Papel e Celulose: International Paper volta a pensar em ampliação

Atualidades

Estava previsto para o primeiro trimestre de 2010 o anúncio da instalação de uma segunda máquina de papel na fábrica da International Paper, localizada em Três Lagoas-MS.

Com o surgimento da crise econômica mundial, essa intenção foi adiada por dois anos.

O clima de recuperação da economia nos últimos meses, no entanto, pode alterar o plano mais uma vez.

“Acredito na redução desse tempo pela metade, talvez no início do próximo ano a empresa anuncie novidades”, diz Jean-Michel Ribieras, presidente da International Paper para a América Latina.

O executivo se mostra muito satisfeito com o desempenho da operação no Brasil.

Em um ano de dificuldades, o volume de vendas de papel atingiu 962 mil toneladas. Desse total, 50% ficou no mercado interno, 25% foi para a região da América Latina e o restante para outros continentes.

A empresa também produziu em torno de 800 mil toneladas de celulose, toda aproveitada internamente na produção de papel.

Os resultados são considerados muito bons, em especial no momento em que a indústria do setor passa por sérias dificuldades em outros países.

Em 2008, as vendas haviam alcançado 950 mil toneladas.

Com sede nos Estados Unidos, a International Paper foi fundada em 1989. Está presente em mais de vinte países e em 2008 suas vendas movimentaram, em todo o mundo, US$ 23,4 bilhões.

No Brasil, está completando cinquenta anos.

Conta com três fábricas, emprega 2,6 mil profissionais e tem como produto mais conhecido a linha de papéis da marca Chamex, destinada ao consumidor final.

A empresa também fornece papéis em bobinas e em outros tipos de recortes.

A fábrica pioneira do grupo no país está localizada em Mogi-Guaçu-SP. A segunda foi montada há vinte anos, em Luiz Antônio-SP.

A planta de Três Lagoas está completando um ano. Com capacidade de produção de 200 mil t/ano, protagonizou a maior inauguração do setor de papel no ano passado.

Química e Derivados, Jean-Michel Ribieras, presidente da Internacional Paper para a América Latina, Atualidades: Papel e Celulose - International Paper volta a pensar em ampliação
Ribieras: apesar da crise, volume de vendas cresceu no Brasil

“As fábricas de papel demoram, em média, dezoito meses para chegar ao nível ideal de produção, mas a de Três Lagoas chegou nesse ponto em apenas seis meses”, orgulha-se.

No ano passado, a empresa realizou investimentos de US$ 87 milhões na operação brasileira, valor que deve se repetir em 2010. Em 2008, por conta da inauguração da unidade no Mato Grosso do Sul, esse número foi de US$ 187 milhões.

Ribieras se mostra otimista em relação ao futuro no Brasil. Um dos motivos é a perspectiva de evolução do PIB nos próximos anos. Outro é o investimento mais forte ocorrido no campo da educação.

“A taxa de crescimento anual do programa de distribuição de livros didáticos nos últimos dez anos foi de 10%. Acredito que o tempo de permanência dos alunos na escola, hoje na casa dos 7,5 anos, deva chegar a dez ou doze anos nos próximos anos”, justifica.

O grande crescimento da venda de computadores é outro dado positivo. Os PCs contribuem para aumentar a venda de papéis cortados para impressão.

O dirigente também tem expectativa positiva em relação ao mercado latino-americano, o que favorece a operação brasileira.

“No continente, estima-se o crescimento do PIB em taxas médias de 3,1% ao ano nos próximos quinze anos”, lembra.

O mercado da região tem apresentado característica diferente da dos países da Europa e América do Norte. Lá, enquanto o consumo de papel está diminuindo, aqui ocorre o contrário, graças à melhoria da capacidade de compra da população.

“Quanto melhor a distribuição de renda, maior o potencial de vendas”, resume.

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