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Oleoquímica: Agropalma começa a produzir biodiesel com óleo de palma

Rose de Moraes
2 de abril de 2004
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    Um dos maiores atrativos para incentivar produções em maior escala está nas grandes extensões territoriais. Só no Estado do Pará, existem cerca de 3 milhões de hectares adequados ao plantio, mas existem áreas propícias ao desenvolvimento de palmeiras também nos estados do Amapá, Roraima e no Amazonas, regiões altamente aptas, entre várias outras, consideradas semi-aptas, levando-se em conta a diversidade de microclimas existente em todo território brasileiro.

    As palmeiras que nos dão os frutos da palma são da espécie Elaeis guineensis, propícias para se desenvolver em trópicos úmidos, faixas de terra que se estendem 10 graus ao Norte e também ao Sul da linha do Equador. Para que cresçam frondosas, as palmeiras exigem condições climáticas específicas, com muita luminosidade, clima quente, com médias de temperatura nunca inferiores a 25° C, além de 2 mil mm de chuvas bem distribuídas durante todo o ano.

    Poucos se dão conta de que o óleo de palma, popularmente conhecido como óleo de dendê, é o segundo mais consumido no mundo, posicionando-se apenas atrás do óleo de soja. Com volume de produção mundial de 17 milhões de toneladas/ano, esse óleo detém participação de 21% no mercado internacional, enquanto o de soja participa com 24%.

    Seu principal foco de comercialização é direcionado ao setor alimentício. Composto de ácidos graxos saturados e insaturados, o óleo de palma pode ser fracionado de forma natural em frações de triglicerídeos com diferentes pontos de fusão, o que favorece sua utilização na fabricação de ampla variedade de alimentos, como margarinas, massas para sorvetes, achocolatados, gorduras para frituras, biscoitos, snacks, salgadinhos, batatas fritas, cereais matinais, coberturas, pães, entre outros.

    “Desenvolvemos dezenas de formulações para alimentos, nosso maior mercado e para o qual destinamos 75% da nossa produção, mas também atendemos a vários outros setores, como químico, oleoquímico (tintas e vernizes), cosmético, de higiene pessoal, têxtil e siderurgia (laminação do aço), que empregam bases vegetais de palma”, afirmou Brito.

    Considerado rica fonte de tocotrienóis, forma de vitamina E, o óleo de palma, composto dos ácidos palmítico e oléico, permite reduzir os níveis de colesterol, sendo totalmente isento de ácidos graxos na forma trans.

    Na Europa, vários países já estão impondo limitações à presença de gorduras trans saturadas em alimentos. Na Alemanha, alimentos para gestantes e baby foods já são fabricados sem essas gorduras. Mas, para inibir ainda mais seu consumo, outras exigências deverão surgir a partir de 2006 nos Estados Unidos onde o percentual de gorduras trans deverá ser obrigatoriamente informado nos rótulos de todos os alimentos industrializados, segundo determinação do FDA – Food and Drug Administration.

    Até 2010, a Agropalma planeja alcançar volumes de produção em torno de 200 mil toneladas/ano, dobrando sua capacidade atual. “Nossa meta é plantar palmeiras em mais 15 mil hectares de terra”, afirmou o diretor. Hoje, são mais de 5 milhões de palmeiras plantadas em 35 mil hectares. Esse crescimento, porém, deverá ser obtido em parceria com cooperativas, programas de agricultura familiar e de assentamento, de modo a maior número de empregos e fixar a mão-de-obra nas áreas de plantio.



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