Papel e Celulose

Papel e Celulose: Automação simplifica processo e reduz manutenção

Quimica e Derivados
6 de novembro de 2001
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    Química e Derivados: Papel: Berti comemora vitória em concorrência.

    Berti comemora vitória em concorrência.

    Detentora de cerca de 60% do mercado de automação na indústria de papel e celulose na América Latina, a ABB anuncia diversas inovações em produtos e sistemas. Um exemplo é o Direct Drive, nova geração de acionamentos para máquinas de papel e celulose capaz de proporcionar configurações mecânicas simplificadas, inclusive na eliminação de redutores. “A expectativa é de que essa tecnologia substitua, no futuro, o sistema tradicional de acionamentos com motores de gaiola e redutores”, acredita o gerente de produto da ABB para a América Latina Marcelo Schumacker.

    O sistema apresenta um motor síncrono com rotor de imã permanente. O software de controle no inversor de freqüência foi projetado para este tipo de aplicação. Já o hardware do conversor ACS600 Multidrive é igual ao utilizado na tecnologia tradicional e está disponível tanto com refrigeração a ar como a água. O motor síncrono AC possui dimensões menores em comparação aos motores assíncronos de gaiola com redutores.

    Outra novidade é o Insum, sistema integrado para unidades motoras aplicado ao centro de controle de motores (CCMs) da ABB. Com a proposta de economizar até 25% dos gastos destinados à manutenção, essa tecnologia possibilita monitorar uma série de funções em painéis elétricos que comandam motores, oferecendo vantagens em proteção, operação e manutenção com elevada precisão. Em plantas de papel e celulose, por exemplo, o Insum é aplicado integrando-se a painéis que monitoram todo o funcionamento dos motores.

    A ABB também apresenta o Operate IT, estação de operação que realiza a integração total da planta industrial, fornecendo ao operador desde relatórios de produção e históricos de manutenção até vídeo ao vivo de equipamentos ou áreas da planta. “Qualquer equipamento pertencente à fábrica pode ser transformado em objeto dentro do software, possibilitando associar todas as informações disponíveis sobre ele”, explicou o gerente de produtos de automação pra papel, celulose, metalurgia e mineração Fernando Oliveira.

    O programa está em operação em diversas indústrias de papel e celulose na América Latina e nos Estados Unidos desde o início de 2001. Até o fim deste ano, será instalado em duas fábricas do grupo Votorantim, localizadas em Luis Antônio e Jacareí, São Paulo. O Operate IT também será utilizado em projeto da Votorantim Celulose e Papel (VCP), denominado P-2000, que deve entrar em operação em abril de 2002.

    Química e Derivados: Papel: Adriana - contrato permite compra direta.

    Adriana – contrato permite compra direta.

    Parceria com a Petrobrás – A Petrobrás fechou um contrato global de US$ 9 milhões com a ABB, companhia de engenharia e tecnologia, para fornecimento de sistemas de automação para as refinarias da estatal nos próximos três anos. A parceria prevê pedidos no valor de US$ 6 milhões, em hardware, e de US$ 3 milhões, em serviços.

    Esse tipo de contrato, firmado após a ABB vencer concorrência pública, permite à Petrobras fazer a compra direta, evitando o trâmite da licitação a cada nova aquisição de um sistema. “A refinaria poderá reduzir em até seis meses o processo de automação”, comentou o diretor de desenvolvimento de negócios indústrias de processo da ABB Marcos Berti.

    “Trata-se de economia de pessoal e de prazo, pois a equipe técnica não perderá mais tempo com o trabalho burocrático da concorrência pública”, reforçou Adriana Guillen Bento, engenheira de vendas condutora do negócio, com o suporte da diretoria da companhia.

    Enquanto a Petrobras agiliza os processos para aquisição de sistemas de automação, a ABB assegura negócio de US$ 9 milhões e ainda reforça sua imagem junto ao mercado. “O acordo ratifica a presença da empresa na Petrobras, que é uma ótima referência para nós, reafirmando a sua confiança em nossos sistemas”, disse Berti. Entre as 11 refinarias da estatal, nove contam com o padrão tecnológico da ABB.

    A parceria representa ainda outra vitória para a ABB. De acordo Berti, vencer a licitação também é uma prova de que a empresa acertou ao reestruturar seu posicionamento, no início deste ano. A ABB decidiu focar todo o seu planejamento no cliente e não mais no produto. Entendendo que só pode oferecer as melhores soluções para seu público se o conhecer bem, a ABB segmentou seu mercado por classe de cliente, da seguinte forma: indústria de manufatura, concessionária, indústria de processo e óleo e gás. Como resultado dessa reformulação, a companhia prevê fechar 2001 com um aumento de vendas da ordem de 20%.



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