Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

O desafio da indústria de óleo e gás 4.0

Cassiano Viana
16 de setembro de 2018
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    Considerada ponto chave e requisito de sobrevivência para o setor, a transformação digital proposta pela Indústria 4.0 é um dos temas centrais da Rio Oil & Gas deste ano, que acontece entre 24 e 27 de setembro, no Rio de Janeiro, na véspera da 5ª rodada de partilha de produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), onde serão ofertadas áreas do pré-sal.

    “Transformando Desafios em Oportunidades” é o tema do duplo evento (congresso e feira), um dos maiores do mundo dessa indústria, que traz temas como ‘matriz energética’ a retomada do setor, a recuperação dos preços do barril e os leilões da ANP nas palestras e trabalhos do congresso. “Com a presença das grandes operadoras, a expectativa do IBP é que essa será a melhor oportunidade de networking e negócios da indústria brasileira de óleo e gás nos últimos anos”, pontuou José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que comanda o evento desde 1982. “Essa será a Rio Oil & Gas da retomada”, avalia o dirigente do IBP.

    5º BID O leilão oferecerá quatro campos, sendo três na bacia de Santos (Titã, Saturno e Pau-Brasil) e um na de Campos (Sudoeste de Tartaruga Verde). O governo prevê arrecadar R$ 6,82 bilhões em bônus fixo de assinatura. Ao todo, as reservas ofertadas somam 17 bilhões de barris.

    5º BID O leilão oferecerá quatro campos, sendo três na bacia de Santos (Titã, Saturno e Pau-Brasil) e um na de Campos (Sudoeste de Tartaruga Verde). O governo prevê arrecadar R$ 6,82 bilhões em bônus fixo de assinatura. Ao todo, as reservas ofertadas somam 17 bilhões de barris.

    Para muitos especialistas, em um contexto global de volatilidade, a chamada Revolução Digital ou Nova Revolução Industrial é a oportunidade para trazer, novos modelos de negócios, patamares tecnológicos e de custos extremamente competitivos para a indústria de petróleo. E o que todos desejam: produtividade e crescimento sustentável. Firmo observa que a Rio Oil & Gas é um ponto de encontro para debater os impactos da tecnologia 4.0 no setor de petróleo e gás. “Esse é um dos diferenciais dessa edição. A Rio Oil & Gas, que geralmente é dividida em quatro blocos de temas (Exploração & Produção, Gás e Energia, Downstream e Gestão da Indústria), ganhou nessa 19ª edição um quinto bloco, Tecnologias Digitais, uma evolução na programação”, destaca.

    Energia para transformar – Essa expectativa é reforçada pela expressividade dos expositores: é a primeira vez, desde a edição de 2012, considerada a maior Rio Oil & Gas de todos os tempos, que o evento reunirá os grandes players do setor, como Petrobras, ExxonMobil, Equinor (ex- Statoil), Shell, Total, BP, Chevron, Repsol Sinopec, Galp e Rosneft, além dos principais fornecedores de bens e serviços. O slogan “Energia para transformar” sintetiza não somente essa expectativa de retomada como também sinaliza o cenário futuro, da transição energética, tema que está presente tanto na exposição, que apresentará soluções e tecnologias de baixo carbono, como no congresso e nos eventos paralelos. O formato multiplataforma, inaugurado na edição de 2016, foi ampliado esse ano, com dez eventos paralelos: sete com temas específi cos, como Oil & Gas Techweek (uma evolução da Arena de Tecnologia), Arena de Sustentabilidade e SMS, Arena Valor do Conhecimento, além dos fóruns sobre Downstream, Onshore, Descomissionamento e Certificação.

    Com o apoio da aceleradora de empresas da área de tecnologia Fábrica de Startups, a Petrobras vai promover, na O&G Techweek, um hackathon, uma maratona de programação em que hackers terão acesso a dados abertos e sistemas e trabalharão durante horas a fi o na construção de soluções tecnológicas de software e hardware. Mais uma vez, o Sebrae organiza uma Rodada de Negócios com empresas âncoras e fornecedores. Nessa edição, a expectativa é de aumento de 30% em negócios gerados, comparado à edição passada, quando foram registrados R$ 181 milhões.
    Profissional do futuro – O IBP promove ainda mais um edição do Profissional do Futuro, que deve atrair estudantes de universidades brasileiras, que terão ainda a oportunidade de acompanhar a SPE Brazil Section Student Paper Contest 2018, competição de trabalhos acadêmicos em âmbito nacional para fomentar a produção científica brasileira na área de engenharia de petróleo. Haverá ainda a 3ª edição do jantar dos CEOs, reunindo em um único espaço os principais executivos globais dessa cadeia produtiva. Segundo o IBP, estão confirmadas as presenças de mais de 30 CEOs, vice-presidentes e diretores de operadoras e prestadoras de serviço nacionais e internacionais, além de autoridades e integrantes da IEA (Agência Internacional de Energia) na conferência, que terá mais de 200 palestrantes, 35 sessões especiais, além de plenárias e almoços-palestra. Serão apresentados cerca de 600 trabalhos técnicos na conferência desse ano. O IBP espera atrair um número expressivo de congressistas – em 2016, foram 4.177 participantes, o maior número de todas as edições.

    Firmo: tecnologias digitais ganham bloco temático próprio

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    A expectativa do Instituto é que a feira receba mais de 40 mil visitantes, perfazendo um crescimento de 20% de público em relação à edição de 2016. “Uma proposta 360° para reunir toda a cadeia produtiva do setor e, por fi m, alcançar nosso objetivo em comum: o crescimento e destaque da indústria no Brasil”, destaca o IBP no site da Rio Oil & Gas, reiterando a ideia da instituição de ser um think tank da indústria de óleo e gás.

    Interesses a ratificar – As petroleiras são o ponto alto do evento desse ano, tanto como principais patrocinadoras, com o pela participação nos diversos eventos, confirmando a expectativa do próprio IBP. “A Shell Brasil mais uma vez marcará presença na feira, com um estande que mostrará nosso portfólio, investimentos em P&D, nossas iniciativas em investimentos sociais, entre outras atrações. Traremos alguns de nossos principais executivos de exploração e produção ao país para acompanhar a programação, participando de almoços-palestra e eventos paralelos.


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