Química

Especialista aponta desafios e oportunidades no horizonte da indústria química

Albert Hahn
24 de fevereiro de 2018
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    A indústria química atravessou um período longo – de algumas décadas, talvez – de perda de prestigio junto à opinião publica. Até a China extinguiu seu Ministério para a Indústria Química. Mas a química veio para ficar, não há dúvida. Apenas terá que ir se renovando para não deixar de preencher o seu papel principal, o de habilitar os materiais e princípios ativos à medida que vão saindo do “pipeline” da pesquisa mundial.

    Resta perguntar: e o Brasil diante deste quadro? Colocado no contexto presente de desmonte do parque industrial erguido com tanto esforço ao longo dos anos pré-1990, da politica de “desenvolvimento através da substituição de importações”, não há pretexto para muito otimismo. Mesmo assim, há algumas janelas:

    1) A engenharia química brasileira tem se revelado “craque” em matéria de desgargalamento. Casos exemplares: a unidade de fenol-acetona da Rhodia, em Paulínia-SP, e a planta de metacrilato de metila da Unigel, em Candeias-BA, ambas aumentaram suas capacidades originais por fatores de 10 ou 20 sem aumento do footprint de origem. No futuro, aparecerão outras oportunidades, e a capacitação resultante poderá se tornar um know-how exportável

    2) Uma eventual retomada da geração de tecnologia teria que passar por um enorme esforço público nas áreas de educação, formação profissional, pesquisa e fomento ao nível das empresas. Um possível veículo seria o conjunto de incubadas “químicas” existentes nas cerca de 60 incubadoras criadas no país, e que podem ser estimadas em por volta de 250. Talvez o resultado venha a ser o surgimento de uma ou outra empresa competitiva em escala mundial, baseada em tecnologia própria – um modelo bem diferente daquele dos anos 1950-1990, de tecnologia comprada fora (e muitas vezes já obsolescente), escala insuficiente, empresas que passaram diretamente da primeira infância para a senectude, sem jamais terem passado. pela idade adulta.

    Para saber mais sobre as Perspectivas 2018



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