Óleo, Lubrificantes e Graxa

Óleos grupos 2 e 3 – Superoferta de vão forçar qualidade do produto final

Marcelo Furtado
21 de maio de 2014
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    Mas em virtude de algumas mudanças importantes de regulação ambiental, que dizem respeito a maior rigor de emissões para veículos pesados e, em específico para exigir compatibilidade com o uso de biodiesel nos veículos, alguns aditivos podem começar a ganhar mais espaço. No caso do biodiesel, principalmente por causa de exigências europeias, há a tendência de maior consumo de antioxidantes, para lidar melhor com problemas de espessamento do óleo e contaminações possíveis e danosas aos motores por causa de acidez, por exemplo, contida no biodiesel.

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    Melhorias para HDMO – Serve como exemplo da importância do mercado para veículos pesados a atenção dada pela Total Lubrificantes a essas aplicações no Brasil, mercado-chave para a empresa de origem francesa por ser um país com forte vocação para a matriz rodoviária, onde ônibus e caminhões circulam em profusão pelas estradas.

    A empresa, que conta com a família de lubrificantes Rubia, que possui produtos de entrada, intermediários e tops de linha para HDMO, pretende no segundo semestre, segundo revelou o gerente técnico Marcelo Beltran, lançar lubrificante sintético 10W40, feito com óleo do grupo 3 e aditivação especial. “Apesar de início representar um volume baixo, vamos lançar porque sabemos que alguns caminhões novos sairão de fábrica com essa recomendação”, disse. A Total produz sintéticos com formulações à base de grupo 3 para veículos leves, mas até então esse mercado no Brasil ainda não havia chegado para os pesados, ainda muito conservador.

    Para Beltran, no país, a família Rubia começa com o lubrificante S40, monoviscoso, que não tem bom desempenho com temperatura a frio, feito com óleo grupo 1 e aditivação API CF. “Ele só é mantido porque há demanda em estados mais pobres e com frota antiga, ou seja, por ser barato”, disse. Depois disso, entram produtos um pouco melhores, o Rubia Classic 15W40, ainda feito com grupo 1, mas com a vantagem de ser mutiviscoso, lubrificando o motor na partida a frio.

    Após esses entram os lubrificantes intermediários, o Rubia 4400 15W40, com especificação superior API CG-4, também com óleo mineral grupo 1, com aditivação que segue a homologação europeia ACEA-E2. “Ele tem melhor estabilidade na viscosidade, com aditivos de melhoria IV, antidesgaste e ótimo nível de detergente, não acumulando borras e lacas no motor”, disse Beltran.

    Por fim, entram os produtos tops de linha, como os Rubia TIR 7400 15W40, que segue especificação APICI-4 e a norma europeia ACE –E7/E5, que atende caminhões que usam o novo sistema ARLA 32, reservatório com ureia sintética e água desmineralizada cujo conteúdo é borrifado no escapamento entre o motor e catalisador para reagir com NOx (óxidos de nitrogênio) e assim gerar água e nitrogênio, combatendo as emissões do poluente. O lubrificante, também de grupo 1, conta com aditivação especial e é homologado pelas principais fabricantes de caminhões e motores.

    Um outro produto top, com óleo mineral grupo 2, segue as especificações API CJ-4 e ACEA E9/E7, consideradas as mais exigentes para veículos pesados, segundo Marcelo Beltran. “Esse lubrificante também tem a vantagem de evitar os malefícios da parte do biodiesel que contém sebo animal, que pode entupir os filtros de lubrificantes e de combustível. O sebo pode promover diluição do diesel e contaminar o reservatório de óleo. Os aditivos antioxidantes e detergentes da formulação evitam isso”, disse. Dos 10% de biodiesel adicionados no diesel, 14% tem origem animal.

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    Os lubrificantes da Total são produzidos em sua fábrica em Pindamonhangaba-SP, que aliás passa por investimento de R$ 15 milhões para dobrar sua capacidade de produção até 2015. A expectativa é ampliar toda sua linha, com produtos também baseados em óleos semissintéticos feitos com misturas entre grupos 1 ou 2 com os 3 e 4 e também os inteiramente sintéticos (3 e 4). Outra aposta é usar mais óleos rerrefinados do grupo 2, recentemente disponíveis no Brasil por iniciativa da Lwart, de Lençóis Paulista-SP, e da Proluminas, de Varginha-MG. “Os dois estão sendo testados no laboratório da matriz na França para poderem ser em breve utilizados na produção”, disse Beltran.



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