Petroquímica

O desafio da indústria de óleo e gás 4.0 – Petróleo & Energia

Cassiano Viana
3 de janeiro de 2019
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    Química e Derivados, P-74 inicia a produção no campo de Búzios, na Bacia de Santos

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    Considerada ponto chave e requisito de sobrevivência para o setor, a transformação digital proposta pela Indústria 4.0 é um dos temas centrais da Rio Oil & Gas deste ano, que acontece entre 24 e 27 de setembro, no Rio de Janeiro, na véspera da 5ª rodada de partilha de produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), onde serão ofertadas áreas do pré-sal.

    5º BID

    O leilão oferecerá quatro campos, sendo três na bacia de Santos (Titã, Saturno e Pau-Brasil) e um na de Campos (Sudoeste de Tartaruga Verde). O governo prevê arrecadar R$ 6,82 bilhões em bônus fixo de assinatura. Ao todo, as reservas ofertadas somam 17 bilhões de barris.

    Química e Derivados, Firmo: tecnologias digitais ganham bloco temático próprio

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    “Transformando Desafios em Oportunidades” é o tema do duplo evento (congresso e feira), um dos maiores do mundo dessa indústria, que traz temas como ‘matriz energética’ a retomada do setor, a recuperação dos preços do barril e os leilões da ANP nas palestras e trabalhos do congresso.

    “Com a presença das grandes operadoras, a expectativa do IBP é que essa será a melhor oportunidade de networking e negócios da indústria brasileira de óleo e gás nos últimos anos”, pontuou José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que comanda o evento desde 1982. “Essa será a Rio Oil & Gas da retomada”, avalia o dirigente do IBP.

    Para muitos especialistas, em um contexto global de volatilidade, a chamada Revolução Digital ou Nova Revolução Industrial é a oportunidade para trazer, novos modelos de negócios, patamares tecnológicos e de custos extremamente competitivos para a indústria de petróleo. E o que todos desejam: produtividade e crescimento sustentável.

    Firmo observa que a Rio Oil & Gas é um ponto de encontro para debater os impactos da tecnologia 4.0 no setor de petróleo e gás. “Esse é um dos diferenciais dessa edição. A Rio Oil & Gas, que geralmente é dividida em quatro blocos de temas (Exploração & Produção, Gás e Energia, Downstream e Gestão da Indústria), ganhou nessa 19ª edição um quinto bloco, Tecnologias Digitais, uma evolução na programação”, destaca.

    Energia para transformar – Essa expectativa é reforçada pela expressividade dos expositores: é a primeira vez, desde a edição de 2012, considerada a maior Rio Oil & Gas de todos os tempos, que o evento reunirá os grandes players do setor, como Petrobras, ExxonMobil, Equinor (ex-Statoil), Shell, Total, BP, Chevron, Repsol Sinopec, Galp e Rosneft, além dos principais fornecedores de bens e serviços.

    O slogan “Energia para transformar” sintetiza não somente essa expectativa de retomada como também sinaliza o cenário futuro, da transição energética, tema que está presente tanto na exposição, que apresentará soluções e tecnologias de baixo carbono, como no congresso e nos eventos paralelos.

    O formato multiplataforma, inaugurado na edição de 2016, foi ampliado esse ano, com dez eventos paralelos: sete com temas específicos, como Oil & Gas Techweek (uma evolução da Arena de Tecnologia), Arena de Sustentabilidade e SMS, Arena Valor do Conhecimento, além dos fóruns sobre Downstream, Onshore, Descomissionamento e Certificação.

    Com o apoio da aceleradora de empresas da área de tecnologia Fábrica de Startups, a Petrobras vai promover, na O&G Techweek, um hackathon, uma maratona de programação em que hackers terão acesso a dados abertos e sistemas e trabalharão durante horas a fio na construção de soluções tecnológicas de software e hardware.

    Mais uma vez, o Sebrae organiza uma Rodada de Negócios com empresas âncoras e fornecedores. Nessa edição, a expectativa é de aumento de 30% em negócios gerados, comparado à edição passada, quando foram registrados R$ 181 milhões.



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