Química

Papel: Fibra curta revela futuro promisor

Rose de Moraes
5 de novembro de 2004
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    Química e Derivados: Papel: Daniela - Insumo para incrementar produtividade. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Daniela – Insumo para incrementar produtividade.

    Como principal fornecedora de insumos para a Klabin, na fabricação de papéis cartonados para embalagem de líquidos (Liquid Packaging Board), a empresa, segundo Daniela Ohnemüller, gerente de vendas da Kemira Chemicals Brasil, desenvolveu tecnologia para colagem em base AKD e breu, visando conferir maior produtividade, aumentar as capacidades de retenção, drenagem e secagem, além de oferecer mais alta resistência à água, ácido lático e peróxidos, e compatibilidade com fibras recicladas e celulose virgem.

    No portfólio também se incluem aditivos para a parte úmida do processo de fabricação de papéis, agentes de retenção, controle de depósitos, antiespumantes e polímeros para tratamento de águas e efluentes. Com curas rápidas e sem restrições quanto ao uso de cargas minerais e alvejantes ópticos, os agentes de colagem em base ASA, segundo Daniela, melhoram a produtividade nas máquinas de papel e as propriedades dos papéis finos, testliners, LWC e cartões.

    Já os agentes de colagem à base de breu, constituídos por dispersões aniônicas ou catiônicas, podem ser utilizados em papéis-cartão, para capas e miolos, papéis kraft e outros para embalagens, produzidos tanto em processos ácidos como neutros.

    Além de soluções para colagem, a empresa também produz químicos para controle de depósitos, como slime, pitch, incrustrações e stickies, incluindo antiespumantes formulados com ampla variedade de ingredientes ativos, em base água, óleo, emulsões de silicone, compostos de silicone, concentrados à base de surfactantes e polímeros e produtos em base sílica.

    Nos programas de gerenciamento da qualidade das águas estabelecidos com a Kemira também são oferecidas soluções para purificação de água bruta, tratamento de águas de processo, purificação de água de efluente e desaguamento de vários tipos de lodo.

    No segmento de amidos e derivados para aplicações nas indústrias de papel, um dos destaques do ABTCP 2004 ficou por conta das novas tecnologias apresentadas pela Avebe. A tradicional empresa holandesa, fornecedora de amidos de batata e mandioca para o setor papeleiro mundial, destacou amidos catiônicos e aniônicos, para aplicações superficiais, para coatings e amidos especiais. As mais novas soluções, no entanto, estão voltadas para amidos aniônicos e para conversões enzimáticas in situ, combinando produtos e equipamentos desenvolvidos pela própria Avebe.

    Controle enzimático – Outros desenvolvimentos recentes, envolvendo sínteses químicas, foram apresentados pela Logos Química, com fábrica em Leme-SP, que destacou formulações como a de um talco para ser utilizado em programas de combate a pitch em fábricas de celulose, incluindo novos agentes de resistência a úmido para aplicações nas indústrias de papel tissue.

    No rol das novidades, também se destacaram os itens apresentados pela Quimipel e Nalco. A Quimipel deu ênfase à linha de produtos para desagregação de aparas, comunicando ao mercado a possibilidade de uso de produtos biotecnológicos para controle de stickies, enquanto a Nalco destacou as linhas de floculantes, auxiliares de crepagem e vários produtos para limpeza dos componentes das máquinas de papel.

    Também expondo na feira, o Buckman Laboratories, de SumaréSP, comunicou o recebimento em junho último do prêmio “Presidential Green Chemistry Challenge Award”. Outorgada pela agência de proteção ambiental dos Estados Unidos, a EPA, a premiação fez jus ao desenvolvimento da tecnologia Optmyze, baseada em produtos para controle enzimático de stickies em papéis reciclados.

    Em parceria com o Novozymes, considerado líder mundial em biotecnologias à base de enzimas e microorganismos, o Buckman formula produtos da linha Optmyze, utilizando tecnologia patenteada de estabilização, empregada em misturas compostas de papéis de escritório, jornais velhos e papelão corrugado, que dispensa solventes nos processos de recuperação das fibras.

    Química e Derivados: Papel: Nogueira - prensa de nips deságua melhor. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Nogueira – prensa de nips deságua melhor.

    Participação aumenta – O alto grau de operação das indústrias de papel e celulose, estimado em mais de 90% da capacidade instalada, faz com que muitas empresas do setor de bens de capital vislumbrem oportunidades para aumentar sua participação nas produções de celulose e papel.

    Como um dos maiores fornecedores de máquinas e equipamentos para o setor, o grupo Voith estreou no mercado brasileiro de papel em 1923, instalando máquina de cilindro monolúcido em empresa pertencente ao atual grupo Ripasa. Desde então, os negócios com a indústria papeleira tornaram-se crescentes, sendo corroborados pelas estimativas de que 80% da produção brasileira de papéis de escrever e imprimir sejam gerados por máquinas de papel produzidas pela Voith Paper.

    Altos níveis de participação também são encontrados no fornecimento de máquinas desaguadoras para celulose, onde o percentual de marketshare estaria se aproximando de 85%, além de contar com uma expressiva participação na produção de papéis para embalagens, envolvendo papéis-cartão e Kraft, onde as máquinas Voith teriam participação de 44%.

    Em meio ao amplo portfólio de tecnologias para o setor papeleiro, um dos focos atuais da Voith está voltado para o desenvolvimento de novas prensas de sapata. Com novas geometrias e maior capacidade de desaguamento, as prensas projetadas para a retirada da água do papel e da celulose, passaram a ter nips mais largos, resultando em maior economia de vapor nos processos de secagem, segundo esclareceu Guilherme Vaz G.Nogueira, gerente de marketing da Voith Paper.



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