Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Perspectivas 2017 – Cosméticos: Inovação e diversificação de produtos estimulam vendas no país e também no exterior

Hamilton Almeida
7 de março de 2017
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    As indústrias direcionam 2% das suas receitas para pesquisa e desenvolvimento. É o segundo segmento industrial que mais investe em inovação. Também se destaca nos investimentos em publicidade, estando atrás somente do comércio varejista e dos serviços ao consumidor, salienta pesquisa Ibope.

    Os bons números nacionais camuflam, no entanto, outro aspecto da realidade: os tributos funcionam como uma trava ao desenvolvimento. Em 2015, o segmento foi penalizado com aumentos de ICMS em 18 Estados, além do forte impacto provocado pelo desdobramento do IPI da indústria para as distribuidoras. O aumento de imposto foi repassado ao preço final dos produtos, contribuindo com a recessão para a redução do consumo.

    Em Minas Gerais, por exemplo, o ICMS incidente sobre os cremes dentais saltou de 12% para 27%, um aumento de 125%; e aumento de 50% em itens básicos como escova dental, sabonete, absorvente higiênico e papel higiênico (de 12% para 18%). No Paraná, a taxa incidente sobre protetores solares aumentou de 12% para 25% (108,3%).

    A posição da Abihpec é que “a pretexto do aumento de recursos aos cofres públicos”, a elevação da carga tributária “vem como resultado final derrubando as vendas do setor e, por consequência, reduzindo as curvas de arrecadação, gerando efeito contrário ao pretendido pelos governantes”.

    Química e Derivados, Perspectivas 2017 - Cosméticos: Inovação e diversificação de produtos estimulam vendas no país e também no exteriorUm ano interessante – Durante 2016, a Abihpec registrou um avanço de 20% no seu quadro associativo, crescimento que “reforça a importância do trabalho realizado pela entidade em prol da indústria de HPPC”. A Associação iniciou um trabalho estratégico de comunicação externa por meio de diversificados canais “para fortalecer a essencialidade do setor como fundamental para a sociedade”. Os produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos parecem sofrer uma espécie de preconceito, como se fossem supérfluos, embora os hábitos de consumo da população apontem para outra direção.

    Resultado de um acordo de cooperação técnico-financeiro entre a Abihpec e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações), o projeto Beautycare Brazil totalizou US$ 137,7 milhões em vendas externas no primeiro semestre do ano passado.

    Já em outubro, o projeto “superou as expectativas do resultado idealizado para o fechamento de 2016 pela Apex-Brasil”. Em 2015, as exportações para 97 países somaram US$ 162,6 milhões, o correspondente a 22,7% do total exportado de HPPC. Em vigor desde o ano 2000, a iniciativa tem o objetivo de promover a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

    Em agosto do ano passado foi firmada parceria com a Alfândega da Receita Federal de São Paulo – abrange a capital e mais 29 municípios da Região Metropolitana –, para combater as falsificações, o contrabando e a pirataria de produtos, em sua maioria, cosméticos e perfumes. O mercado negro coloca em risco a saúde do consumidor, pois não oferece garantia de qualidade, tanto pela falta de testes em sua produção, como pelo uso de substâncias inadequadas na sua formulação. Além disso, causa prejuízos à indústria instalada no país e ao mercado de trabalho.

    Estudos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estimam que houve um prejuízo de R$ 4 bilhões, em 2015. Com base nesse número, o presidente executivo da Abihpec, João Carlos Basílio, destacou, no Anuário 2016 da entidade, que mais de R$ 430 milhões poderiam ter sido gerados em renda de trabalhadores e mais 16 mil empregos formais poderiam ser estabelecidos, se não existisse essa presença de artigos falsificados e de comércio ilegal.

    Nas primeiras operações realizadas, mais de 12 toneladas de produtos ilícitos foram apreendidas e destruídas, no valor de R$ 2 milhões. A Abihpec espera ampliar esse convênio para outras unidades da Receita Federal do Estado de São Paulo, assim como para outras unidades de federação.



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    3 Comentários


    1. Emori Perez

      Qual a data desse artigo ?


    2. De fato entre um produto químico e um natural eu prefiro o natural.
      E tenho habito de fazer todos da minha casa usarem os produtos,dede o marido aos filhos e neto também.
      E para indicar e vender as outras pessoas primeiro eu gosto de conhecer e provar antes!



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