Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Nanotecnologia – Tecnologia ganha aplicações, mas avança devagar no Brasil

Jose P. Sant Anna
15 de Maio de 2012
    -(reset)+

    O momento, no entanto, exige outro comportamento. Está nascendo uma nova química, há preocupação com o meio ambiente, novas tecnologias estão surgindo e o mercado está ciente da necessidade de investir para competir com os importados. Mariana fala sobre o incentivo vindo da academia. “Há vinte anos, o país não produzia patentes. Hoje temos muitas patentes publicadas, e começa a haver a interface entre universidade e empresa”, explica.

    Revista Química e Derivados, Mariana Doria, Associação Brasileira da Indústria Química, Abiquim, falta de cultura dos empresários brasileiros

    Mariana: consumidor não quer bancar o custo da inovação

    A velocidade dos resultados dessa união ainda não é a desejada. “A história é muito curta, mas está ocorrendo um grande avanço”, justifica. A nanotecnologia está nesse contexto. “O problema é que ela exige altos investimentos e os consumidores brasileiros não se mostram dispostos a pagar mais caro pelos produtos.”

    Silvio Napoli, gerente de tecnologia da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) tem opinião semelhante. Ele também acredita que a nanotecnologia custa caro e atende a um nicho de mercado pequeno, o que dificulta a alocação de recursos em pesquisa e desenvolvimento. De qualquer forma, ele diz que nos últimos cinco anos as grandes empresas do ramo têm apoiado estudos realizados por várias universidades brasileiras.

    “Já existem programas de desenvolvimento bastante acentuados. O Brasil não está no mesmo nível dos países avançados, mas também não estamos em último lugar”, garante. Napoli lembra que, no setor têxtil, a nanotecnologia está presente nas empresas fabricantes de fibras e tecidos. “As confecções apenas usam esses materiais”, reforça.

    No setor de tintas, o potencial de uso é grande. No Brasil, as aplicações estão sendo colocadas em prática, mas ainda de maneira incipiente. Podem ser encontradas em tintas bactericidas e em tintas e vernizes especiais, que requerem altas resistências. A opinião é de Maria Cristina de Carvalho, diretora técnica da Renner Sayerlack. “As empresas brasileiras estão investindo em pesquisa e desenvolvimento e tentam viabilizar economicamente essas aplicações especiais”, afirma.

     



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. Enrique Alvite

      Li na revista Galileu sobre a tinta anti-térmica e anti-ruido.Principalmente por esta última característica tenho ineresse em adquiri-la para pintar a casa de máquinas do meu barco.Onde comprar? Enrique



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *