Óleo, Lubrificantes e Graxa

Óleo caro e contingências derrubam Ebitda da Braskem

Marcelo Fairbanks
9 de setembro de 2018
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    Química e Derivados, Óleo caro e contingências derrubam Ebitda da Braskem

    A Braskem obteve Ebitda de US$ 818 milhões no primeiro trimestre deste ano, valor 29% inferior ao do primeiro trimestre de 2017 e 10% abaixo do período anterior. A companhia atribuiu a redução à parada programada da central petroquímica de Tirunfo-RS, ao corte inesperado de eletricidade na região Nordeste em março, ao menor suprimento de propeno da Petrobras para plantas de polipropileno no país, e também pelo incêndio ocorrido na unidade de cloro-soda de Maceió-AL, em janeiro. Mesmo assim, o lucro líquido no trimestre chegou a R$ 1,1 bilhão (na controladora), quase o dobro do apurado no quarto trimestre de 2017, porém 42% abaixo do mesmo período do ano anterior.

    O ano começou com forte inverno no Hemisfério Norte, prejudicando as operações petroquímicas da companhia e de seus concorrentes. Com isso, os spreads (diferença entre os preços de venda dos produtos e as respectivas matérias-primas de referência) aumentaram. No caso da linha de químicos produzidos pela Braskem, o spread ficou em US$ 388/t, 13% acima do último trimestre de 2017. Em relação aos primeiros três meses do ano passado, o spread encolheu 20%, mas isso se explica pelas dificuldades de suprimento globais encontradas em 2017.

    Em escala internacional, o spread médio das resinas comercializadas pela Braskem chegou a US$ 688/t no primeiro trimestre deste ano, 8% acima do período anterior e 5% sobre o trimestre inicial de 2017. Nesse caso, o inverno rigoroso provocou paradas imprevistas em fábricas de polietileno de concorrentes nos Estados Unidos, favorecendo a alta de preços. As linhas de PP e PVC permaneceram com preços estáveis. Embora a Europa tenha registrado redução de oferta de PP, o spread regional dessa resina piorou, porque as cotações de propeno acompanharam a alta do petróleo.

    No Brasil, a taxa de ocupação das centrais petroquímicas caiu 5% no início deste ano, chegando a 90%. A demanda local por resinas produzidas pela Braskem (PE, PP e PVC) somou 1,3 milhão de t no primeiro trimestre de 2018, configurando alta de 7% sobre o mesmo período do ano anterior e 3% em relação ao trimestre anterior. Isso reflete a retomada de atividade de importantes clientes, como a indústria automobilística e de embalagens.

    A Braskem vendeu 886 mil t de suas resinas para o mercado local no trimestre em análise, quantidade 5% superior à registrada no primeiro trimestre de 2017 e 1% abaixo dos últimos três meses do ano passado. Essa redução é atribuída ao problema em Alagoas, que reduziu a disponibilidade de PVC nesse período. Mesmo assim, as operações brasileiras responderam por 57% do Ebitda consolidado da empresa.

    Mantendo o atendimento local, a companhia reduziu suas exportações (22% contra o trimestre inicial e 2% contra o final de 2017) para 333 mil t.

    As operações dos Estados Unidos e Europa foram afetadas pelo inverno e caíram para 92% de ocupação (9% em relação ao primeiro trimestre de 2017 e 7% contra o último período). No México, a taxa de utilização das plantas ficou em 85%, prejudicada pela redução do suprimento de etano pela Pemex.


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    1. Sandrovsky Ilianov

      só para constar para quem não saiba que é EBITIDA: EBITDA é a sigla de “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization”, que significa “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”, em português.



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