Biometano – Parecer favorável para implantação de rede de fornecimento

Projeto foi batizado de Cidades Sustentáveis - Meio Ambiente

Biometano na rede

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) deu parecer favorável para a implantação de projeto que construirá a primeira rede isolada de fornecimento de biometano no país.

Batizado de Cidades Sustentáveis, a rede de distribuição do gás renovável envolve a concessionária GasBrasiliano, com área de concessão no oeste paulista, e a usina de açúcar e álcool Cocal, de Narandiba-SP.

Com a aprovação, as empresas assinaram contrato de compra e venda do biometano que será gerado a partir do biogás da vinhaça e da torta de filtro da usina, cujo teor também já foi aprovado pela Arsesp.

Biometano na rede 2

O projeto da GasBrasiliano e da Usina Cocal terá rede de distribuição de 68 quilômetros para fornecer biometano para Presidente Prudente-SP, que está a 60 km da unidade de purificação do biogás em construção final pela usina.

Ele envolve investimento de R$ 160 milhões, com R$ 30 milhões da GasBrasiliano para construção da rede de distribuição e R$ 130 milhões da Cocal, para construir sistema completo de produção de biogás a partir de vinhaça, palha e torta de filtro, unidade do biometano e outra para geração de eletricidade.

A previsão é a de que as obras do gasoduto comecem em agosto com conclusão em janeiro de 2022. Os primeiros fornecimentos, que devem ser para duas grandes indústrias de Presidente Prudente e um posto de GNV, estão programados para iniciar em julho de 2022.

Na primeira fase, a estimativa é suprir 8 mil m3 por dia de biometano e, quando houver mais demanda contratada em clientes industriais, comerciais e residenciais, a expectativa é absorver o total da produção de 24 mil m3 por dia.

Biogás em alta

A rede de biometano da GasBrasiliano é apenas uma amostra do que deve estar por vir nos próximos anos com o mercado de biogás.

Além de a própria concessionária admitir que pretende expandir o projeto em outras cidades do interior paulista, que estão longe dos gasodutos de gás natural, há uma tendência de vários novos projetos, tanto para gerar eletricidade com biogás como para usar a versão purificada como biocombustível substituto do diesel.

Segundo a Associação Brasileira do Biogás, a Abiogás, o mercado hoje representa menos de 2% do potencial de geração estimado em 120,8 milhões de m3 por dia de biogás e de 117 milhões de m3/dia de biometano.

Mas o mercado cresce em bom ritmo: em 2020 a produção de biogás, mesmo com a pandemia, aumentou em 34%, com 69 novas usinas apenas para gerar eletricidade.

 

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