Química

Papel e Celulose: Brasil ganha espaço no mercado externo

Quimica e Derivados
14 de novembro de 2002
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    No Brasil o papelão ondulado também ganha mercado. Num comparativo das exportações brasileiras de papelão ondulado de abril deste ano com março do ano passado a ABPO (Associação Brasileira do Papelão Ondulado) detectou aumento de 566% nas exportações desse itens, que passou de 150 toneladas para 849 toneladas, conforme dados da ABTCP.

    Para o futuro a tendência, na visão de Molinaro, é de aumento na procura por amido de mandioca. “O setor está em busca de redução de custo e o amido de mandioca contribui para isso”, salienta.

    Na avaliação do Presidente da Inpal “a indústria de papel que não usar o amido de mandioca vai ficar de fora do processo de busca de competitividade”. Ele considera que por sua qualidade e competitividade o insumo vem conquistando mercado cada vez maior no setor papeleiro. “O amido de mandioca apresenta muitas vantagens técnicas, em relação a outros amidos. É extremamente importante na colagem interna e externa do papel. A qualidade do papel de impressão, por exemplo, que é uma colagem alcalina, melhora muito com o uso de amido de mandioca”, compara.

    O presidente da ABAM, Maurício Yamakawa, projeta para o ano 2006 a destinação de 250 mil toneladas de amido de mandioca para o setor papeleiro – 25% da produção brasileira. O setor consome atualmente em torno de 10 mil toneladas/ano de play bond (amido comum para superfície); 40 mil toneladas/ano de amido modificado para massa; e 40 mil toneladas/ano de amido modificado para superfície.

    Grandes potências da indústria papeleira do Brasil e exterior como Klabin, Suzano, Ripasa, Rigesa, Inpacel, Cia.Santista, VCP (pertencente ao grupo Votorantim), International Paper (proprietária da indústria de papéis Champion), entre outras indústrias de menor porte, já adotaram amidos modificados de mandioca para a produção de papel, em substituição ao amido de milho e de batata.



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