Equipamentos e Máquinas Industriais

Perspectivas 2012 – Máquinas – Setor só cresce se grandes empresas e o PAC cumprirem cronograma de obras

Domingos Zaparolli
15 de janeiro de 2012
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    A Jaraguá é um caso de reestruturação de negócios bem-sucedida. Como relata o vice-presidente da empresa, Nasareno Neves, até 2004 a companhia era apenas uma fabricante de equipamentos como fornos, tubulações e estações elétricas. Nesta condição vinha perdendo mercado continuamente para concorrentes importados, principalmente chineses. A mudança se deu com a decisão de se tornar uma fornecedora de soluções completas e integradas para o cliente, no formato turn key, podendo fabricar ou comprar de terceiros os equipamentos, de acordo com a conveniência de cada projeto. Deu certo. O faturamento da companhia que, em 2003, era de R$ 120 milhões, alcançou R$ 440 milhões em 2009 e R$ 700 milhões em 2011 e a previsão de faturamento para 2012 é de R$ 1 bilhão. “Não será problema, em dezembro já tínhamos pedidos em carteira de R$ 1,7 bi para entregas entre 2012/2013 e início de 2014. E prevemos superar R$ 1 bi em vendas em 2012”, diz o executivo.

    Atualmente, 80% do faturamento da companhia é gerado em projetos de refinarias e petroquímicas. Segundo Neves, é hora de uma nova reestruturação nos negócios para reduzir a dependência deste mercado. A meta é agregar novos negócios que farão crescer o faturamento total da companhia e limitar a participação de refinarias e petroquímicas a 50% do bolo. Para isso, a companhia fechou uma parceria com a americana Audubon para entrar no segmento de exploração e produção de petróleo por meio de fornecimento de modelos e sistemas de navios plataformas para o pré-sal.

    Outra iniciativa em curso na empresa é fortalecer sua atuação em mineração e papel e celulose. Hoje, relata o executivo, a Jaraguá fornece equipamentos para estes dois mercados, mas a ideia é replicar o modelo usado nas refinarias e realizar trabalhos em turn key. No segmento de fertilizantes, a companhia realiza conversas com a Vale para o projeto de potássio em Sergipe e com a Petrobras para plantas de nitrogenados. Um novo negócio em desenvolvimento é o aeroespacial. A Jaraguá é a responsável pela montagem da torre de lançamentos de Alcântara, no Maranhão, que está em fase de comissionamento.

    O grupo Combustol & Metalpó, produtor de pós metálicos e peças sinterizadas e fornecedor de fornos industriais, com três unidades localizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Contagem-MG, também realizou investimentos recentes, ampliando em mais de 60% a área da fábrica de equipamentos, permitindo, com isso, a montagem de estruturas de grandes dimensões. O diretor Henrique Prado Alvarez acredita que 2012 apresentará um cenário de grande competitividade, podendo haver um pequeno aumento de demanda por parte das indústrias de metalurgia, mas com poucas possibilidades de crescimento na demanda de fornos siderúrgicos e petroquímicos, nos quais os projetos programados são poucos. “A postergação das usinas Premium da Petrobras deixa o horizonte das perspectivas um pouco mais escuro”, diz o executivo.

     

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