Óleo, Lubrificantes e Graxa

O mercado brasileiro de lubrificantes cresceu em 2017

Quimica e Derivados
29 de maio de 2018
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    Estratégias no mercado brasileiro – Ao longo de todo artigo falamos de fundamentos (novos e velhos), tanto do mercado global como do brasileiro, que estão impactando a cadeia de suprimentos do mercado de lubrificantes, a qual está inserida em um contexto ainda maior como parte da cadeia de suprimentos do petróleo no Brasil (Figura 15).

    O cenário de grandes mudanças em ebulição no mercado global e brasileiro de lubrificantes, em última análise, resulta em aumento da pressão, riscos e incertezas sobre os preços e margens dos players de mercado. Isso torna necessária a busca “sem tréguas” de soluções para o aumento da competitividade da cadeia de valor e da rentabilidade futura, que em alguns casos é de vital importância até para a sobrevivência da empresa nos próximos anos.

    Essa busca de soluções tem se concentrado principalmente em três grupos distintos:

    • Soluções de aumento da produtividade do capital (uma outra maneira de dizer “vamos cortar custos e despesas”), que inclui downsizing, outsourcing, redução do budget de despesas/investimentos, etc.

    • Soluções com o uso de ferramentas de gestão para aumento do valor não-monetário para o cliente, e que inclui a busca das “melhores práticas” p.ex. em sistemas de gestão/informação, logística, controle de estoques/qualidade, SAC, etc.

    • Novos modelos de negócios e estratégias com foco no aumenta da competitividade da cadeia de valor da empresa

    Os dois primeiros grupos de soluções têm, em geral, impactos de curto/médio prazo nos resultados das empresas e contribuem para o aumento da performance da empresa, porém o foco apenas nestes grupos de soluções resulta no final da contas em uma “transferência futura” dos ganhos obtidos com estas práticas para o cliente na forma de preços mais baixos.

    Isso ocorre porque esse conjunto de soluções é mais fácil de copiar e de uma maneira ou de outra, especialmente em momentos de crise ou de baixa no mercado, todas empresas acabam trilhando o mesmo caminho.

    Esse cenário em transição, embora complexo e desafiador para os players, cria também oportunidades de se buscar novos posicionamentos estratégicos mais favoráveis para a empresa no médio/longo prazo.

    Para isso, e em conjunto com os demais grupos de soluções, é fundamental um foco maior em novos modelos de negócios e estratégias para se alcançar uma melhor rentabilidade no futuro, e a empresa só consegue isso aumentando a competitividade da sua cadeia de valor.

    Para atingir esse objetivo, é necessária uma revisão e “ajuste fino” de toda a cadeia de valor da empresa (Figura 16, produção de lubrificantes acabados, com destaque na cadeia de suprimentos dos óleos básicos), a saber:

    • Revisão de todas as atividades de valor da empresa, bem como do portfólio de produtos e mercados.

    • Revisão da competitividade do seu conjunto de fornecedores (óleos básicos, aditivos, etc) vis-a-vis novas oportunidades no mercado local e no mercado internacional.

    • Revisão dos clientes finais atendidos vs. os mercados que a empresa atua (ou pretende atuar), bem como a revisão dos canais de venda da empresa na distribuição e revenda, que devem ser os mais adequados para aumentar a competitividade da cadeia de valor no longo prazo.

    Com o mercado local e global de lubrificantes em um grande processo de transição, a adoção de novos modelos de negócios e estratégias se torna imperativa para os players (em conjunto com soluções para o aumento da produtividade do capital e novas ferramentas de gestão) e é fundamental para o aumento da competitividade da cadeia de valor e da rentabilidade futura, ou até mesmo para a sobrevivência da empresa no mercado de lubrificantes nos próximos anos.

    Texto: Claudio Pereira da Silva

    O AUTOR

    Química e Derivados, O mercado brasileiro de lubrificantes cresceu em 2017, mas não podemos “baixar a guarda”...Claudio Pereira da Silva é sócio-diretor da LubeKem desde 2012, empresa de consultoria de negócios especializada nos mercados de lubrificantes, óleos básicos, Arla 32, química/petroquímica e petróleo/derivados. Desenvolveu uma carreira durante mais de 20 anos em empresas como ABB, Ultraquímica, Oxiteno, Arinos Química, Chimex Brasil, Grupo Mundial, assumindo cargos de responsabilidade e liderança em compras, vendas, distribuição, desenvolvimento de novos negócios, estratégias e comércio exterior.



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