Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Perspectivas 2017 – Etanol: Produção e demanda caem, mas usinas investem nos canaviais e esperam preços adequados

Hamilton Almeida
20 de março de 2017
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    Investimentos – Em compasso de espera pelas novidades que deverão vir com o RenovaBio, os investimentos do setor se restringem à própria atividade, como na recuperação de canaviais, aumento de produtividade, tecnologia, plantio com GPS e plantio com colheita mecanizada. “Os investimentos atuais estão acumulados no processo de produção e na busca de produtividade agrícola. Os investimentos em usinas só devem acontecer após o lançamento do RenovaBio”, arremata Rodrigues.

    “Atualmente existem 354 usinas em operação no Brasil. Desde 2009, 81 unidades fecharam as portas e não há nenhum projeto em implantação neste momento”, destaca Nastari. O consultor salienta que, de concreto, há investimentos em mecanização, cogeração de energia elétrica e formação e treinamento de mão-de-obra.

    No entanto, “estão praticamente paralisados os investimentos em expansão da capacidade de moagem. A oferta de açúcar e etanol avaliada em uma mesma unidade de açúcares totais recuperáveis, está estável no nível de 87 milhões de toneladas desde 2010”.

    Química e Derivados, Perspectivas 2017 - Etanol: Produção e demanda caem, mas usinas investem nos canaviais e esperam preços adequados

    Outra face da moeda é que há, conforme Nastari, várias novidades tecnológicas. “Novas variedades de cana, mais produtivas, novas técnicas de cultivo como a meiosi (plantio intercalar), plantio de mudas pré-brotadas, e na extração, que tem permitido uma redução do teor de umidade no bagaço e, portanto, maior eficiência das caldeiras. O setor produtor está se virando para superar a crise e oferecer produtos de forma competitiva, cobrindo os custos de produção que subiram com a mecanização do plantio e colheita, e com o aumento dos salários médios”.

    A partir de 2006 o Brasil foi superado pelos Estados Unidos como maior produtor de etanol do mundo. Em 2000, os EUA produziam 6 bilhões de litros por ano; em 2016 atingiram 58,15 bilhões de litros. No mesmo período, o Brasil foi de 10,6 bilhões de litros de etanol para a produção, em 2016, de 30,42 bilhões de litros.

    A diferença, ressalta Nastari, é que o etanol produzido no Brasil advém de cana-de-açúcar e é considerado avançado até nos Estados Unidos. Tem um balanço energético altamente positivo, de 9,1 para 1, e substitui entre 65% e 81% das emissões de CO2 da gasolina. O etanol produzido nos EUA vem do milho, é considerado convencional, tem um balanço energético de 1,32 para 1, e substitui apenas 35% a 40% das emissões de CO2 da gasolina.



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