Química

Papel e Celulose: Brasil ganha espaço no mercado externo

Quimica e Derivados
14 de novembro de 2002
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    Segundo assinalou Moura, as linhas de polímeros desenvolvidas pela empresa também sofrerão mais alta demanda nos próximos anos. Empregadas no deságue de lodos, recuperação de fibras e clarificação de licores, esses produtos, formulados com base em poliacrilamidas e poliepicloridrinas, modificam as cargas iônicas, permitindo que as partículas sólidas sejam aglomeradas e removidas dos líquidos circulantes, apresentando especial interesse para o tratamento de efluentes, pela possibilidade de reduzir as perdas de água e os descartes.

    Química e Derivados: Papel: Leonardo - ampliação de 50% na Peróxidos.

    Leonardo – ampliação de 50% na Peróxidos.

    Expansão em peróxidos – A oferta de peróxido de hidrogênio na região promete ficar bem mais aquecida em 2003 em virtude dos novos investimentos promovidos pela Peróxidos do Brasil, que anunciou na exposição estar em via de finalizar amplo projeto de expansão.

    Considerada a maior produtora nacional e sul-americana do setor, a empresa do grupo Solvay confirmou elevar em mais de 50% a capacidade da sua fábrica, em Curitiba–PR, que deverá saltar de 60 mil toneladas/ano para 90 mil toneladas/ano, no início de 2003.

    “A partir de janeiro, estaremos consagrando as operações dentro dos novos patamares, concluindo projeto iniciado há mais de dois anos, delineado para atender aos mercados de celulose e papel, entre outras aplicações químicas e voltadas ao meio ambiente”, informou Luiz Leonardo da Silva Filho, gerente de marketing da empresa.

    Participante de toda a cadeia de produção do papel e celulose, o uso industrial do peróxido de hidrogênio está envolvido desde a preparação da madeira, onde o produto controla a contaminação por fungos. Age também no refino, abrangendo os processos de polpação química, polpação de alto rendimento, branqueamento de aparas e fibras recicladas, e pode ainda ser usado na descontaminação de áreas de armazenamento do papel.

    A nova escala de produção projetada para a fábrica deverá acompanhar o crescimento da demanda, pois, segundo avaliações feitas pela empresa, o mercado latino-americano já estaria consumindo 100 mil toneladas de peróxido de hidrogênio ao ano, enquanto, no Brasil, a demanda por esse tipo de produto se aproxima de 65 mil toneladas/ano. O aumento na oferta estaria, dessa forma, não só contribuindo para consolidar a posição de liderança da empresa na América Latina, hoje com 50% de participação nos vários mercados envolvidos, bem como possibilitaria ampliar sua participação no próprio mercado brasileiro, atualmente correspondendo a 65%.

    A Degussa também tem investimentos previstos no valor de R$ 1 milhão, para a construção, em 2003, de um ramal ferroviário dentro da unidade de peróxido de hidrogênio, de Barra do Riacho, no município de Aracruz–ES. Considerada o mais moderno empreendimento no gênero construído no mundo pela empresa, essa fábrica, com capacidade de produção para 40 mil toneladas/ano, teve suas operações iniciadas em 1998, devendo, agora, contar com maiores recursos de logística e distribuição para facilitar o escoamento da produção dessa linha de produtos essenciais ao branqueamento de celulose, polpas e papel reciclado.

    Química e Derivados: Papel: Miranda - recuperação de energia no licor.

    Miranda – recuperação de energia no licor.

    Eficiência na oxidação de licor – Aumentos na escala de produção, economia de energia e maior comprometimento com o meio ambiente constituem aspectos também integrantes das novas tecnologias desenvolvidas pela Air Products para o setor do papel e celulose, e cujo maior destaque esteve por conta do STHR (Super Total Heat and Cover), sistema destinado a recuperar a energia gerada na oxidação do licor preto, residual proveniente do cozimento da madeira, possibilitando efetivo controle de emissões e aumentos de capacidade nas fábricas, e que promove a sua oxidação com oxigênio puro.

    Segundo César Roberto Miranda, supervisor de processos da área de papel e celulose da Air Products, duas empresas no Brasil já se beneficiam dessa tecnologia e colheram aumentos de 4% na produção de celulose.

    A tecnologia de oxidação do licor preto, segundo esclareceu Miranda, foi desenvolvida inicialmente junto às fábricas de papel kraft para controlar as perdas de enxofre no ciclo de recuperação. Em seguida, o processo passou a ser empregado para controlar odor, pela redução das emissões de compostos de enxofre – TRS, Reducet Total Sulfur–, das caldeiras de recuperação, onde há evaporação por contato direto. Mais recentemente, a tecnologia foi disseminada nas fábricas com limitação de queima nas caldeiras de

    Química e Derivados: Papel: Nancy - oferta de bicos spray para formação de papel.

    Nancy – oferta de bicos spray para formação de papel.

    recuperação, com ganhos no controle da emissão de TRS, para níveis inferiores a 5 ppm. A estratégia de controle adotada é patenteada pela Air Products, e é representada por sistema que minimiza a oxidação de orgânicos e o consumo de álcali, sendo capaz de gerar menor volume de gases de exaustão e reduzir a demanda de ar para as caldeiras de recuperação.

    Novos equipamentos – Inovações e novos acordos para facilitar a distribuição no Brasil também estão sendo promovidos no setor de máquinas e equipamentos, também empenhado em elevar o desempenho no setor, aumentando a velocidade e a eficiência da produção.

    A Saint-Gobain Cerâmicas e Plásticos, empresa integrante de uma das divisões do grupo Saint-Gobain, instalada em Rio Claro-SP, começou a comercializar diretamente os rolos desfibradores de troncos que atuam no arrancamento da celulose, revestidos em cerâmica de alumina ou em carbeto de silício.



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