Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Nutrição Animal – Cardápio de aditivos químicos garante o equilíbrio das rações

Hamilton Almeida
11 de setembro de 2012
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    Perante a perspectiva de dobrar a produção de carnes do Brasil até 2050, Miguel afirma que a indústria de suprimentos deve não só se preparar para atender a esta demanda, como enfrentar o aumento da exigência no controle de contaminantes. “Esse controle rígido limita as opções de matérias-primas e/ou exige processos de purificação que oneram o custo final dos produtos, gerando, apesar dos crescentes volumes, um custo adicional”, destaca, chamando a atenção para a importância de a nutrição animal ser precisa e segura.

    Com sede em Joinville, cidade catarinense de colonização alemã, a Incasa S.A., fundada há 58 anos por Harry Weege, está investindo ao redor de R$ 2 milhões em processos, aumento de produção e automação. Weege ocupa o cargo de diretor executivo da companhia. Ele avalia que o mercado de insumos químicos para nutrição animal está “muito competitivo” e espera que o seu comportamento se mantenha estável, registrando um crescimento pouco acima do PIB a curto, médio e longo prazo.

    A Incasa tem capacidade para produzir 2.800 t/ano de derivados de iodo, 3.200 t/ano de derivados de cobalto e 275 t/ano de derivados de selênio. A linha está assim dividida: iodato de cálcio anidro e monohidratado, iodato de potássio, iodeto de potássio estabi­lizado, EDDI, sulfato de cobalto mono e heptahidratado, carbonato de cobalto, selenito de sódio a 45%, e premix de selenito de sódio a 4,5%. “São insumos indispensáveis, micronutrientes insubsti­tuíveis”, declara o executivo.

    Weege afirma que, com relação aos derivados de iodo para nutrição animal, a Incasa é, “seguramente, o maior forne­cedor do Brasil e provavelmente em nível mundial também”. No caso dos deriva­dos de selênio e cobalto, é um importante fornecedor no mercado nacional.

    A qualidade dos produtos obede­ce às normas mais exigentes do mer­cado, como ressalta Weege: “Temos certificação FAMI-QS – Sistema de Qualidade para Aditivos Nutricionais e Pré-Misturas, e obedecemos às Boas Práticas de Fabricação da Europa (BPF).” O objetivo da empresa é, nas palavras do seu principal gestor, “manter-se como um dos principais fornecedores do mercado e desenvolver novos produtos”.

    Química e Derivados, Guilherme Neri, gerente sênior de vendas e marketing da Copebrás, Nutrição Animal

    Guilherme Neri: fosfato bicálcico tem papel fundamental no setor

    Investimentos – Apostando num cres­cimento anual de 3% a 5% no mercado de alimentação animal, a Copebrás in­vestiu na produção de fosfato bicálcico microgranulado (marca Copefós) em sua planta de Cubatão-SP. “O fósforo é um insumo crítico para a alimentação animal, sendo responsável por impul­sionar o crescimento e a reprodução dos animais”, detalha Guilherme Neri, gerente sênior de vendas e marketing da Unidade de Fosfato (Copebrás) da Anglo American.

    Em2011, a Copebrás produziu 100 mil t de ácido fosfórico (em P2O5) – parte para alimentação animal, o restante para consumo próprio e fertilizantes; e 125 mil t de fosfato bicálcico. Neri olha para o horizonte com otimismo: “O Brasil exerce influência no mercado exportador de carnes de frango e bovina. Portanto, a tendência é manter um papel de grande relevância no mercado de alimentação animal no médio prazo.”

    A Aboissa Óleos Vegetais está re­alizando um “forte investimento” em pesquisa e desenvolvimento, diz Felipe Camargo, gerente da unidade Soapstock & Acid Oils. “O mercado de nutrição é sensível às fortes oscilações de preço das matérias-primas, e busca o tempo todo alternativas mais econômicas para formular a ração.” Com base nesse ra­ciocínio, ele lembra que é uma realidade o uso de ácidos graxos brutos e da glicerina loira de biodiesel nas rações.

    “Eles começaram como um substituto do óleo de soja”, acentua. “A forma como o formulador trabalha o óleo de soja de­gomado é diferente quando vai utilizar o ácido graxo ou a glicerina. São produtos semelhantes, mas não são iguais. Porém, todos são usados para a mesma finalidade: proporcionar energia ao animal. Cada formulador tem a sua própria receita”, explicou.

    A Aboissa atua desde a sua fundação, em 1987, como representante na comer­cialização de óleos, gorduras e diversos tipos de insumos (ácidos graxos e glice­rinas) para nutrição animal. O escritório movimenta cerca de 28 mil t/mês dessas matérias-primas. Para Camargo, o setor de nutrição animal “passa por dificuldades financeiras” provocadas por diversos mo­tivos, como a elevação dos preços da soja e do milho. Por isso, ele é dos que acham que o setor de insumos químicos “vai caminhar com muita cautela neste ano”.

    “Apesar da escassez de matérias-primas, que já se reflete na alta dos preços dos alimentos, a curto prazo o mercado trabalha para diminuir o prejuízo acumulado no primeiro semestre de2012”,

    avalia Camargo. A sua previsão de médio e longo prazo é de estabilidade, “se as perspectivas de safra recorde para 2012/2013 se confirmarem”. Distribuidora dos insumos ácido propiônico e ácido fórmico e produtora do Sallife, a quantiQ vê no futuro uma possibilidade de produção de conservantes para rações com o desenvolvimento de novas tecnologias, declara Rosemeire Shiraishi, coordenadora de pharma, food e feed.



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    Um Comentário


    1. rosimere

      QUEM FAZ NUTRIÇÃO HUMANA PODE SE ESPECIALIZAR NA ÁREA DE NUTRIÇÃO ANIMAL?



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