Petroquímica

O desafio da indústria de óleo e gás 4.0 – Petróleo & Energia

Cassiano Viana
3 de janeiro de 2019
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    Profissional do futuro – O IBP promove ainda mais um edição do Profissional do Futuro, que deve atrair estudantes de universidades brasileiras, que terão ainda a oportunidade de acompanhar a SPE Brazil Section Student Paper Contest 2018, competição de trabalhos acadêmicos em âmbito nacional para fomentar a produção científica brasileira na área de engenharia de petróleo. Haverá ainda a 3ª edição do jantar dos CEOs, reunindo em um único espaço os principais executivos globais dessa cadeia produtiva. Segundo o IBP, estão confirmadas as presenças de mais de 30 CEOs, vice-presidentes e diretores de operadoras e prestadoras de serviço nacionais e internacionais, além de autoridades e integrantes da IEA (Agência Internacional de Energia) na conferência, que terá mais de 200 palestrantes, 35 sessões especiais, além de plenárias e almoços-palestra.

    Serão apresentados cerca de 600 trabalhos técnicos na conferência desse ano. O IBP espera atrair um número expressivo de congressistas – em 2016, foram 4.177 participantes, o maior número de todas as edições. A expectativa do Instituto é que a feira receba mais de 40 mil visitantes, perfazendo um crescimento de 20% de público em relação à edição de 2016.

    “Uma proposta 360° para reunir toda a cadeia produtiva do setor e, por fim, alcançar nosso objetivo em comum: o crescimento e destaque da indústria no Brasil”, destaca o IBP no site da Rio Oil & Gas, reiterando a ideia da instituição de ser um think tank da indústria de óleo e gás.

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    Interesses a ratificar – As petroleiras são o ponto alto do evento desse ano, tanto como principais patrocinadoras, com o pela participação nos diversos eventos, confirmando a expectativa do próprio IBP.

    “A Shell Brasil mais uma vez marcará presença na feira, com um estande que mostrará nosso portfólio, investimentos em P&D, nossas iniciativas em investimentos sociais, entre outras atrações. Traremos alguns de nossos principais executivos de exploração e produção ao país para acompanhar a programação, participando de almoços-palestra e eventos paralelos. A expectativa é muito positiva”, afirma André Araújo, CEO da Shell Brasil.

    Para ele, o cenário vem melhorando de forma significativa. “Vivemos um momento mais dinâmico do que na edição de 2016, com avanços importantes que possibilitam a retomada dos grandes investimentos do nosso setor”, observa. “Tivemos acontecimentos relevantes, como regras mais flexíveis e realistas de conteúdo local, regras fiscais mais claras, o fim do operador único e o estabelecimento de um calendário de leilões. Tudo isso já rendeu bons negócios para o país e a expectativa de um aumento de arrecadação sob a forma de participação especial e royalties, sem falar na retomada de empregos e fomento à pesquisa e desenvolvimento”, ressalta.

    Por isso a percepção da empresa é positiva. “A Rio Oil & Gas 2018 é um momento oportuno para fazermos um balanço do que mudou de lá para cá e para consolidar essa nova fase, com possibilidade de negócios não apenas para a indústria de petróleo, mas para a imensa cadeia de fornecedores que se beneficia dela. Além disso, o evento deve discutir as oportunidades na monetização do Gás Natural como o combustível da transição energética que virá nos próximos anos e décadas”, conclui.

    “Acreditamos e fazemos parte desse momento de retomada do setor de óleo e gás no Brasil, a qual foi demonstrada nas últimas rodadas da ANP e percebida pelas empresas a partir das mudanças e implementações ao modelo regulatório. Avaliamos que a feira deste ano tem um grande potencial para ratificar o interesse nos negócios e nas oportunidades que permeiam o setor”, afirma Adriano Bastos, presidente da BP no Brasil.

    Driver é E&P – Concorda com ele Gabriel Roisenberg, líder de IoT – Oil and Gas da KPMG, consultoria que vai ter palestrantes em distintos eventos e vai ministrar minicursos. Ele afirma que a presença das oil companies é um indicador importante de que o Brasil voltou a ser um dos focos dos investidores, pois a Rio Oil é o principal evento do setor. “Os últimos BIDs (leilões da ANP), o alinhamento da agência com o Ministério de Minas e Energia (MME) e diversos movimentos locais, demonstram que o setor está a todo vapor para receber investimentos externos e comprometer-se com uma entrega grande de novos projetos de E&P”, avalia o consultor.

    Para ele, a transição energética, um dos principais temas do evento, já está presente na visão da indústria de óleo e gás. “Podemos ver em todas as mídias que Shell, Equinor, Total, que são players extremamente significativos, estão olhando para a transição da matriz energética. O trabalho e planejamento das majors é invejável e contempla altíssimo grau de desenvolvimento científico e tecnológico. Junte-se a isso os inúmeros argumentos de negócio e encontraremos um cenário no qual essas oil companies também serão majors em provimento de energia”, pontua Roisenberg.

    Contudo, ele destaca que a transformação digital é o mote central, ao lado de temas prioritários, como a inclusão das novas gerações no mercado de trabalho de O&G, diversidade de gênero no setor e movimentos regulatórios. “A Rio Oil é uma boa vitrine para qualquer tema relacionado à indústria de óleo e gás. Obviamente um tema obrigatório será a transformação digital, fenômeno mundial que tem impactado processos de negócios em O&G e até mesmo no aspecto cultural e de recursos humanos”, analisa o consultor.

    “O Brasil produz alta tecnologia de E&P em águas profundas e as universidades também possuem centros de pesquisa avançados. Temos espaço para evoluir em diversos aspectos, mas o driver de negócio é a exploração em águas profundas, que é para onde o mercado está olhando”, conclui.



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