Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Petrobras – Estatal anuncia investimentos para recuperar eficiência operacional e ampliar produção

Marcelo Fairbanks
19 de dezembro de 2012
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    Química e Derivados, Construção do Comperj acumula atrasos e deve partir em 2015, Petrobras

    Construção do Comperj acumula atrasos e deve partir em 2015

    “A Petrobras explora muito em alto-mar, mas é preciso salientar que a maior parte de nossa produção offshore está a 300 km de distância do maior centro consumidor de petróleo e derivados do país, que é a Região Sudeste”, comentou Graça Foster. Ela também informou que o custo de novas descobertas da estatal é inferior a US$ 2 por barril, valor bem abaixo do alcançado pelas suas maiores concorrentes mundiais, cuja média se situa entre US$ 3,2 e US$ 4,5 por barril de óleo equivalente (óleo+gás).

    O volume de reservas da estatal é suficiente para abastecer tecer o país por 19,2 anos. Segundo Formigli, estima-se internacionalmente em 15 anos o mínimo necessário de reservas para garantir a sustentabilidade de uma companhia.

    “Só em 2011, a Petrobras apropriou 1,24 bilhão de boe em novas reservas, sem incluir outros um bilhão do pré-sal e os cinco milhões de boe da área de cessão onerosa”, afirmou.

    A marcha exploratória e de desenvolvimento de produção depende da disponibilidade de sondas, capazes de perfurar o solo em diferentes situações, algumas delas críticas, como se verifica no pré-sal. “Temos mais de 65 sondas flutuantes, com outras quatro jack-ups e nove unidades marítimas em operação no mar e outras 119 em terra firme”, comentou Formigli. Em 2012, a estatal receberá 15 novas sondas, além de mais uma em 2013 e outra em 2014, todas elas capazes de operar com lâmina d’água superior a 2 km. Foram contratadas mais 33 sondas para entrega entre 2016 e 2020.

    O desenvolvimento da produção também contará com oito plataformas do tipo FPSO (Floating Production, Storage and Offloading), todas elas idênticas e chamadas por isso de replicantes, que serão construídas no Brasil para entrega entre 2016 e 2018.

    Preocupação em Campos – Uma das metas da direção de E&P consiste na recuperação da eficiência produtiva da Unidade Operacional da Bacia de Campos (UO-BC). “Essa unidade representa 25% do potencial produtivo da companhia e sua eficiência caiu de 88% para 72% entre 2009 e o primeiro trimestre de 2012”, informou Formigli. Esse índice é obtido pela divisão entre a produção realizada e o potencial de produção calculado para a área. Sem considerar o desempenho da UO-BC, a eficiência operacional da companhia sobe para 93%.

    A queda de eficiência em Campos se explica pelo fato de essa unidade abranger campos maduros, alguns em produção há vinte anos, com equipamentos (plataformas) instalados na época. “O envelhecimento dos ativos não é problema, desde que seja bem gerenciado”, comentou o diretor. O Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) pretende recuperar os índices da bacia aos níveis de 1989, mediante diversas alternativas para aumento de confiabilidade de entrega de óleo, bem como por meio da integridade e disponibilidade dos ativos.

    Além disso, serão aplicados insumos químicos e novas tecnologias para aumentar a recuperação dos poços maduros de Campos, uma forma de aumentar a produção de óleo e gás, aproveitando a infraestrutura de escoamento de produtos já existente na região. “Os esforços do Proef são 75% direcionados para poços e 25% para as plataformas”, explicou Formigli.

    Lançado em julho, o Proef exigirá investir US$ 1 bilhão (previstos no PN), além de dispender verbas de custeio estimadas em US$ 4,6 bilhões. O valor presente líquido (VPL) do programa é avaliado entre US$ 1,6 bilhão e US$ 3,3 bilhões, referentes ao óleo e gás que deixariam de ser produzidos sem essas intervenções. Entre 2012 e 2013, a companhia pretende desenvolver ações específicas para recuperar poços com incrustações e melhorar a disponibilidade de equipamentos críticos para as plataformas. A médio prazo, a ideia é aplicar medidas estruturantes, com a simplificação e a padronização dos equipamentos existentes e a eventual substituição de sistemas de produção completos ou sua revitalização.

    A estatal colocou em operação em agosto o FPSO Cidade de Anchieta, capaz de processar 100 mil bpd (esse pico será alcançado em março de 2013), obtidos em dez poços do pré-sal dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, escoando o gás natural obtido pelo gasoduto Sul-Norte Capixaba. O FPSO Cidade de Itajaí deve iniciar a produção em outubro de 2012, nos campos de Baúna e Piracaba, atingindo o pico de produção de 80 mil bpd e 2 milhões de m³/dia de gás em janeiro de 2014. O módulo 3 do campo de Roncador receberá a P-55, unidade estacionária semissubmersível para 180 mil bpd, produção de pico que será alcançada em abril de 2015. “A P-55 é a maior semissubmersível fabricada no Brasil”, comemorou o diretor.

    Química e Derivados, Demanda supera produção de derivados, Petrobras

    Demanda supera produção de derivados. Clique para ampliar.



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