Perspectivas 2010: Comércio Químico – Superação da crise e consolidação química geram oportunidades para os distribuidores

Além disso, ele aponta o interesse das indústrias químicas em transferir maiores volumes de produtos e responsabilidades para seus distribuidores. Esse interesse resulta dos bons resultados conseguidos após a implantação do Processo de Distribuição Responsável (Prodir) da Associquim, que aumentou a credibilidade setorial.

Química e Derivados, Rubens Medrano, presidente da Associquim e do ICCTA, Comércio Químico - Superação da crise e consolidação química geram oportunidades para os distribuidores
Medrano: setor venceu a crise aumentando a produtividade

Um ponto favorável ao setor comercial em 2009 foi a entrada em vigor da nota fiscal eletrônica, que está sendo complementada pelos sistemas de escrituração eletrônica (SPED) fiscal e contábil. “A nota fiscal eletrônica foi boa para o setor por inibir o descaminho e as fraudes fiscais que representam uma concorrência desleal aos comerciantes regularmente estabelecidos”, defendeu Medrano. “Não compensa ficar na ilegalidade.”

A adaptação às novas exigências fiscais exigiu investimentos por parte dos distribuidores e houve um período inicial de dificuldades técnicas, logo superadas. Porém, Medrano salienta que a melhoria dos sistemas de tecnologia de informação (TI) trouxe benefícios para o dia-a-dia das empresas.

O dirigente setorial só lamenta o fato de o atual governo federal não ter patrocinado as reformas estruturais que o país precisa nos campos tributário, fiscal, trabalhista e jurídico. Também ficará para outros governos a melhoria da infraestrutura nacional, especialmente nos transportes. “As exportações brasileiras não sofrem só com o câmbio supervalorizado, mas também persistem entraves como a falta de devolução do ICMS”, criticou.

Associquim, 50 anos – Em 2010, a Associquim completa 50 anos de atuação. Por isso, o Encontro Brasileiro dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (EBDQuim) será realizado nos dias 18 e 19 de março nas dependências da Federação do Comércio, em São Paulo. Embora não seja tão atraente como os resorts do Nordeste, a localização permitirá o comparecimento de maior número de membros que encontrarão o ambiente ideal para ouvir e debater as mudanças nacionais e mundiais do setor, com a presença de palestrantes do calibre de Bernardo Gradim, presidente da Braskem, e do consultor internacional Marc Fermont.

“A intenção da associação é mostrar e discutir as diretrizes do mercado químico e seus reflexos na atividade”, explicou Medrano. Por isso, serão oferecidas palestras sobre mecanismos de abertura de capital, fusões e aquisições, além de reforçar aspectos referentes ao Prodir e à sustentabilidade da distribuição química.

“Nesses 50 anos, a associação vem cumprindo seu papel de mostrar as tendências, apoiar a qualificação das associadas, prover informações relevantes e oferecer suporte aos programas como a nota fiscal eletrônica e o SPED”, disse.

O mandato de Medrano na As­sociquim foi renovado na eleição de 2009 por mais quatro anos. Já no ICCTA, seu mandato expira em maio deste ano, quando deverá ser transmitido a um representante da Europa. Ele foi o primeiro presidente latino-americano da entidade, por deferência do presidente da Associação dos Distribuidores Químicos dos EUA (NACD), Bruce Schechinger. No seu mandato, foi formado um grupo de trabalho reunindo Canadá, EUA e Brasil para atualizar e uniformizar os respectivos programas de Distribuição Responsável, consagrando o sistema de auditorias independentes. Até maio, o ICCTA espera a formalização do ingresso da China na entidade. “Depois de maio, ficarei mais um ano no conselho da entidade, como ex-presidente”, comentou.

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