Perspectivas 2012 – Infraestrutura – Projetos anunciados com alarde pouco avançam e travam economia nacional

Mobilidade urbana – Os investimentos em transporte público nas grandes cidades brasileiras previstos no PAC 2 somam R$ 30 bilhões, sendo que os projetos previstos nas doze cidades sedes da Copa somam R$ 18 bilhões. Brasília planeja construir 41 quilômetros de Bus Rapid Transit (BRT), orçado em R$ 1,17 bilhão Trata-se de um modelo de transporte coletivo de média capacidade idealizado para várias outras cidades sedes do mundial, como Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba, Manaus, Salvador e Belo Horizonte. São Paulo contará com R$ 1,08 bilhão para a construção de 18 quilômetros de monotrilho, meio de transporte igualmente previsto nas obras de mobilidade de Manaus. Outras obras previstas dentro do PAC para a Copa são aquelas necessárias à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), nas cidades de Fortaleza, Brasília e Cuiabá. Em São Paulo, o governo estadual também programa um amplo investimento no sistema de metrô da capital, estimado em R$ 30 bilhões entre 2012 e 2015, dos quais R$ 11,5 bilhões virão da iniciativa privada. A meta é estender a malha metroviária dos atuais 70,6 quilômetros para 130 quilômetros em 2015.

Telecomunicações – Na área de telecomunicações, as principais expectativas para 2012 são duas. O leilão para lançamento da rede móvel de 4ª Geração (4G) e a regulamentação da lei de TV por assinatura, que cria novas regras para o mercado de TV paga. A rede 4G será uma 3G turbinada, com os mesmos recursos hoje oferecidos (download, jogos e demais aplicativos), mas com uma velocidade que poderá chegar até 100 vezes mais que a da 3G. A expectativa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é que o leilão, previsto para o final de abril, reúna cinco ou seis empresas disputando os lotes. Já a entrada em vigor da Lei 12.485 libera a participação de capital estrangeiro no mercado de TV a cabo. Os estrangeiros só podiam atuar em DTH e MMDS. Na Anatel, avalia-se que a promulgação da lei será um avanço para o setor e permitirá que o serviço avance além dos 238 municípios atualmente atendidos por TV a cabo.

Habitação – Entre 2009, quando foi lançado, e dezembro último, o programa Minha Casa, Minha Vida realizou desembolsos de R$ 49,6 bilhões, conforme dados da Caixa Econômica Federal. Nas duas fases do programa, que chegará até 2014, a estimativa é que sejam investidos R$ 183,9 bilhões. Até meados de dezembro de 2011, ainda segundo a Caixa, as contratações alcançaram 1.366.277 habitações. O total previsto nas duas fases é ligeiramente superior a 3 milhões. O banco avalia que serão contratadas pelo menos 500 mil novas moradias por ano até 2014 por meio do programa.

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