Química

Papel: Fibra curta revela futuro promisor

Rose de Moraes
5 de novembro de 2004
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    Até 2015, porém, deverá ocorrer aumento de 130 milhões de toneladas no consumo de papéis e cartões – o consumo mundial no ano 2000 era de cerca de 325 milhões. Desse total, 60 milhões de toneladas seriam originadas na Ásia, 35 milhões de toneladas sendo destinadas só ao consumo da China.

    A China começa a dar os primeiros passos no sentido de montar uma base florestal própria extremamente ambiciosa, mas enfrenta problemas com relação ao uso da terra e formação de grandes blocos florestais. Por isso, o plano anunciado de aumentar a área de plantações de alto rendimento de cerca de 1,5 mihão de hectares em 2000 para mais de 7 milhões de hectares em 2015 parece pouco viável. É importante observar que o aumento na demanda chinesa representa praticamente a somatória dos aumentos previstos em todo o conjunto de países desenvolvidos da Europa Ocidental, América do Norte e Japão.

    Segundo as estimativas, a demanda por fibras deverá crescer em todos os segmentos. As fibras recicladas já representam cerca de 47% do total empregado na fabricação de papéis e cartões. As importações asiáticas de fibras recicladas, especialmente dos Estados Unidos, responsável pela esmagadora maioria das exportações, crescem a níveis que poderiam desestabilizar o mercado mundial e provocar uma crise de abastecimento e preços.

    “A reciclagem nos Estados Unidos que era de cerca de 46% em 2000 deverá alcançar 58% em 2015, aumentando o custo de coleta sobre as quantidades marginais. O aumento de preços das fibras recicladas colocará maiores pressões sobre a demanda de fibras virgens”, analisou Farinha.

    No caso das fibras curtas branqueadas de eucalipto, a demanda crescerá muito mais em comparação com as outras fibras. Para o diretor da JY, a entrada de capacidades no curto prazo poderá motivar oscilações pontuais nos preços praticados e só poderão sobreviver neste cenário aqueles que promoverem investimentos e cuja estrutura de custos operacionais seja capaz de resistir às oscilações de curto prazo, mantendo margens operacionais aceitáveis.

    Na opinião de Umberto Cinque, da ABTCP, o mercado de papel e celulose não se intimidará com volatilidades e dará prosseguimento às expansões, realizando investimentos. Em 2005, a ABTCP deverá realizar novos ajustes no plano estratégico e parcerias, a exemplo da firmada em 2004 com a Éfeso Consulting, visando alcançar melhorias de produtividade e otimização de processos nas indústrias, permitindo a criação de convênios para melhor capacitar as empresas associadas à entidade.

    Atualmente com 960 associados, a entidade é integrada por fornecedores de equipamentos, máquinas e serviços (39%), fabricantes de celulose, papel e embalagens (27%), profissionais do setor (30%), instituições governamentais e financeiras (4%). No próximo ano, uma das novidades planejadas para o ABTCP 2005 é contar com parceria de entidade congênere da Finlândia.



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