Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Nutrição Animal – Cardápio de aditivos químicos garante o equilíbrio das rações

Hamilton Almeida
11 de setembro de 2012
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    Zani acrescenta que a dinâmica logística empregada na importação de aditivos alimentares tem exigido cada vez mais agilidade no fechamento de contratos internacionais e rápida autorização de embarques, em razão da escassez frequente e da profunda competição global. Ele enfatiza que esse ambiente estressado aumenta o risco de internalização de mercadorias não conformes “por conta da falta de tempo suficiente para a realização de análises laboratoriais e a constatação prévia de avarias”.

    O executivo do Sindirações afirma também que, com a incorporação de novas tecnologias e a utilização de produtos alternativos como sorgo, milheto, trigo, triguilho, polpa cítrica e da cana, o setor passou a adicionar mais aditivos alimentares às dietas animais em con­sonância com o melhoramento genético apurado nas raças e à crescente preocu­pação global com o meio ambiente.

    Zani acredita que o Brasil, hoje o maior produtor de alimentação animal da América Latina e Caribe, pode se tor­nar uma grande plataforma de expedição de rações, suplementos, pré-misturas e aditivos alimentares para as nações da região, que atualmente produzem cerca de 130 milhões de toneladas.

    Química e Derivados, Maurício Capelossi, gerente regional de marketing de nutrição ani¬mal para América Latina, Nutrição Animal

    Mauricio Capellosi: investimento nas enzimas garante resultados

    Atração local – Com base na estratégia de crescer acima do mercado em que atua e de forma sustentável, a Basf está investindo cerca de 1,7 bilhão de euros em pesquisa e desenvolvimento este ano, revela Maurício Capelossi, gerente regional de marketing de nutrição ani­mal para América Latina. “Certamente, um dos produtos que mais podem con­tribuir para converter nossa estratégia em resultados concretos são as enzimas. Em fevereiro, a Basf comprou uma nova tecnologia, voltada para este campo, da Direvo (outra empresa alemã), com a qual desenvolveremos nos próximos anos a aplicação da Mananase para melhorar a eficiência e a qualidade dos alimentos dos animais”, antecipa.

    Há uma variedade enorme de en­zimas no mercado. Capelossi ressalta, porém, que os estudos mostram que a combinação entre algumas delas resulta em interessantes sinergias para o produ­tor, que teria como benefício produzir mais proteína (carnes e ovos) com a mesma quantidade de alimento, ou com o mesmo custo.

    A Basf produz vitaminas (A, AD3, E, B2, B5 e colina), carotenoides (pig­mentos), ácidos orgânicos, enzimas, sequestrantes de micotoxinas e ômega 6 (CLA). Os seus principais mercados na América Latina são avicultura, suino­cultura e aquacultura (produção de sal­mão no Chile). A empresa não divulga dados de produção, mas faz questão de salientar que é “uma das líderes mun­diais na produção de vitaminas, ácidos orgânicos e carotenoides”.

    Capelossi confia que esse mercado oferece “uma excelente oportunidade de crescimento”, pois a estimativa é a de que a Terra abrigará 9 bilhões de habitantes em 2050. “Um dos desafios da indústria será alimentar toda essa população e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente”, observa. No curto prazo, entretanto, ele considera que há vários temas a serem solucionados do ponto de vista econômico, tecnológico e sanitário, principalmente nos países em desenvolvimento.

    “Um exemplo atual no âmbito eco­nômico é a avicultura brasileira”, assina­la. Nesse segmento houve um aumento expressivo no custo da ração graças à recente alta internacional das commodi­ties (a dieta é basicamente soja e milho). “Com a crise financeira na Europa, que está afetando as exportações brasileiras, a produção de frango supera a demanda doméstica e, consequentemente, o preço no mercado da carne cai expressivamen­te. Este ano a previsão de crescimento é de 1,2%, ou seja, um crescimento apenas vegetativo que mal acompanha o crescimento da população”, declara o executivo da Basf.

    O mercado de insumos químicos na América Latina tem apresentado bons níveis de crescimento. De acordo com dados da Feed Latina, houve uma expansão de 4,7%, em 2011, na produção de alimentos para todas as espécies, em comparação com o ano anterior.

    Modesto José Moreira, diretor de operações de tecnologia animal da M. Cassab, Nutrição Animal

    Modesto José Moreira: fábrica no MS terá formulações de alto desempenho

    Novas fábricas – A M.Cassab está investindo R$ 15 milhões na inauguração de uma nova fábricaem Campo Grande-MSde suplementos para alimentação de bovinos (sais minerais, rações especiais, núcleo para confinamento). A fábrica, cuja produção começou a fase de testes no início de setembro deste ano e deverá estar em plena operação em outubro, terá capacidade de 5 mil toneladas/mês, informa Modesto José Moreira, diretor de operações de tecnologia animal do grupo.

    A unidade foi projetada de tal maneira que a sua produção poderá ser duplicada ou triplicada, dependendo do comportamento da demanda, observa Moreira. Essa nova fábrica irá triplicar a capacidade de fornecimento de rações e suplementos minerais para bovinos da M.Cassab. Ele admite que parte da produção poderá ser exportada para o Paraguai e para a Bolívia. A empresa possui fábricas do gêneroem São Paulo, Valinhos-SP e Cascavel-PR.

    A unidade de Campo Grande será responsável também pela introdução no mercado de fórmulas de alta performance. O foco, destaca Moreira, é encurtar o ciclo de produção de carne bovina, isto é, diminuir o tempo de abate do animal, gerando mais carne. “Essas novas linhas de produção vão entrar em operação na nova fábrica”, garante. É estratégia da M.Cassab “estar sempre atenta” às novas tecnologias, sejam as desenvolvidas na Embrapa ou fora do país.



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    Um Comentário


    1. rosimere

      QUEM FAZ NUTRIÇÃO HUMANA PODE SE ESPECIALIZAR NA ÁREA DE NUTRIÇÃO ANIMAL?



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