Corantes e Pigmentos

Negro de Fumo – Fabricantes ampliam oferta global de negro de fumo

Marcelo Fairbanks
20 de julho de 2012
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    Negro de Fumo – Demanda instável

    “O mercado pa­rece estar com soluços”, resumiu Lea Sgai, da Cabot.

    Com vendas altas em uma semana e baixas na outra, não se divisa nenhum tipo de tendência capaz de orientar o planejamento comercial. “Como as aplicações do negro de fumo são muito variadas, servindo a vários setores, há uma certa estabilidade, mas nas tintas as variações são notáveis”, disse.

    Ela citou as vendas para o seg­mento de madeira, que recuaram com a queda nas exportações. A retração das tintas decorativas não afetou o negócio, dado o baixo consumo rela­tivo do pigmento. Ao mesmo tempo, o “tango” em que se converteram a economia e o comércio exterior da Argentina causa preocupações. “Nós temos uma fábrica lá há 50 anos e temos com ela uma intensa troca de produtos, agora complicada pelas me­didas restritivas adotadas pelo governo argentino”, lamentou.

    O mercado de tintas requer produtos especiais, geralmente importados de outras unidades da Cabot. Na região, a companhia concentra seus esforços produtivos nas linhas para borracha, com base no tamanho da demanda e na tecnologia dos reatores. Apesar disso, ela mantém a disponibilidade de pigmentos muito especiais, como o Mogul E, indicado para sistemas de cura por ultravioleta, mais usados pelo setor gráfico. “São pigmentos que permitem reduzir o consumo de energia de ativação, não competindo com os fotoiniciadores e podem reduzir sua dosagem”, informou. Há tipos aprovados pela FDA para contato direto com alimentos, usados na tinta que reveste algumas embalagens.

    Douglas Araújo, da Aditya Birla Columbian, aponta uma retração ge­neralizada da demanda brasileira, in­cluindo borrachas, plásticos e tintas. “O setor industrial caiu como um todo no Brasil, isso derrubou as vendas das matérias-primas”, apontou. Ele espera uma recuperação no segundo semestre.

    Em âmbito mundial, Ronaldo Duarte comenta que há várias empresas produzindo negro de fumo na China, porém não detêm tecnologia para fa­zer as linhas especiais. “Eles querem expandir seus negócios, mas mesmo nas commodities o custo de transporte do negro de fumo é muito elevado, oferecendo aos produtores regionais uma proteção natural”, avaliou.

    Lea observa que, fora os três gran­des produtores mundiais, metade do mercado está nas mãos de um grande número de produtores espalhados entre o Leste Europeu e a Ásia. “Eles não conseguem garantir a especificação, isso exige tecnologia”, comentou. Ela confirmou que a China possui um grande excedente de negro de fumo, pressionando os preços globais. “Os clientes usam isso como argumento de negociação, mas eles sabem que a qualidade desses produtos é inconsis­tente”, comentou.



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