Domissanitários (sabões, detergentes e limpeza)

Perspectivas 2012 – Limpeza – Classes C e D prometem manter ciclo de alta no consumo de domissanitários

Gerson Trajano
15 de janeiro de 2012
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    Revista Química e Derivados, Maria Eugenia Saldanha, Abipla, reforçar medidas

    Maria: meta de profissionalizar médias e pequenas empresas

    Para 2012, a Abipla vai implementar projetos que incluam de alguma forma os pequenos fabricantes. Uma proposta que pode ser efetivada é a do regulamento do Mercosul para boas práticas de fabricação, as quais abrangem um conjunto de medidas a serem adotadas pelas indústrias com o objetivo de assegurar a qualidade dos produtos.

    No caso do Mercosul, o novo regulamento de boas práticas permitirá a harmonização entre os fabricantes dos países do bloco, com a finalidade de facilitar as relações comerciais. Ainda entre os pleitos para o regulamento estão as análises de matérias-primas já comercializadas, para a possível aprovação da ampliação de seus prazos de validade. A discussão da proposta foi finalizada em reunião em 2011. O passo seguinte à discussão será a publicação de uma consulta pública.

    Informalidade – A Abipla vai combater a informalidade como medida para fortalecer o setor. Dados da associação mostram que o mercado informal responde por 50% do comércio de água sanitária e detergente. Presentes nas esquinas dos centros urbanos e em caminhões para venda a granel, os informais são quase sempre associados pela população aos cortes no orçamento.

    Para a Abipla, a economia no bolso pode se refletir em prejuízos para a saúde, uma vez que os produtos informais não observam normas sanitárias ou ambientais e não têm controle de qualidade, colocando sob suspeita a sua eficácia no combate aos germes, fungos e bactérias que se acumulam nas superfícies e causam danos à saúde.

    Segundo Maria Eugenia, a informalidade vem diminuindo e a institucionalização da nota fiscal eletrônica tem ajudado a combater a sonegação de impostos e os produtos piratas. A Abipla integra o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade. O Fórum publicou uma cartilha com uma página sobre material de limpeza doméstica, com orientações para que a população possa identificar e evitar produtos clandestinos. A primeira atitude é observar se a embalagem traz instruções de uso e alerta de como proceder em caso de acidentes. A cartilha pede para desconfiar de preços muito baixos e evitar produtos sem identificação do fabricante, indicação de fórmula e composição química, prazo de validade, registro no Ministério da Saúde e telefone de contato do serviço de atendimento ao consumidor.

    “Creio que a informalidade do mercado vem diminuindo, mas o Brasil é muito grande, e ainda vai existir o produto porta a porta, que na realidade é um item de subsistência, de classe de baixa renda. Apenas a fiscalização pode reduzir essa atividade”, observa Mammana.

     

     

     

     

     



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