Química

Papel e Celulose: Brasil ganha espaço no mercado externo

Quimica e Derivados
14 de novembro de 2002
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    Com produção inicial planejada para 7 mil toneladas/ano, a nova unidade consumiu investimentos de US$ 5 milhões e permitirá ao País tornar-se independente das importações antes realizadas das unidades instaladas na Alemanha e Estados Unidos.

    Química e Derivados: Papel: Cury (esq.) e Perecin - fábrica de polímeros.

    Cury (esq.) e Perecin – fábrica de polímeros.

    Essenciais aos processos de separação de sólidos e líquidos, essa categoria de polímeros, catiônicos e aniônicos, à base de poliacrilamida, será disponibilizada em vários pesos moleculares e diferentes cadeias, visando facilitar ampla gama de aplicações previstas tanto no tratamento de águas residuais e águas de desaguamento de lodos, como na recuperação de fibras de celulose nas máquinas de papel, onde também podem atuar como auxiliares de retenção e drenagem.

    Focados em todos os segmentos do papel, envolvendo brancos para impressão e embalagens, papel-cartão e uma gama de papéis especiais, esses produtos, segundo a diretoria técnica da Degussa, trarão benefícios imediatos ao mercado brasileiro em virtude dos altos índices de nacionalização.

    Envolvendo os insumos, trazem conseqüências imediatas para várias aplicações, uma vez que seus custos estarão livres das variações cambiais, segundo considerou o engenheiro de aplicações da divisão Papel da Degussa, Nicolau Ferdinando Cury. “Os produtos nacionalizados trarão um novo patamar de competitividade em preço e qualidade para o mercado latino-americano”, ponderou também o gerente de negócios da divisão Papel, José Sérgio Perecin.

    Segundo ele, as novas fórmulas de dispersantes em base orgânica deverão substituir rapidamente todos os produtos tóxicos que atuam no controle de microorganismos nos circuitos de águas, envolvendo todo o ciclo de fabricação do papel. “Nossos desenvolvimentos seguem os novos conceitos mundiais cuja ordem é fabricar produtos biodegradáveis e amigáveis ao meioambiente”, afirmou Perecin.

    Tecnologia inovadora – A Dow Química, líder mundial em látex e serviços para os segmentos de papel/cartão e carpetes, anunciou no evento a formalização de acordo de cooperação com o grupo Metso Paper, concretizando parceria envolvendo a unidade de negócios globais de polímeros de emulsão.

    Química e Derivados: Papel: Gimenez - polimero de emulsão revoluciona mercado de papel.

    Gimenez – polimero de emulsão revoluciona mercado de papel.

    O acordo, oficializado e comunicado em âmbito mundial no dia 14 de outubro, em Midland, Michigan, nos EUA, prevê o desenvolvimento de novo processo de revestimento para papéis e cartões, cabendo à Dow desenvolver a química do revestimento, enquanto a Metso faria o desenvolvimento da tecnologia da estação de revestimento, incluindo o fornecimento dos sistemas de secagem e os processos de automação.

    Segundo informou Ted Cosse, vice-presidente da Dow Polímeros de Emulsão, por ocasião da divulgação feita nos EUA, a nova tecnologia trará significativas melhorias de qualidade e eficiência na produção de papéis e cartões revestidos, permitindo que várias camadas de tinta de revestimento sejam aplicadas diretamente, e ao mesmo tempo, nos substratos, sem qualquer contato mecânico direto.

    Para Kaj Lindroos, vice-presidente e gerente geral da Metso Paper, Coaters and Reels, o acordo irá permitir o aprimoramento tecnológico nesse campo e sua introdução no mercado se dará de maneira rápida e eficiente, a partir da realização de testes piloto, utilizando-se todos os principais tipos de impressão e de papel e cartão revestidos. Na opinião de Fernando Gimenez, gerente comercial da Dow Polímeros de Emulsão, a nova tecnologia deverá revolucionar o conceito de revestimento de papéis e cartões.

    A nova planta de polímeros para emulsão da Dow no Guarujá, no litoral paulista, inaugurada em outubro de 2001 e dimensionada para comportar dois reatores, substituiu a fábrica antiga, totalmente demolida, e já opera à plena capacidade.

    Os sites do Guarujá e da China representam os dois últimos e mais modernos empreendimentos concluídos pela Dow Química para o segmento. Com produção específica nas áreas de estirenos e butadienos altamente modificados e agregados com monômeros mais funcionais, a fábrica do Guarujá gera polímeros de alta performance para revestimentos (coatings) que oferecem alto grau de cobertura às fibras e alto poder ligante, resultando papéis de maior alvura, brilho e coloração, segundo comentou Gimenez.

    Novas especialidades – Após inaugurar em julho deste ano sua mais nova unidade de produção de agentes expansores de resistência a úmido e a seco, da linha Baystrength, série 2000, e agentes de colagem superficial, da linha Baysize S BMP, a Bayer também marcou presença na exposição. “Procuramos inovar e buscar alternativas que atendam às necessidades do mercado e, por isso, promovemos um investimento inicial em torno de US$ 500 mil na nova unidade, com capacidade para produzir 5 mil toneladas/ano, podendo sofrer ampliação imediata. Estamos seguindo um rígido controle de qualidade, vinculando-nos ao programa de Atuação Responsável”, informou Carlos Moreno, gerente de marketing da área de papel para a América Latina da empresa.

    A unidade de negócio de papel da Basf também acentuou na exposição seu fornecimento ao mercado de amplo portfólio de produtos para todas as etapas de fabricação do papel, envolvendo as produções de celulose, papel e de tintas de revestimento, sendo as principais linhas constituídas por antiespumantes e desareadores para papel e celulose, agentes sintéticos de colagem para massa e superfície, corantes básicos, corantes diretos, ligantes para revestimento de papel, agentes de retenção e drenagem, além de microcápsulas para papéis autocopiativos.



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