Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Peróxidos amplia capacidade para acompanhar a demanda

Marcelo Fairbanks
11 de janeiro de 2019
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    Destino regional – A maior parte (59%) do peróxido de hidrogênio produzido em Curitiba é consumido no Brasil, encontrando maiores consumidores no branqueamento de celulose, mas tem encontrado consumo firme na produção de plastificantes não ftalatos, obtidos pela epoxidação de óleo de soja. “Essa aplicação está em fase de crescimento e é interessante por causa das restrições ao uso dos derivados ftálicos, como o DOP”, comentou Cedric Schmitt, gerente comercial da Peróxidos.

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    Outros usos, com menor participação no Brasil, incluem mineração, alvejantes de roupas e tecidos, assepsia de embalagens e produtos embalados (alimentos e bebidas, principalmente), além de aplicações em estações de tratamento de água e esgotamento sanitário. “O peróxido é usado antes do tratamento de água para combater a proliferação de algas nas represas, abater matéria orgânica e metais, especialmente ferro e manganês”, explicou. Seu uso no pré-tratamento evita a formação de cloraminas na etapa de cloração. Segundo Schmitt, várias empresas de saneamento usam o peróxido de hidrogênio em seus sistemas, até para remoção de odor em estações elevatórias de esgotos, na dosagem de 1,5 ppm para cada ppm de sulfeto presente.

    Outro produto da companhia, o ácido peracético – obtido pela reação entre o peróxido e o ácido acético – também contra uso no campo do saneamento. “O peracético já está sendo usado na limpeza de sistemas de esgoto das regiões Sul e Sudeste, reduzindo o cheiro e oferecendo poder desinfetante maior que o do cloro”, informou. Além disso, o peracético pode ser usado como desinfetante dos efluentes lançados em corpos de água sem deixar resíduos. Dependendo do corpo de água receptor e sua classificação, a dosagem de peracético pode variar de 1,5 a 8 ppm.

    Outros usos incluem a desinfecção da areia das praias e também dos líquidos bombeados pelos emissários submarinos no litoral. “Durante a Olimpíada do Rio, o peróxido foi muito aplicado para reduzir o teor de coliformes na Lagoa Rodrigo de Freitas e na área das regatas, mas isso foi descontinuado”, comentou.

    Um uso ainda pequeno é a desinfecção de água em torres de resfriamento, substituindo outros produtos. “Temos muitas inovações no pipe, mas precisamos dar prioridade para as mais viáveis”, considerou.

    Fora do Brasil, o maior cliente da Peróxidos é o Chile, que absorve 16% das vendas. Nesse país, a produção de celulose também lidera o consumo, em fase de franca expansão. “Estamos instalando uma miniplanta myH2O2 para atender clientes de celulose no Chile”, comentou Silveira.

    O terceiro maior consumidor regional (11%) do peróxido é o Peru, na mineração do ouro. “É cada vez mais difícil produzir, há restrições ambientais mais severas e o peróxido neutraliza o cianeto, usado para precipitar o ouro”, comentou.

    O atendimento aos clientes exige contar com um sistema logístico robusto, que inclui mais de mil isotanques e mais de 70 carretas próprias para entregas aos clientes e distribuidores.



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