Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Petrobras – Estatal anuncia investimentos para recuperar eficiência operacional e ampliar produção

Marcelo Fairbanks
19 de dezembro de 2012
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    As estimativas mais favoráveis da estatal apontam para uma demanda nacional por derivados de petróleo da ordem de 3,4 milhões de bpd em 2020. A área de E&P prevê, para o mesmo ano, a produção brasileira de 4,2 milhões de bpd de óleo e gás natural liquefeito (LGN). O PN anterior apontava para a produção doméstica de óleo e gás da ordem de 6 milhões de barris por dia.

    Químcia e Derivados, José Formigli, diretor de E&P da Petrobras, Petrobras

    José Formigli: programa pretende recuperar a eficiência de produção da Bacia de Campos

    E&P em recuperação – Enquanto na área de abastecimento os atrasos e erros na condução de projetos de investimento causam espanto, o setor de exploração e produção concentra esforços para recuperar a eficiência dos campos produtivos da Bacia de Campos, a maior produtora de gás e óleo do país. Ao tomar posse, a atual diretoria da Petrobras iniciou seus trabalhos com uma profunda e detalhada revisão da curva de produção de óleo usada para o planejamento anual. “A curva anterior era por demais otimista, agora queremos ter projetos reais, com metas atingíveis”, afirmou Graça Foster.

    Depois da revisão, a meta de produção de óleo e LGN para 2020 caiu de 4.910 mil bpd para 4.200 mil bpd. Segundo a presidente, a vantagem do número atual é que ele será alcançado. “As reservas de óleo e gás estão lá, não se discute isso, mas o ritmo dos projetos mudou e eles voltaram a ser elaborados segundo o padrão típico da companhia, compatíveis com as métricas internacionais”, afirmou José Formigli, diretor de E&P. “Faremos o que for possível, não o que for ousado.”

    Um exemplo citado pelo diretor de E&P diz respeito aos prazos para a entrega de novas sondas. As encomendas programadas para entrega em 2011 e 2012 sofreram atrasos de mais de um ano. “As unidades estacionárias de produção (UEP, plataformas offshore) também foram planejadas com um prazo curto demais para fabricação. Estamos verificando que isso é mais lento do que pensávamos”, afirmou.

    Ressalte-se que a exigência de conteúdo local não provocou os atrasos, pois as sondas atrasadas foram todas contratadas e construídas no exterior. “Conteúdo local não é um dogma, precisamos ter uma gestão adequada sobre ele”, considerou Graça Foster. Ela reconhece a importância de contar com suprimento local de produtos e serviços de alta tecnologia e qualidade. “Os preços e prazos dos fornecedores locais são semelhantes aos encontrados no exterior”, afirmou.

    Gestor de um orçamento de US$ 131,6 bilhões para investir até 2016, Formigli informa que as atividades de desenvolvimento da produção terão prioridade, absorvendo 68% do montante. A área de exploração ficará com 19%, buscando repor as reservas nacionais, enquanto a montagem de infraestrutura de suporte para as operações consumirá 12% dos recursos. “Estamos estudando alternativas para reduzir esse valor com upgrades em sondas, portos e aeroportos”, comentou.

    O diretor de E&P chama a atenção para uma diferença entre os investimentos previstos para a exploração e para o desenvolvimento da produção. No primeiro caso, enquanto a pocura por novas reservas se concentra no pós-sal (60% dos investimentos previstos em exploração, ou US$ 17,5 bilhões), o desenvolvimento dos campos do pré-sal consumirá 49% do valor daquela atividade, ou US$ 43,7 bilhões dos US$ 89,9 bilhões previstos para aumentar a produção nacional de óleo e gás. “Isso reflete a maturidade do pré-sal: já temos grandes reservas provadas nele, agora precisamos retirar o óleo de lá”, explicou Formigli.

    A curva de produção prevista até 2020 deixa mais clara a participação dos campos do pré-sal. Em 2011, 95% da produção nacional de óleo foi obtida na área do pós-sal, com os 5% restantes advindos do pré-sal. A expectativa para 2016 é a de obter 30% da produção no pré-sal, com o acréscimo de 1% vindo das áreas da chamada cessão onerosa (também no pré-sal). Para 2020, o pós-sal representará 42% da oferta nacional, seguido das concessões do pré-sal (28%), pela cessão onerosa (19%) e por novas descobertas (12%) nos blocos onde já existem reservas identificadas.

    Formigli salientou que as atividades exploratórias no pós-sal devem se espalhar por novas áreas do litoral brasileiro. Na Margem Leste, a bacia de Sergipe-Alagoas é muito promissora, assim como a bacia Potiguar, esta na Margem Equatorial.

    Química e Derivados, Refino complexo privilegia destilados médios, Petrobras

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