Óleo, Lubrificantes e Graxa

O mercado brasileiro de lubrificantes cresceu em 2017

Quimica e Derivados
29 de maio de 2018
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    Entre os outros mega trends que estarão impactando o mercado de lubrificantes nos próximos anos, temos velhos e novos fundamentos como: demanda global flat ou com baixo crescimento no longo prazo; aumento da qualidade dos lubrificantes acabados; aumento das capacidades de produção e oversupply de óleos básicos de alta qualidade (principalmente óleos GII e GIII); aumento da pressão de temas da qualidade, meio ambiente e novas regulamentações no mercado de lubrificantes; alta volatilidade dos preços de petróleo e feedstocks no mercado internacional; impactos da IMO/Marpol 2020; aumento da demanda por carros elétricos, etc.

    Química e Derivados, O mercado brasileiro de lubrificantes cresceu em 2017, mas não podemos “baixar a guarda”...

     

    O futuro da demanda nacional – Cerca de 70% da demanda total de lubrificantes acabados no Brasil está em aplicações automotivas (por exemplo, PCMO, HDMO, MCO, ATF, etc.). Após uma queda de 42% na produção de autoveículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) entre 2013 (recorde histórico com mais de 3,7 milhões de unidades produzidas) e 2016 (com taxa de ociosidade acima de 57%), finalmente no ano passado a indústria automotiva voltou a comemorar um crescimento na produção (+25,2% sobre 2016) de autoveículos (Figura 3), e também nas vendas no mercado doméstico (+9,2%) e nas exportações (+46,5%), o que foi bastante positivo também para o mercado de lubrificantes.

    Para 2018 as previsões da Anfavea (Fevereiro/2018) seguem bastante positivas, com aumentos previstos tanto na produção (+13,2% sobre 2017), como nas vendas no mercado doméstico (+11,7%) e nas exportações (+5%).

    Ainda sobre o setor automotivo em 2017, a produção de motos (Figura 3) registrou uma queda (-5% contra 2016), mas a Abraciclo prevê uma retomada do crescimento a partir de 2018, quando deverá crescer 5%. A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias, que cresceu em 2017 (+1,8%), também tem uma previsão de crescimento para 2018 (+11,8%).

    Outro fator bastante positivo para a demanda de lubrificantes foi a produção industrial (Figura 4) no Brasil, que após uma queda acumulada de mais de 17% entre 2013 e 2016, finalmente voltou a crescer em 2017, +2,5%.

    As projeções de crescimento da produção industrial pelo Banco Central do Brasil (relatório Focus de 16/2/2018), de +3,5% para 2018 e +3,2% para 2019, também contribuem positivamente para um cenário mais otimista de crescimento da demanda de lubrificantes no mercado brasileiro neste período.

    No longo prazo, a demanda de lubrificantes é fortemente correlacionada com o crescimento econômico e as últimas previsões do FMI (World Economic Outlook Outubro/2017 e WEO Update Janeiro/2018) apontam para um cenário mais positivo para o Brasil entre 2018 e 2022 com um aumento do PIB previsto de 2% aa (CAGR).

    No caso do Brasil, vale citar que no período de 2005-2013, em que ocorreu o maior crescimento da demanda de lubrificantes, o crescimento do nosso mercado foi equivalente ao crescimento do PIB no período acrescido de quase 1,6% aa.

    Ainda sobre o tema das previsões de crescimento do PIB no Brasil, e olhando no curto prazo para o período 2018/19, vale citar que as previsões do FMI (1,9% em 2018 e 2,1% em 2019) são bem mais conservadoras, quando comparadas com as previsões mais recentes do Banco Central do Brasil (2,8% e 3%), Itaú BBA (3% e 3,7%) e Santander (3,2% para ambos).

    No longo prazo (2018/22), com base nas projeções de crescimento do PIB do FMI e na tendência de aumento da qualidade dos lubrificantes acabados (que também aumenta o intervalo entre as trocas), e no curto prazo (2018/19), com base na previsões de aumento da produção industrial e de autoveículos, nas perspectivas de juros baixos (taxa Selic atual em 6,75% aa) vs. o aumento do crédito e consumo das famílias, a LubeKem estima que a demanda de lubrificantes no Brasil deverá atingir um patamar entre 1,30 e 1,33 milhão de toneladas em 2022 (CAGR equivalente ao crescimento do PIB previsto entre 2018/22 mais 0,5% a 1% aa), conforme a Figura 5.

    Por último, mas não menos importante, temas como a necessidade da redução da dívida pública, redução do intervencionismo do Estado, redução das barreiras ao comércio internacional, reformas tributária e da Previdência Social, Eleições 2018, entre outros, devem ficar “no radar” dos players de mercado, bem como seus potenciais impactos na economia como um todo, e na demanda de lubrificantes para os próximos anos no Brasil.

    Química e Derivados, O mercado brasileiro de lubrificantes cresceu em 2017, mas não podemos “baixar a guarda”...



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