Notícias

Negro-de-Fumo: Oferta maior altera o mercado do negro-de-fumo

Hamilton Almeida
11 de abril de 2002
    -(reset)+

    “Agora, “continua Martins,” não temos mais planos de investimentos em capacidade.” Em meados do ano passado, a Columbian terminou a sua expansão, prevista anteriormente pela tendência que o País apresentava. A capacidade vem sendo gerenciada para proporcionar o melhor rendimento produção/financeiro. Por isso, o analista chega a pensar que poderá haver uma saturação de negro de fumo no mercado com a entrada em operação da planta da Degussa e mais o que se importa. “Caso sejamos afetados pela superoferta, a Columbian atribuirá atenção especial ao incremento das exportaçoes”, revela.

    Química e Derivados: Negro: Martins - crescimento do mercado brasileiro ainda é lento.

    Martins – crescimento do mercado brasileiro ainda é lento.

    O diretor de vendas da Cabot na América Latina, Carlos Russo, não parece preocupado com a entrada em operação da fábrica da Degussa. “Sempre haverá espaço para mais investimentos na região, seja na indústria química ou em outra indústria de bens de consumo”, diz. Ele considera o mercado da América do Sul “muito dinamico graças aos grandes investimentos por parte da indústria automobilística, particularmente no Brasil”.

    A Cabot tem fábrica em Mauá-SP, cuja produção é direcionada, principalmente, para o mercado doméstico. Somente “uma pequena parcela” é exportada para os países vizinhos. E nessa unidade fabril há, segundo Russo, “capacidade adicional planejada”. Ele garante que a fábrica irá se expandir, mas agora não é o momento adequado.

    Com 5 fábricas na América Latina (Argentina, Brasil, Colômbia, Venezuela e México – as duas últimas são joint ventures), a Cabot fabrica uma grande variedade de negro de fumo para as mais diversas aplicaçoes. Alguns produtos muito especiais e de menor volume são importados das unidades nos Estados Unidos e Europa.

    “Confiamos no contínuo crescimento do mercado sul-americano. Há dificuldades momentâneas, como na Argentina, mas estamos determinados a continuar a investir e manter a liderança na região. Como o Brasil é o país com maior crescimento, nossos investimentos estão mais direcionados a este mercado”, afirma Russo. A Cabot é a maior empresa do ramo no mundo.

    A Columbian fabrica negro-de-fumo no Brasil há 45 anos e oferece 23 tipos diferentes ao mercado. Martins define a Columbian como uma empresa voltada a solucionar problemas que qualquer cliente possa ter. “Responsável pelas vendas na América do Sul, a filial brasileira, através de seus representantes, comercializa com toda a região produtos competitivos e de qualidade assegurada. Buscamos uma solidificação nas parcerias com os irmãos vizinhos.” Para os clientes de outras regiões, fora do Mercosul, a Columbian os abastece a partir de qualquer das outras 11 fábricas espalhadas pelos Estados Unidos, Europa e Ásia.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *