Couro e Curtumes

Perspectivas 2011 – Couro – Taxação a calçados chineses reanima curtumes nacionais

Fernando C. de Castro
10 de janeiro de 2011
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    O presidente salienta que, com a crise econômica mundial de 2008, a exportação caiu perto de 50% quando comparada com os US$ 2,2 bilhões de 2007, mas ainda assim o valor exportado é muito significativo, tendo um peso importante na balança comercial do país. E vem se recuperando ano a ano com a economia mundial.

    Kamelman salienta que o técnico cuida de todas as etapas de produção do couro, desde a preservação do couro cru até a expedição do produto acabado. As responsabilidades dos químicos de curtumes vão muito além dos processos, envolvendo ainda o desenvolvimento de artigos compatíveis com as tendências de moda, adequando a produção às exigências ambientais e de custos, não sendo raros os casos de químicos de curtume que assumem funções gerenciais e de marketing. “Acho também importante deixar claro que, apesar do couro wet blue ser um produto de menor valor agregado do que o acabado, não é correto afirmar que seja um produto de baixa tecnologia. Os cuidados com as primeiras etapas de fabricação do couro determinam sua qualidade final”, pontifica o especialista.

    Além disso, Kamelman avalia que a exportação de wet blue é um fato de origem antiga e não afeta as exportações de couros acabados. “O Brasil nunca exportou percentual significativamente maior de couro acabado do que em 2007, o recorde de nossa indústria”, enfatizou. Ele afirma ter sido mal interpretado em entrevista publicada na edição QD-501 (agosto de 2010), na qual teria se manifestado de forma diversa. “O título daquela reportagem [Wet blue tira emprego de químicos] teve impacto, mas não corresponde à realidade, pois não se pode tirar o que não existe ou existiu”, refutou. “O que seria possível argumentar ou concluir é que, caso as condições de mercado permitissem que o Brasil exportasse uma porcentagem expressivamente maior de couro acabado, surgiriam novas oportunidades de emprego.” (N. do E.: foi exatamente esse o sentido do título).

    Naquela entrevista, também se mencionou de forma crítica a “exportação” de profissionais qualificados para países concorrentes. “Sobre a migração de químicos de curtume brasileiros a outros países, isso demonstra mais a grande capacidade dos técnicos formados no Brasil do que a falta de oportunidades por aqui. Assim como químicos de couro brasileiros encontram oportunidades de trabalho fora, estrangeiros acham oportunidades aqui. Eu, como profissional da área, estrangeiro radicado no Brasil há trinta anos, achei nesta terra bendita a oportunidade para minha realização pessoal e profissional e sou prova viva disso”, salientou.



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