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Vencedor do Prêmio Nobel de Química em 2016, Sir J. Fraser Stoddart, encerra o Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação

ABIQUIM
13 de novembro de 2017
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    Ferramentas e formas de investimento para a promoção da inovação

    No segundo dia do Seminário foi realizado o painel ‘O Setor Químico e a Indústria 4.0’. O professor e doutor da Sociedade de Engenharia Química e Biotecnologia da Alemanha (Dechema), Willie Meier, afirmou que o desenvolvimento e barateamento da tecnologia permitirão o desenvolvimento da Indústria 4.0. “Até 2045 os computadores vão superar a capacidade humana e o barateamento dos chips, que custarão centavos, possibilitará coloca-los em objetos como garrafas, por exemplo”.

    Para o vice-presidente de Serviços Técnicos da Basf para América do Sul, Willi Nass, a indústria química não foi a pioneira na Indústria 4.0, mas atualmente ela já aplica seus princípios como a análise de dados e tecnologias digitais. Nass apresentou como caso prático do centro de manutenção preventiva da Basf, na Alemanha, que recebe informações online de suas plantas industriais, o que permite comparar os dados das plantas da companhia ao redor do mundo, que geram procedimentos preventivos que trazem uma significativa economia e estabilidade e previsibilidade nas unidades operacionais.

    Em sua apresentação, o gerente de inovação em produtos da Nalco, empresa da Ecolab, Juan Carlos Escobar, apresentou o conceito Nalco Water Automation, que envolve automação industrial, sistemas para o monitoramento de água, monitoramento e suporte remoto, coleta e análise de grande quantidade de dados. Por meio da tecnologia 3D Trasar, serviço remoto que monitora informações sobre a qualidade dos sistemas de água em uma planta comercial e a empresa é capaz de detectar variações e realizar ações para evitar falhas automaticamente, o que gera mais economia de água e reduz a necessidade de manutenção.

    O consultor da IBM Brasil para a indústria química, Luis Arouche, concorda que o barateamento da tecnologia possibilitará o desenvolvimento da Indústria 4.0. Em sua apresentação mostrou como a realidade aumentada já ajuda funcionários na manutenção de equipamentos ao fornecer informações sobre o que foi feito na última manutenção, na tela de um tablete. A moderação do painel foi do diretor executivo da VDI-Brasil (Associação de Engenheiros Brasil – Alemanha), Johannes Klingberg.

    Já no painel ‘Venture Capital como Mecanismo de Fomento à Inovação’, a gerente executiva da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), Ângela Ximenes, explicou como funcionam o private equity e o venture capital. “São investimentos privados com contrato de duração de cerca 10 de anos, destinados a empresas em fase de crescimento, que já tenham faturamento e situação estável no mercado. Após o período de contrato o fundo vende sua participação”.

    O gerente de portfólio da gestora Inseed Investimentos, Jairo Margatho, explicou o funcionamento dos fundos de investimento desenvolvidos pela gestora e seu papel para fomentar as empresas que recebem o apoio. “As fomentadoras são importantes para auxiliar as empresas a saltarem do estado de pioneirismo”.

    Na avaliação do gerente de Marketing Digital da Basf na América Latina, Almir Araújo, as grandes empresas também podem fomentar o desenvolvimento de startups. Segundo ele um dos principais desafios do mundo será produzir alimentos suficientes para alimentar 9 bilhões de pessoas em 2050. Ele ainda contou como funciona o programa de aceleração da Basf, AgroStart, que incentiva o desenvolvimento de startups capazes de gerar melhores ferramentas para a previsão do tempo ou para o diagnóstico de plantações.

    O painel também trouxe duas startups: a Oxi Ambiental, que usa processos químicos para a descontaminação de ambientes e foi representada pelo CEO, Juliano Andrade; e a I.Systems, que desenvolve softwares inteligentes e autônomos, representada pelo diretor Igor Santiago. O painel foi moderado pelo gerente de Gestão da Inovação e Conhecimento da Braskem e vice-coordenador da Comissão Temática de Tecnologia da Abiquim, Rafael Fabra Navarro.

    O seminário também contou com quatro palestras. A diretora do Instituto Senai de Inovação (ISI) Biomassa, Carolina Andrade, fez a apresentação “Tecnologias de conversão de biomassa para combustíveis, produtos químicos e materiais”, na qual ela explicou que os Institutos Senai de Inovação foram desenvolvidos para atuarem em parceria com as indústrias para o desenvolvimento de inovações. Carolina também detalhou a infraestrutura e as áreas de atuação do ISI Biomassa, incluindo o desenvolvimento de materiais de valor agregado usando a biomassa.

    O ‘Status da Regulamentação do Novo Marco Legal de C, T&I’, foi apresentado pela advogada Natalia Rebello, vice-líder do Grupo de Trabalho Marco Legal da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Natalia explicou o trabalho desenvolvido pela associação em prol da inovação tecnológica e detalhou o histórico do Marco Legal de C,T&I que, mesmo com vetos, foi celebrado por atender a anseios da comunidade acadêmica e empresas.

    A coordenadora de Planejamento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Ana Arroio, fez a apresentação ‘Embrapii – Apoiando a Inovação na sua Empresa’, na qual ela informou como a Embrapii realiza chamadas públicas para credenciar unidades, que podem ser universidades, centros ou institutos de pesquisa, com capacidade técnica em determinadas áreas do conhecimento. Essas unidades recebem recursos financeiros para trabalharem em parceria com empresas no desenvolvimento de projetos em fase pré-competitiva. Os custos dos projetos desenvolvidos são compartilhados entre a Embrapii, a unidade credenciada e a empresa beneficiada.

    Na palestra ‘Tecnologia e Inovação para Superar Desafios Globais e Escassez de Água’, o vice-presidente e gerente geral da Ecolab, Luis Gustavo Pereira, apresentou as tecnologias desenvolvidas pela Nalco para o monitoramento de recursos hídricos e destacou que a empresa inaugurou o Nalco Water University, em Chicago, dedicado a treinar colaboradores e clientes a reduzir o consumo, fazer o reúso e reciclar a água. O executivo salientou que as empresas precisam considerar a água em seu planejamento estratégico. “A situação de escassez hídrica é o novo normal e água ainda um bem muito barato e seu preço é inverso à sua disponibilidade”, alertou.



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