Óleo, Lubrificantes e Graxa

Óleos grupos 2 e 3 – Superoferta de vão forçar qualidade do produto final

Marcelo Furtado
21 de maio de 2014
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    Rerrefinado grupo 2 – Desde novembro de 2012, entrou em operação em Lençóis Paulista-SP a primeira fábrica de óleo rerrefinado do grupo 2 do país, da Lwart Lubrificantes, fruto de investimento de R$ 230 milhões. Com tecnologia da norte-americana CEP, a fábrica opera em duas etapas a partir de óleos usados: a primeira é a etapa de desasfaltamento, por evaporação pelicular, para retirada de contaminantes e a segunda é o hidrotratamento, com hidrogênio a 105 bar de pressão, que quebra os componentes aromáticos, deixando as frações parafínicas. Tal processo dá origem a um óleo básico grupo 2 igual ao virgem, segundo os técnicos.

    Química e Derivados, Trecenti: Lwart produz óleo rerrefinado grupo 2 há um ano

    Trecenti: Lwart produz óleo rerrefinado grupo 2 há um ano

    De acordo com o diretor da Lwart, Thiago Trecenti, a capacidade da unidade é para 180 milhões de litros e neste primeiro ano foram processados 150 milhões de litros (80 milhões do grupo 1, incluindo os da produção em unidade de Feira de Santana-BA), a partir da coleta de 154 milhões de litros de óleo usado, em concessionárias, oficinas, postos de combustíveis, fazendas, indústrias transportadoras de minérios etc.

    Para ocupar mais a capacidade, que o diretor pretende aumentar em 12% neste ano, o investimento será em aumento de captação de óleo usado, considerado o gargalo da operação. “Após três anos de investimentos em ativos, a expectativa para 2014 é ganhar eficiência sem precisar novos caminhões de coleta, apenas avaliando as regiões e linhas de captação para extrair ao máximo o potencial de cada local. A esperança é crescer mais no Nordeste e Centro-Oeste, onde nos últimos anos destinamos o maior volume de recursos”, disse Trecenti. Com Feira de Santana-BA, o grupo totaliza 250 milhões de t/ano de capacidade total produtiva.

    O gargalo na coleta, embora pareça englobar apenas o Nordeste e Centro-Oeste, também tem origem no ocorrido nas regiões Sudeste e Sul, Nesses casos, porém, o problema é outro. Mesmo que nesses locais haja um maior contingente de empresas autorizadas realizando a coleta, o que pode causar a impressão de haver uma destinação correta dos óleos, a falta de fiscalização favorece o aumento de coletores clandestinos. “Em virtude de essas regiões gerarem maior volume de lubrificantes usados, tornam-se alvo preferencial dos infratores”, alertou Trecenti. Não custa lembrar que um litro de óleo contamina um milhão de litros de água, o que ocorre com essa ação ilegal.

    Além de ter a vantagem ambiental, o óleo do grupo 2 rerrefinado é considerado de mesma qualidade do virgem, por causa do hidrocraqueamento, que quebras as moléculas dos contaminantes, removendo enxofre e aumentando a saturação. De acordo com Trecenti, o óleo grupo 2 da Lwart está com preço competitivo com o importado virgem. A planta da empresa é uma das dez com mesma tecnologia no mundo e tornou o Brasil o maior produtor do hemisfério sul de óleo rerrefinado grupo 2.



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