Domissanitários (sabões, detergentes e limpeza)

Perspectivas 2013 / Limpeza – Nova classe média sustenta crescimento das vendas de produtos domissanitários

Rose de Moraes
20 de março de 2013
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    Tal estudo considerou os hábitos de compra de 21 categorias de produtos de limpeza entre um contingente populacional representativo de 86% da população brasileira, ocupando 43 milhões de lares situados em sete áreas geográficas do país.

    Porém, no acumulado dos últimos cinco anos, os maiores destaques nas vendas ficaram por conta dos purificadores de ar (84%), panos de limpeza (66,9%), concentrados – multiusos, limpadores perfumados e produtos para limpeza pesada (50,1%), limpadores para banheiros (37,5%) e limpadores para cozinhas (32%).

    Quedas nas vendas foram observadas em vários níveis de retração: limpadores de piso com brilho (-12,7%), lãs de aço (-8%), ceras para assoalhos (-6,7%), lustra-móveis (-5,2%), vassouras (-4,2%) e desinfetantes (-2,4%).

    Analisados pela Nielsen, no período de cinco anos, entre 2007 e 2011, os produtos de limpeza apresentaram os desempenhos a seguir. Os sabões para lavagem de roupas apresentaram o maior consumo per capita, 4,8 quilos ao ano. Sob a perspectiva do faturamento, o crescimento no período foi de 21%, enquanto em volume foi de 17%. Os amaciantes apresentaram crescimento de 4,8% ao ano e de 32,7% na variação entre 2007 e 2011, ano no qual o consumo per capita foi de 3,06 litros. Os purificadores de ar são os que mais crescem em volume (84%) e em faturamento (106,7%) no país, no período em estudo.

    Os alvejantes/águas sanitárias com e sem cloro registraram crescimento de 18% em volume e de 65% em faturamento no quinquênio estudado, devendo seguir a tendência de expansão de formulações isentas de cloro no mercado, fabricadas à base de peróxidos de hidrogênio, mas que preservam as ações bactericida e alvejante.

    Aos detergentes para a lavagem de louças coube a terceira colocação em consumo per capita em 2011, com 414,4 mil litros consumidos, representando 2,54 litros por pessoa. Essa categoria apresentou crescimento de 15% em volume de vendas e de 32% em faturamento no período. Sob o aspecto de inovação, esses produtos vêm apresentando versões bactericidas, em gel e com perfumes exclusivos e diferenciados.

    Já os desinfetantes – limpadores multiuso e específicos para banheiros e cozinhas – registraram 2,1% de crescimento em volume e 17,5% de crescimento em faturamento no período, com consumo per capita de 1,4 litro.

    Entre os itens com grande expressividade em faturamento, o álcool apresentou 48,6% de crescimento no montante faturado no período entre 2008 e 2011 e 8,2% de crescimento em volume nesse quatriênio, embora tenha sofrido queda de -0,9% em volume em 2011. Também desfrutando de altas taxas de crescimento em faturamento no período entre 2007 e 2011, estão os limpadores para banheiros, os concentrados de limpeza e os limpadores para cozinha.

    Os limpadores para banheiros alcançaram 69% de crescimento em faturamento no período entre 2007 e 2011 e 37,5% de crescimento nas vendas em volume no mesmo período. Os concentrados de limpeza, incluindo os limpadores multiuso, os limpadores perfumados e os itens para limpeza pesada cresceram 55,5% no faturamento entre 2007 e 2011 e 50,1% no volume comercializado no mesmo período. Como principais novidades, esses itens têm incorporado novos ingredientes e fragrâncias. Já os limpadores para cozinhas apresentaram 49,5% de crescimento em faturamento entre 2008 e 2010 e 32% de crescimento nas vendas em volume no período entre 2008 e 2011.

    No rol das categorias com desempenho em queda em faturamento e/ou em volume comercializado estão os inseticidas, as ceras para assoalhos, os limpadores com brilho para pisos e os sabões em barra.

    Os inseticidas acumularam retração no faturamento de -28,8% no período entre 2007 e 2011, extensiva também ao volume de vendas no período entre 2007 e 2010, que se retraiu em -44,2%. Os inseticidas aerossóis, contudo, têm seguido em sentido contrário. Ou seja, apresentaram 24,6% de crescimento no faturamento no período entre 2007 e 2011, e 9,5% de crescimento no volume de vendas no mesmo período.

    As ceras para assoalhos, por sua vez, apresentaram pelo quinto ano consecutivo (2007 até 2011) queda em volume, sendo -6,7% somente no ano de 2011. A explicação para tal, de acordo com a Abipla, decorre do fato de algumas inovações, como ceras com inseticidas, esbarrarem em restrições que impedem seu lançamento, como a falta de aprovação pela Anvisa.

    Seguindo a mesma tendência de queda, os limpadores de piso com brilho sofreram retração em volume de -30,1% e de -12,9% em faturamento no período entre 2007 e 2011, enquanto os sabões em barra apresentaram retração de -26,2% entre 2007 e 2011 e crescimento de 14,1% em faturamento no mesmo período. No acumulado desse período, segundo o estudo elaborado pela Nielsen para a Abipla, cerca de 70 mil toneladas deixaram de ser comercializadas, sendo 30 mil toneladas em 2011, observando, porém, desempenho positivo nas vendas dessa categoria de produto de limpeza na Região Nordeste do país.



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