Petrobras – Plano de negócios requer US$ 224 bilhões para ampliar a exploração das áreas do pós e do pré-sal

Todas as fichas estão sendo colocadas em Tiro e Sídon, estando em fase final de contratação o sistema definitivo de produção, com capacidade para processar 80 mil barris por dia e com entrada em operação prevista para 2012. Embora a UO-SUL esteja em Santa Catarina, os royalties gerados pela exploração de Tiro-Sídon não ficarão no estado: pela atual demarcação, as áreas pertencem ao estado de São Paulo e formam um triângulo de 210 quilômetros (cada lado) com Itajaí e Ilha Comprida, no Litoral Sul paulista.

A UO-SUL também vai gerenciar os ativos terrestres na Bacia do Paraná, como o projeto de desenvolvimento da produção do campo de Barra Bonita, além das atividades exploratórias realizadas na região, incluindo os blocos localizados na Bacia de Pelotas-RS, de onde são esperados resultados para permitir a continuidade e o crescimento da produção da área.

Com isso, o gerente-geral da UO-BS, José Luiz Marcusso, com um orçamento bilionário (em dólares), terá mais tempo para se dedicar aos novos projetos e aos empreendimentos em andamento para a parte mais apetitosa desse bolo, a Bacia de Santos, que tem como principal recheio o pré-sal. Marcusso continua à frente, portanto, de todos os projetos que vão incrementar a produção de sua unidade nos polos Uruguá-Tambaú, Mexilhão, Merluza e Centro (pré-sal) da Bacia de Santos. O que se espera é que, com o anúncio do PN 2010-2014, ele possa ter um cronograma mais ajustado, sem tantas demoras.

Investindo no Brasil – Recursos não vão faltar para os projetos do pré-sal, que vão abocanhar US$ 30,9 bilhões dos US$ 108,2 bilhões que a Petrobras vai investir em empreendimentos no Brasil e que, somados aos US$ 10,3 bilhões que serão alocados em projetos no exterior, compõem a generosa fatia de US$ 118,5 bilhões que a petroleira brasileira reservou para a área de exploração e produção (E&P).

Química e Derivados, José Sérgio Gabrielli, Presidente da Petrobras, Petrobras - Plano de negócios requer US$ 224 bilhões para ampliar a exploração das áreas do pós e do pré-sal
Gabrielli: pós-sal garante aumento da produção

O volume abocanhado pelo E&P representa 53% do total de US$ 224 bilhões em investimentos previstos pela Petrobras até 2014, dos quais US$ 212,3 bilhões em empreendimentos no Brasil e US$ 11,7 bilhões no exterior. Em março, quando a diretoria da estatal adiantou que seu PN ficaria em torno de US$ 220 bilhões, já havia sinalizado que não iriam ser feitos incrementos muito maiores em relação ao PN 2009-2013. Este plano causou impacto na época e foi tachado de inexequível por, mesmo em um cenário de crise mundial, ter sofrido o maior aumento na revisão de um plano anterior nessa década – cresceu mais de 55% em relação ao PN 2008-2012, passando de US$ 112,4 para US$ 174,4 bilhões. Na época, Gabrielli reiterou que todos os 531 projetos previstos seriam realizados.

Porém, houve adiamentos e revisões de projetos. Tanto que no plano anunciado em junho foram cortados US$ 17 bilhões de investimentos previstos no plano anterior, decorrentes da retirada ou redefinição de projetos, que a Petrobras não quis detalhar. Saíram do plano atual ainda US$ 6,8 bilhões, referentes a empreendimentos que serão adiados ou reelaborados conforme a nova realidade da empresa. No entanto, Sérgio Gabrielli lembrou que foram agregados 155 novos empreendimentos, que somam um total de 686 projetos de grande porte. Também foram adicionados US$ 19,3 bilhões para fazer frente a mudanças de custos e escopo de projetos programados, assim como US$ 10,3 bilhões em mudanças na participação societária da estatal em empreendimentos.

No plano anterior, o volume de recursos destinados a novos projetos era de US$ 47,9 bilhões (dos quais US$ 36,6 bilhões, ou 77%, para o E&P) e outros US$ 20,5 bilhões agregados ao PN seriam decorrentes de aumentos de custo e mudança de escopo. No planejamento atual, a estatal reservou US$ 31,6 bilhões para os novos empreendimentos (dois terços do volume anterior), dos quais 62% dedicados para a área de E&P (US$ 19,7 bilhões). Segundo Gabrielli, há 21 novos projetos para o pré-sal, entre os quais pelo menos dez TLDs em diferentes áreas do cluster do pré-sal na bacia de Santos.

A área de gás e energia terá US$ 6,5 bilhões (21%) para novos empreendimentos e o abastecimento, que abrange refino, transporte e comercialização (RTC) de petróleo e derivados, US$ 5,1 bilhões (16%). Recursos superiores aos previstos pela estatal no ano anterior, quando destinou US$ 5,7 bilhões aos novos projetos de gás e energia, além de US$ 3,1 bilhões para o abastecimento, representando 12% e 6%, respectivamente, do total de US$ 47,9 bilhões previsto para os novos projetos no ano passado.

O aumento mais significativo está no segmento de RTC, confirmando a necessidade de intervenções nas refinarias para expandir a capacidade de processamento de petróleo e melhoria da qualidade de derivados. Há ainda novidades nos projetos já programadas no plano anterior, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Refinaria Abreu Lima (Rnest), que tiveram seu escopo alterado.

Pré e pós-sal – Não surpreende o fato de a área de E&P ficar com a maior fatia, uma vez que a companhia está em franca aceleração nas suas atividades exploratórias e, principalmente, de produção. Os investimentos de E&P cresceram 14% em relação ao PN 2009 – mas é uma fatia um pouco menor do bolo, se comparada ao PN anterior, quando ficou com 59% do total.

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