para 165 mil bpd também para a fabricação de produtos petroquímicos básicos, além das unidades Premium I e II, que no conjunto elevarão a capacidade instalada para 3,2 milhões de carga fresca processada em 2020.

“Com isso, a Petrobras quer estar preparada para atender ao aumento na demanda de derivados no mercado interno, projetada para quase 2,4 milhões de bpd em 2014 e 2,8 milhões de bpd em 2020”, observou Gabrielli. O desafio do refino é permanente, diante do aumento crescente da produção. Mas que já foi revisto, principalmente em relação ao exterior.

Ao prever novos investimentos no país, a petroleira reviu sua projeção de produção para 2020, que era de 5,729 milhões de barris de óleo e gás equivalente por dia (somando a produção do Brasil e do exterior) e caiu para 5,382 milhões de boe/dia. Segundo Gabrielli, essa redução da projeção “se deve à revisão das metas internacionais, em função da revisão dos investimentos futuros para adequação à atual estratégia de E&P da Petrobras”.

Em termos gerais, o PN manteve as metas de crescimento ao ampliar os recursos necessários para a exploração e desenvolvimento das descobertas na camada do pré-sal e incrementar as atividades no pós-sal. A petroleira pretende alcançar uma produção total (Brasil e exterior) de 3,907 milhões de boe/dia por dia (boe) em 2014 e 5,382 milhões de boe/dia em 2020. A projeção indica um crescimento anual de 9,4% em quatro anos, considerando o que está projetado para este ano, de 2,723 milhões de barris.

Da produção total de petróleo projetada para o Brasil em 2014, de 2,980 milhões de barris, apenas 152 mil barris seriam provenientes dos campos no pré-sal. Estes, até 2020, passarão a produzir 1,183 milhão de barris dos 3,950 milhões de barris de óleo que a estatal espera produzir em terra e mar no Brasil. O gás natural deve alcançar, em 2014, um volume de 623 mil boe/dia, subindo para 1,109 milhão de boe/dia em 2020.

Gabrielli frisou que as metas apresentadas consideram apenas os atuais projetos da carteira e não consideram o potencial de produção proveniente da cessão onerosa, nem outros projetos do novo marco regulatório. Sinal de que esse PN poderá sofrer engorda com a capitalização da estatal.

Química e Derivados, Petrobras - Plano de negócios requer US$ 224 bilhões para ampliar a exploração das áreas do pós e do pré-sal
Obs.: metas não consideram a cessão onerosa aprovada em junho/2010 - Fonte: Petrobras - PN 2010-2014

No exterior, a estatal projeta uma produção de 176 mil boe/dia de petróleo e 128 mil boe/dia de gás em 2014, aumentando para 203 mil boe/dia a produção de óleo no exterior em 2020, quando prevê uma queda para 120 mil boe/dia de gás. Uma projeção alinhada com os investimentos da estatal no exterior, que somam US$ 11,7 bilhões (5% do total), dos quais US$ 10,33 bilhões serão investidos nas atividades de E&P, com foco no desenvolvimento da exploração e produção no Golfo do México (Cascade, Chinook, Saint Malo e Tiber), Costa Oeste da África (Nigéria) e no Peru.

Fertilizantes nos planos – Ainda com a alegação de que é a busca de sinergia com outros ativos, soou de bom alvitre para alguns setores da economia que parte dos investimentos na área de gás e energia contemple novas unidades de fertilizantes. Citando a fase de investimentos em infraestrutura no transporte de gás natural para escoamento da produção e alcance do mercado consumidor – com os gasodutos inaugurados no último ano e nesse primeiro semestre –, o plano prevê para o segmento de Gás e Energia investimentos da ordem de US$ 17,8 bilhões (8% do total, contra 7% no anterior, que reservou US$ 11,8 bilhões para essa área).

“Esses investimentos serão direcionados para consolidar a liderança da Petrobras no mercado brasileiro de gás natural, assegurando flexibilidade para comercialização aos mercados termelétrico e não termelétrico”, afirma a estatal. Com esse intuito, uma parte substancial dos recursos (US$ 5,7 bilhões) será alocada na transformação química do gás natural e na construção de três plantas fertilizantes para a produção de nitrogenados (amônia e ureia).

A previsão da companhia é de que a demanda de gás suba de 46 milhões de m3/dia para 130 milhões de m3/dia até 2014, sendo uma boa parte para queima em termelétricas (53 milhões de m3/dia, dez vezes acima da demanda atual). A indústria deverá receber 41 milhões de m3/dia em 2014, contra os 24,3 milhões atuais, enquanto a produção de fertilizantes, que hoje consome 2 milhões de m3/dia, deverá chegar a 4 milhões de m3/dia. Passarão de 14,4 milhões de m3/dia para 32 milhões de m3/dia os outros usos desse insumo.

A estatal pretende, com a construção de novas plantas de fertilizantes, ampliar de 844 mil toneladas/ano para 1.076 mil t/ano, em 2014, e 2.104 mil t/ano, em 2015, sua produção de ureia, com a entrada em operação de duas unidades: a UFN III, em setembro de 2014, com capacidade para produzir 1.210 mil t/ano, e a UFN IV, em dezembro de 2015, para 763 mil t/ano.

Página anterior 1 2 3 4 5 6 7Próxima página
Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios