Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Petrobras 60 anos – Acúmulo de desafios exige atitudes drásticas

Bia Teixeira
5 de dezembro de 2013
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    Química e Derivados, Recifes de coral atrasaram operação da P-63

    Recifes de coral atrasaram operação da P-63

    Um recife no meio do caminho – A recuperação poderá não se dar da maneira que esperava a presidente, como sinalizou a diretoria na apresentação dos resultados do segundo trimestre. Das oito plataformas previstas para serem instaladas até o final deste ano, ainda faltam quatro. A primeira a rumar para a locação foi a FPSO P-63, convertida do navio-tanque BW Nilsa, no Estaleiro Cosco, na China, pelo consórcio formado pela Quip (Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa) e a BW Offshore.

    Com capacidade para 140 mil bpd de óleo e 1 milhão de m³ de gás natural (não há previsão de produção de gás, que será usado apenas para geração de energia no primeiro momento), saiu em 18 de junho do canteiro da Quip/Honório Bicalho, em Rio Grande-RS. Mas a FPSO (sigla em inglês que significa plataforma que produz, processa, armazena e escoa petróleo) acabou ficando por mais de dois meses em uma locação provisória, na Ilha de Santana, em Macaé-RJ, enquanto aguardava as obras complementares decorrentes da alteração do layout submarino dos poços.

    A mudança, que causou forte estresse na Petrobras, foi uma das condicionantes do processo de licenciamento ambiental, pois foram descobertos bancos de corais no solo marinho da área em que seria implantado o arranjo submarino.

    Esse arranjo compreende uma ‘pequena floresta’ de árvores de natal molhadas (ANM) para 30 poços (19 produtores, dos quais 13 com completação seca, e 11 de injeção de água), a serem conectados à P-63 e à P-61, no campo de Papa-Terra.

    Localizado no pós-sal da Bacia de Campos, é operado pela Petrobras (62,5%) em parceria com a Chevron (37,5%). No final de agosto, a FPSO seguiu para a Bacia de Campos, onde deverá produzir em 23 de outubro (pouco mais de três meses depois de 15 julho, data prevista no PN-2013-2017). Em um empreendimento de tais proporções, esse atraso é até previsível. O imprevisível foi o banco de coral, não detectado antes.

    Química e Derivados, P-61 (TLWP) terá árvores de natal no convés

    P-61 (TLWP) terá árvores de natal no convés

    O tempo é curto – Primeira plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Platform) construída no Brasil e a primeira a ser usada pela estatal, a P-61 teve o seu casco construído no Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis-RJ. Ela tem uma estrutura bastante similar à de uma semissubmersível, diferenciando-se basicamente pelo sistema de ancoragem no fundo do mar.

    As TLWPs são ancoradas por estruturas tubulares, chamadas de tendões verticais, fixadas no fundo do mar por estacas que tensionam (daí o nome tension legs) a estrutura da plataforma, reduzindo significativamente seus movimentos.

    Essa tecnologia possibilita a redução dos custos com as árvores de natal (equipamentos de controle na cabeça dos poços) secas, instaladas no convés da TLWP, em vez de submarinas, como nas plataformas do tipo semissubmersíveis e nas FPSOs.

    Uma instalação nada fácil para ser feita em menos de três meses, uma vez que o primeiro óleo está previsto para o último dia do ano (31 de dezembro) e a unidade TLWP, com a mesma capacidade da P-63, ainda estava no estaleiro Brasfels, no Rio de Janeiro, na primeira quinzena de outubro.

    Essa plataforma vai operar em conjunto com um TAD (Tender Assisted Drilling), que é equipado para transportar sonda de perfuração desmontada. Esta unidade assistente pode montar a sonda no convés da TLWP para realizar perfurações que sejam necessárias no desenvolvimento do campo. Com ela, seria um total de nove unidades instaladas este ano.

    P-55: enfim ao mar – A terceira plataforma que deve entrar em operação antes do fim do ano é a P-55, que vai para o campo de Roncador, na Bacia de Campos. Prevista para entrar em operação dia 30 de setembro, a P-55 saiu no dia 6 de outubro, do Estaleiro Rio Grande 1 (ERG-1), rumo à locação final, após concluídos os serviços de integração dos módulos e comissionamento da plataforma, conclusão dos testes e inspeções para obtenção das certificações necessárias.

    Uma das maiores semissubmersíveis do mundo e a maior construída no Brasil, a P-55 tem capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e tratar 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Ela é uma peça estratégica para a Petrobras alcançar a meta de produção de 2,75 milhões de barris por dia em 2017.

    Isso porque ela é parte integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, um dos maiores produtores do país. A unidade será ancorada em águas de cerca de 1.800 metros de profundidade e interligada a 17 poços, dos quais 11 produtores e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos acoplados à unidade, uma vez que Roncador é um campo com infraestrutura completa.



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