Resinas Termoplásticas – Elevar a sua competitividade e reduzir o déficit

A Unigel lidera o negócio da resina no país, também com uma produção integrada, com uma capacidade nominal de 310 mil toneladas anuais, produzidas nas fábricas de São José dos Campos-SP (190 mil t/ano) e do Guarujá-SP (120 mil t/ano). As plantas de químicos e de petroquímicos da Unigel se encontram na Bahia, em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A fabricante ainda tem capacidade para produzir 15 mil toneladas anuais de policarbonato e 20 mil toneladas de resinas acrílicas, além de diversos insumos petroquímicos.

As expectativas de crescimento do mercado de poliestireno apontam uma taxa média anual de 3,8%, nos próximos cinco anos, sinal de um mercado maduro, mas ainda com potencial de desenvolvimento, segundo estudos da consultoria Maxiquim, especializada na área química e petroquímica.

Sobre esses movimentos na petroquímica nacional, Luciano Guidolin comenta que essas transformações, com os processos de fusões e aquisições, buscam ganhos de escala em âmbito global, de competitividade e de inovação. No entender dele, as preocupações deveriam girar em torno de como criar condições para que as indústrias químicas e petroquímicas brasileiras aumentem os seus investimentos em todas as suas linhas de produtos e revertam o déficit comercial do setor.

Na sua avaliação, a aquisição de uma empresa não significa prejuízo para a transformação, pois considera que a dinâmica de formação de preços do segmento de resinas, e da maior parte dos petroquímicos, tem por baliza o mercado internacional. “O foco da discussão deveria ser a busca por uma forma de criar condições de investimento e que mais empresas queiram vir para o mercado brasileiro, investir em produção de resinas e químicos.”

Retrospectiva – Com base nos dados computados até setembro pela Coplast –  números não divulgados – , o coordenador prevê que a demanda de resinas termoplásticas no país cresça entre 7% e 8% sobre o volume de 2012, considerando as vendas internas somadas às importações. Na avaliação de Guidolin, essa alta representa um restabelecimento do mercado de resinas, em relação a 2011 e 2012, anos marcados por baixo crescimento. “Recupera a média dos últimos três anos”, avalia. Segundo atesta, esse desempenho teve por principais carros-chefes os setores de infraestrutura, automotivo, linha branca e filmes e sacolas.

Para se ter uma ideia do desempenho do mercado, em seu último relatório divulgado à imprensa, a Braskem, que supre em torno de 70% da demanda nacional das principais commodities, detectou uma queda de 8% na demanda brasileira de resinas termoplásticas no terceiro trimestre de 2013, em relação aos três meses anteriores, motivada, segundo avaliação da fabricante, pela utilização de estoques precedentes e da queda da produção industrial. No acumulado do ano (até setembro), a empresa registrou a venda doméstica de 2,8 milhões de toneladas de resinas, o que corresponde a uma elevação de 7% sobre o mesmo período do ano anterior, ante uma demanda de 4,0 milhões de toneladas, volume 9% acima do registrado entre janeiro e setembro de 2012.

O coordenador da Coplast destaca em 2013 avanços como o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), que proporcionou uma desoneração de impostos similar à de mão de obra, que favoreceu outras indústrias. A Abiquim ainda promete novas evoluções. A entidade, ele relata, participa junto com outras instituições, no contexto dos conselhos de competitividade da indústria química, com propostas de apoio à inovação e ao investimento, com o objetivo de reduzir o déficit da balança comercial do setor. Entre essas sugestões, ele menciona alguns mecanismos de desoneração de tributos para investimentos, de incentivos fiscais para inovações, e a redução dos custos da energia e do gás para a indústria petroquímica. “São várias propostas que estão sendo criadas dentro do conselho de competitividade da indústria.”

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