Química

Perspectivas 2013 / Infraestrutura – Investimentos anunciados no setor geram expectativas animadoras para 2013

Hamilton Almeida
25 de março de 2013
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    Mineração

    Carajás Serra Sul – Mina S11D: desenvolvimento de mina e usina de processamento. Capacidade nominal estimada de 90 Mtpa. Custo estimado: R$ 16.210.643.500,00. Início: agosto/2012. Conclusão: setembro/2016.

    Planta de beneficiamento de minério – Anglo American: abertura da mina com capacidade produtiva prevista de 26,5 milhões t/ano de minério de ferro, em Minas Gerais. Custo estimado: R$ 8.072.820.000,00. Início: dezembro/2011. Conclusão prevista: janeiro/2013.

    Indústria

    Siderúrgica Wisco: Instalação no Complexo Logístico e Portuário do Açu, no Rio de Janeiro, com capacidade de produção de 5 milhões de toneladas/ano. Custo estimado: R$ 10.083.500.000,00.

    Companhia Siderúrgica Ubu (CSU): capacidade de produção de 5 milhões de toneladas de placas de aço/ano. Área de aproximadamente 700 hectares, no Espírito Santo. Custo estimado: R$ 9.858.000.000,00. Início previsto para janeiro/2015.

    Complexo industrial do superporto do Açu – Siderúrgica e
    Pelotizadora Ternium: usina com capacidade para fabricar 5,6 milhões de toneladas de placas de aço e pellets/ano. Custo estimado: R$ 8.000.000.000,00.

    Química e Derivados, Paulo Godoy, Abdib, projetos devem ser elaborados com rapidez

    Godoy: projetos devem ser elaborados com rapidez

    Abdib – A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base prevê um crescimento de 10% no investimento em infraestrutura em 2013, em comparação com o realizado em 2012. A perspectiva está baseada, sobretudo, na recuperação do ritmo de investimento público no setor de transportes, explica o presidente da entidade, Paulo Godoy.

    A percepção da Abdib é que, a médio e longo prazo, haja aumento dos investimentos realizados em infraestrutura. Em 2003, foram investidos, em números atualizados, R$ 63,2 bilhões, incluindo os setores de petróleo e gás natural, energia elétrica, transportes, telecomunicações e saneamento básico. Em 2011, esse volume de investimento atingiu R$ 173,2 bilhões. Em 2012, acredita-se que a alta foi de 6%. “Apesar de ter ocorrido crescimento, o desafio é acelerar os aportes na infraestrutura”, assinala Godoy.

    A Abdib acredita que é preciso haver uma expansão dos programas de concessões e de parcerias público-privadas em todos os setores, principalmente em transportes e saneamento básico. Com estabilidade regulatória, segurança jurídica, projetos economicamente atrativos e regras claras de competição, as empresas conseguem organizar estruturas de financiamento para investir nos projetos necessários ao país. “Há disposição dos investidores. Então, temos de organizar os programas de concessões e PPPs e conduzi-los com eficiência e celeridade até os leilões”, declara o presidente da entidade.

    Nas contas da Abdib, o Brasil investe, atualmente, 2,4% do PIB nos setores de infraestrutura, desconsiderando a área de petróleo e gás. “Há potencial claro para avançar e o país passar a investir 4% do PIB em infraestrutura (energia elétrica, saneamento básico, telecomunicações e modais de transportes) em 2016. O grande desafio é conseguir celeridade e eficiência nas fases preparatórias dos projetos. Ao apostar nas concessões e PPPs, a tendência é que o país consiga acelerar a execução de investimentos em infraestrutura, já que as concessionárias não precisam seguir as leis que regem o gasto público”, destaca Godoy.

    Vale lembrar, diz a Abdib, que, com novos mecanismos de captação de financiamento (debêntures, fundos de investimento em participação e outros), a tendência é que haja diversificação e ampliação das fontes de recursos de longo prazo, com razoável crescimento da participação privada nos projetos de infraestrutura.

    Abimei – O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Ennio Crispino, faz um balanço pessimista do desempenho setorial em 2012. “As importações de bens de capital movimentaram cerca de US$ 2 bilhões, o que representou uma queda de 20% em comparação com 2011. Foi uma queda brusca e indesejável, que representou um retrocesso de cinco anos no nível da atividade industrial.” Esperava-se, acrescentou ele, um aumento de 15%, que acabou sendo comprometido pelo baixo ritmo da indústria.

    Cauteloso em relação a 2013, Crispino prefere esperar que as obras de infraestrutura se concretizem, pela proximidade da Copa do Mundo e da Olimpíada do Rio. “O Brasil necessita investir 25% do PIB nos próximos quatro anos para sustentar uma taxa de crescimento de 4% a 4,5% ao ano”, calcula Otto Nogami, economista da Abimei. Ele avalia que o país como um todo investe 17% (aproximadamente R$ 700 bilhões/ano) do PIB (R$ 4,1 trilhões) por ano. “O problema é que o governo banca apenas 10% desse valor, quando o ideal seria que ele investisse R$ 100 bilhões/ano em infraestrutura durante 25 anos”, projeta Nogami.

    O economista alerta que o país “está começando a perder competitividade” e observa que o cenário atual revela as fragilidades do setor produtivo nacional. O PIB apresentou declínio nos cinco últimos trimestres. Para 2013, espera-se uma expansão de 3,7%.

    A Abimei defende que o Brasil precisa investir em bens de capital nacionais e importados para fazer frente às necessidades de crescimento do PIB, e lamenta que as obras de infraestrutura não se concretizem no tempo esperado. “Os investimentos prometidos em infraestrutura precisam sair do papel em 2013: PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ou PEC (Programa de Estagnação do Crescimento)?”, indaga, ironicamente, Crispino.



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