Economia

27 de Março de 2017

Perspectivas 2017 – Plásticos: Consumidores de transformados projetam aumento gradativo de demanda para os próximos anos

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Publicado por: Jose P. Sant Anna
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    Química e Derivados, Perspectivas 2017 - Plásticos: Consumidores de transformados projetam aumento gradativo de demanda para os próximos anosUma brisa de esperança anima os representantes da indústria de transformação do plástico, ávidos por um período de recuperação da economia depois de um biênio a ser esquecido. De acordo com a projeção da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a expectativa é de aumento de produção física de 2,15% em relação a 2016. Espera-se que o faturamento do setor cresça 1,9%, chegando à casa de R$ 56,3 bilhões.

    Outros números positivos estimados são o aumento na importação de produtos plásticos, com crescimento de 2,5% no consumo aparente do setor e a criação de novos postos de trabalho. Essas projeções são baseadas em um cenário no qual a inflação anual deve ficar na casa dos 5%, com taxa básica de juros chegando a 10,75% e crescimento do PIB atingindo o patamar de 1,2%. “Os mercados ligados à indústria do plástico se mostram mais otimistas. Existe esperança, embora o cenário atual de recessão reflita o momento político-econômico vivenciado pelo país”, resume José Ricardo Roriz Coelho, presidente da associação.

    O ano passado não deixará saudades. De acordo com estimativas da Abiplast, o setor deve ter fechado 2016 com faturamento na casa dos R$ 55,3 bilhões. Esse montante representa uma queda expressiva de 11,1% em relação ao exercício anterior. Some-se ao péssimo resultado o fato de o faturamento dos transformadores de plástico já ter apresentado queda de 12,4% em 2015. Em 2014, o setor havia movimentando em torno de R$ 67,4 bilhões.

    Outros números relativos a 2016 também se mostram bem desfavoráveis. Estima-se que a produção física do setor de transformados plásticos tenha caído 5,35% frente a 2015, alcançando 6,24 milhões de t. E os níveis de produção de 2015 já se mostraram bastante negativos, houve recuo de 8,5% da produção física em relação ao exercício anterior. “Caso essa retração se confirme após o fechamento dos dados estatísticos de 2016, será o menor volume produzido pelo setor no âmbito da série histórica, iniciada em 2007”, ressalta Roriz Coelho.

    Química e Derivados, Roriz Coelho: otimismo cresce, mas quadro ainda é de recessão

    Roriz Coelho: otimismo cresce, mas quadro ainda é de recessão

    No que diz respeito à mão-de-obra empregada, calcula-se ter havido retração de 3,4% em relação ao ano anterior. A entidade considera o fechamento de 11 mil postos de trabalho no período, resultando em 41 mil vagas a menos nos últimos dois anos. O consumo aparente de transformados plásticos (resultado da soma da produção com importações, menos exportações) deve ter sofrido retração de 6,1%. “Os dados são coerentes com o pior triênio da economia brasileira desde 1901, com estagnação do PIB em 2014 e retração de 7,5% em 2015 e 2016”, resume.

    Embalagens – A expectativa de alguns segmentos da economia de grande importância para a indústria da transformação ajuda a explicar o otimismo moderado com o qual o setor do plástico aguarda 2017. É o caso, por exemplo, do ramo de embalagens. Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens (Abre), não espera grande crescimento, mas prevê melhora em relação ao momento atual. “Acreditamos que estamos sim em processo de recuperação, contudo temos que ter em mente que ele será gradativo e ao mesmo tempo não linear. O ano começou apresentando referências positivas para o resgate da confiança e melhores perspectivas de investimentos para os empresários”.

    Para a diretora, a inflação controlada propicia a redução da taxa básica de juros. “Há especialistas que acreditam que até o final ela chegará a um dígito. Este fato por si só é uma boa notícia, tira um peso bastante grande dos empresários e abre espaço para investimentos”. Outro aspecto positivo ressaltado é o do Brasil contar com mais de 200 milhões de habitantes, cujo nível social e referência mercadológica cresceram muitos nos últimos anos. “O brasileiro aprendeu a reconhecer produtos de qualidade, conveniência, funcionalidade e comunicação”.

    Luciana espera que o consumidor nacional continue a demandar produtos com estas características, a procurar opções que atendam de forma mais precisa as suas necessidades. Ela também destaca as oportunidades surgidas no mercado externo. “Temos hoje um parque industrial bastante competitivo, capaz de exportar para países da América do Sul, entre outros. Isso amplia significativamente o nosso mercado”.

    A expectativa de melhores resultados acontece em momento de dificuldades para o setor. O ano passado esteve longe de ser o esperado. Conforme o Estudo Macroeconômico da Embalagem Abre/FGV, realizado há 20 anos e cujos resultados finais sobre 2016 devem ser anunciados nas próximas semanas, o setor fechou o ano com retração próxima a 4% em volume de produção. “O resultado ficou abaixo do que esperávamos, a retomada do crescimento econômico sofreu fortes oscilações ao longo do segundo semestre de 2016”. O faturamento deve ter ficado próximo da casa dos R$ 60 bilhões.


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