Domissanitários (sabões, detergentes e limpeza)

Perspectivas 2013 / Limpeza – Nova classe média sustenta crescimento das vendas de produtos domissanitários

Rose de Moraes
20 de março de 2013
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    Estratégias ambientais – Compre­endendo ampla gama de produtos, os saneantes domissanitários, compostos por produtos para limpeza (detergentes, lava-louças, sabões, saponáceos, alvejantes, amaciantes, limpadores de móveis, vidros etc.), produtos com ação antimicrobiana (desinfetantes, esterilizantes, desodorizantes), desinfestantes (raticidas, inseticidas etc.) e produtos biológicos de uso domiciliar, formulados à base de micro-organismos, constituem alvo de muitas inovações implementadas nos últimos anos e encontradas no varejo, como sabões líquidos para lavagem de roupas, limpadores perfumados, géis para lavar louças, amaciantes concentrados, cloro em gel etc. Esses produtos deverão ser cada vez mais solicitados para que contenham ingredientes ativos ecologicamente aceitos, apresentando requisitos de biodegradabilidade, atoxicidade e maior segurança para sua manipulação, principalmente considerando o seu uso contínuo na grande totalidade dos domicílios brasileiros.

    Ciente dessas necessidades e antecipando-se às exigências futuras, a Abipla promoveu em 2012 a assinatura de um pacto setorial com o Ministério do Meio Ambiente para a implementação de programa em prol de produções mais sustentáveis no setor, com o objetivo de, entre outros aspectos, gerar menores emissões de CO2, consumir menores volumes de água, reduzir o volume das embalagens utilizadas e utilizar matérias-primas e ingredientes menos agressivos à natureza e aos usuários, além do desenvolvimento de produtos mais sustentáveis, disseminando o desempenho ambiental em toda a cadeia de suprimentos do setor de limpeza.

    Vale lembrar que, em se tratando de produtos de consumo, o setor de produtos de limpeza terá a obrigatoriedade de adotar o GHS, sistema global pelo qual são definidos os riscos dos produtos químicos e sua classificação mais adequada para a comunicação em rótulos e fichas de informação de segurança, e cujo prazo de adoção deverá ser definido, no caso brasileiro, pela Anvisa.

    O pacto setorial estabelecido pela Abipla tem como antecedentes várias estratégias e recomendações feitas pela Abiquim nos últimos anos. Tais recomendações foram explicitadas no Pacto Nacional da Indústria Química, elaborado dois anos atrás, com indicações de oportunidades de suma importância para todos os segmentos da indústria química. Tais oportunidades, segundo a Abiquim, estão ligadas ao intento estratégico de “posicionar a indústria química entre as cinco maiores do mundo até 2020, tornando o Brasil superavitário em produtos químicos e líder mundial em produtos derivados da biomassa e/ou da química verde”. Para tanto, as intenções de investimentos declaradas, ainda que se considerem os projetos que estão em análise, são claramente insuficientes, de acordo com a Abiquim, para abastecer o mercado e, assim, reverter a situação de déficit na balança comercial de produtos químicos.



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