Óleo de Mamona Tipo 1

Confira composição, aplicações, importância e as principais formas de utilização do óleo de mamona

O óleo da mamona é extraído da semente da planta da mamona, a qual é conhecida desde a antiguidade. Ainda não há um consenso sobre o seu local correto de origem, existindo assim referências ao seu aparecimento na Ásia, África e América.

A mamona ou rício é o fruto da mamoeira que consiste em uma cápsula com espinhos externos e sementes ovais e lisas no seu interior.

Desta magnífica planta tudo se aproveita, incluindo o óleo, a torta, as folhas e as hastes. Tanto a torta como o óleo são obtidos por meio de processo industrial, mas o óleo de mamona tem uma importância muito maior do que a torta no mercado mundial. A torta consiste em um produto secundário, isto é, trata-se do resíduo da extração do óleo das sementes da mamoneira, utilizado, portanto, como adubo. Já o óleo e seus derivados serem de matéria-prima para diversas indústrias, inclusive a química, farmacêutica, de tintas, de plástico e muito mais.

A semente da planta da mamona é tóxica, mas o seu óleo não apresenta essa característica, visto que a ricina não é solúvel no óleo, o que torna a extração e uso seguros.

O Brasil destaca-se atualmente como um dos maiores produtores de óleo de mamona, aparecendo ao lado da Índia e da China. Sua maior aplicação aparece na fabricação de tintas, vernizes, cosméticos, sabões, plásticos e fibras sintéticas.

Confira a seguir uma infinidade de produtos que podem ser produzidos a partir do óleo de mamona e para que serve cada tipo de óleo.

Acesso Rápido no post

Conceito 
Aplicação 
Composição do Óleo 
Características 
Formas do Óleo de Mamona
Óleo de Mamona Desidratado
Óleo de Mamona Hidrogenado
Óleo de Mamona Oxidado
Fornecedores de Óleo de Mamona

Conceito

Trata-se de um óleo vegetal obtido das sementes da planta Ricinus communis, as quais contém por volta de 45% a 50% de óleo. Diferencia-se dos outros óleos vegetais por apresentar uma grande quantidade de hidróxidos que contém principalmente o ácido ricinoléico.

Também é denominado como óleo de rícino, óleo de mamona Nº 1, óleo de mamona industrial, óleo de mamona tipo exportação. No exterior, é chamado como castor oil, rícino, ricinus, ricin e tartago.

A mamona pertence à família da planta ruforbiácea e possui o nome botânico de Ricinus communis.

Ricinus communis e seus derivados como o Óleo de Mamona

Aplicação do Óleo de Mamona

Suas aplicações são inúmeras e a todo momento encontram-se novas utilizações, sendo a mamona uma planta muito versátil. Dessa forma, o óleo de mamona e seus derivados servem de matéria-prima na indústria para a fabricação de uma série de produtos.

Veja alguns exemplos da aplicabilidade do óleo de mamona:

  • Tinta e tinta de impressão
  • Produto para limpeza
  • Plástico
  • Fibra sintética
  • Cosmético e perfumaria
  • Corante e anilina
  • Germicida
  • Fungicida
  • Inseticida
  • Cola
  • Fluídos para freio
  • Vedante
  • Adesivo
  • Resina
  • Revestimento
  • Produto farmacêutico
  • Tinta de impressão e afins
  • Surfactante e emulsificante
  • Produtos para Polimento
  • Lubrificantes de alta qualidade
  • Graxa
  • Produção de biocombustível
  • PVC
  • Pigmento
  • Fluído hidráulico e fluido para perfuração
  • Óleos secativos sintéticos
  • Óleo desidratado
  • Óleo soprado, oxidado e polimerizado
  • Óleo hidrogenado e seus derivados
  • Ácido ricinoleico e seus derivados
  • Ácido 12-hidroxiesteárico e seus derivados
  • Utilização até em foguetes espaciais

Vale dizer que as fibras sintéticas produzidas com este óleo são atóxicas, antialérgicas e resistentes a corrosão.

Composição do Óleo 

Tendo em vista que ele é um óleo vegetal podemos afirmar que se trata de uma mistura de triglicerídeos, ou seja, um tri-éster formado por 1 molécula de glicerina e 3 moléculas de ácido graxo.

O ácido ricinoleico, cuja fórmula molecular é C17H32OHCOOH é o mais comum dos ácidos graxos encontrados no óleo de mamona. Estima-se que 90% do óleo é composto por triglicerídio, principalmente da ricinoleína.

Este ácido ricinoleico possui 18 carbonos e um grupo hidroxila ligado ao seu carbono 12.

Ainda é possível observar outros ácidos na composição deste óleo, fora o  ácido ricinoleico, como o ácido oleico, ácido linoleico e ácido linolênico (componentes de ômega 9 e ômega 6), ácido palmítico e ácido estereático, além de sais minerais e vitamina E.

Fórmula química: C57H104O9.

Características 

Conheça algumas características desta importante matéria-prima utilizada amplamente pela indústria na produção dos mais diferentes produtos.

  • Líquido límpido
  • Cor amarelada
  • Odor suave característico
  • Muito viscoso, mesmo quando aquecido. Esta característica torna o óleo um agente suspensor perfeito para pigmentos em cosméticos.
  • Versátil
  • É capaz de substituir produtos químicos de fontes não renováveis
  • Solúvel em álcool
  • Insolúvel em água

O óleo destinado a utilização industrial é obtido por meio de prensagem a quente das sementes. Por meio deste processo, consegue-se chegar a um óleo límpido e brilhante, mas que pode ter, no máximo, 1% de acidez e 0,5% de impurezas

Formas do Óleo 

Ele pode ser comercializado de diversas formas, sendo os itens mais procurados:

  • Óleo de Mamona Hidrogenado
  • Óleo de Mamona Desidratado
  • Óleo de Mamona Oxidado

Óleo de mamona Desidratado

A opção desidratada, como o próprio nome sugere, é um derivado do óleo de mamona, ou seja, aquele submetido ao processo de desidratação.

Ele é aplicado principalmente em tintas, vernizes e resinas por conta da sua importante característica secativa.

Óleo de mamona Hidrogenado

Por sua vez, o óleo de mamona hidrogenado, também chamado no mercado de óleo de rícino hidrogenado, é o óleo de mamona apresentado como flocos brancos à temperatura ambiente.

Graças a sua cor e relevante estabilidade, o óleo de rícino hidrogenado é uma importante matéria-prima para as indústrias farmacêutica e cosmética. Outras aplicações aparem nos seguintes segmentos: veterinário, produção de ceras industriais e domésticas, graxas, plásticos e muito mais.

Óleo de mamona Oxidado

A maior utilização do óleo oxidado se dá em vernizes transparentes e lacas flexíveis para madeiras, tintas, tecidos, papel, couro e lubrificantes. Nestas produções, ele exerce a função de de plastificante.

Outras aplicações deste óleo ocorrem na composição de borracha natural e sintética, fabricação de adesivos, papel aluminizado e emulsões estáveis para produtos de limpeza.

Como encontrar fornecedores?


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