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Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Perspectivas 2013 / Química – Shale Gas muda cenário global

Marcelo Fairbanks
5 de abril de 2013
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    Hyde salientou que o gás de xisto americano também contém uma pequena fração de butano, que pode ser aproveitado para a produção isolada (on purpose) de butadieno, insumo com oferta restrita atualmente. “Acho que teremos unidades on purpose de butadieno nos Estados Unidos depois de 2020, a China fará isso antes, por absoluta necessidade”, comentou. A China já tem algumas unidades desse tipo, mas de pequeno porte. Hyde calcula que seria preciso contar com três ou quatro plantas on purpose de butadieno, cada qual para 100 mil t/ano, para equilibrar a oferta e a demanda naquele país.

    Na caso do propeno, a China pode dispor de unidades de produção por PDH ou pelo processamento do carvão, usando técnicas convencionais de reforma e Fischer-Tropsch. “Eles têm muito carvão barato, uma logística bem ajustada, capital barato e mão de obra farta, podem contratar parceiros para suprir catalisadores avançados, ou seja, podem fazer quanto propeno, butadieno e eteno quiserem”, avaliou. “Mas eles pretendem suprir o mercado interno, e ainda serão importadores.”

    Mesmo sem a China, ele prevê que a América Latina será obrigada a conviver com volumes maiores de resinas termoplásticas fabricadas no Oriente Médio e nos Estados Unidos.

    A UOP (Honeywell), aliás, divulgou na reunião da Apla seu processo Oleflex C3, para desidrogenação de propano. Lançado comercialmente em 1990, o processo recebeu melhorias e novos catalisadores (o atual é o DeH-18), o que garante uma eficiência de 80% na conversão de propano em propeno, em unidades para 750 mil t/ano, segundo José Carrazza, diretor global de negócios para petroquímicos, catalisadores, adsorventes e especialidades. Essa eficiência supera outros métodos de produção on purpose, como MTO (cerca de 35%) e MTO avançado (50%), além de apresentar baixo custo de investimento e operação.



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