Laboratório e Análises

Nanotecnologia: Rede de laboratórios estratégicos dá suporte para empresas inovadoras

Jose P. Sant Anna
15 de novembro de 2013
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    Dificuldades – Não são poucas as dificuldades vividas pelas empresas para lançar produtos. O raciocínio vale tanto para uma pequena empresa nacional quanto para grandes multinacionais. Algumas barreiras: a nanotecnologia exige investimentos muito elevados, requer muitos profissionais com nível de PhD e técnicos de alto nível.  Não é tarefa para iniciantes.

    O marketing a ser adotado para a divulgação desses produtos representa um dilema. Muitas pessoas, em especial no continente europeu, apresentam resistência ao uso de nanotecnologia nos produtos, temendo danos à saúde dos consumidores e/ou dos trabalhadores envolvidos com as linhas de produção. Não são poucos os que também sentem desconfiança em relação aos problemas ao meio ambiente provocados pelos processos industriais.

    Europa, Estados Unidos e Canadá saíram na frente e contam com normas regulatórias já estabelecidas. Em outras regiões, ainda existe muita discussão a esse respeito. No Brasil, uma comissão da Anvisa prepara o lançamento de um documento do gênero para regulamentar a venda de produtos no mercado interno. A expectativa é a de que tal iniciativa ocorra nos próximos meses.

    Outro problema reside nas normas de metrologia usadas para caracterizar e certificar esse tipo de produto. Nesse campo, o Inmetro também conta com uma comissão de trabalho voltada para atender aos interesses do mercado. Caso queiram exportar seus produtos, os fabricantes brasileiros precisam se adequar às leis locais.

    Definições e riscos – Antes de definir se vai investir em nanotecnologia, os empresários precisam se nortear em duas definições: o que é um cosmético e o que é um nanomaterial. Para quem não está por dentro do assunto, isso pode parecer óbvio, mas ainda provoca muitas discussões. Autoridades da União Europeia, em documento lançado em 2011, chegaram a uma conclusão hoje aceita pelos especialistas.

    Para a UE, produto cosmético pode ser definido como qualquer substância ou preparação destinada a ser colocada em contato com as diversas partes externas do corpo humano ou com os dentes e as membranas mucosas da cavidade oral, exclusiva ou essencialmente para limpá-los, perfumá-los, mudar sua aparência e/ou corrigir os odores corporais, protegê-los ou mantê-los em bom estado.

    Os nanomateriais são definidos como materiais insolúveis ou biopersistentes propositadamente fabricados com uma ou mais dimensões (ou estrutura interior) dentro do intervalo de 1-100 nm. Em tempo: essa definição contrasta com outras mais genéricas de outros documentos regulatórios existentes mundo afora.

    Os maiores riscos produzidos pelos cosméticos enriquecidos com nanotecnologia envolvem três campos. Um deles é o da penetração na pele em níveis muito elevados, em consequência das dimensões nanométricas dos componentes utilizados. Outro se volta aos pulmões, que podem sofrer danos com a inalação acidental de nanopartículas. O terceiro é a ingestão acidental. Esse risco ocorre em maior escala com produtos para os dentes, mas também pode acontecer de outras formas. É o caso, por exemplo, do consumidor colocar na boca um dedo em que exista o produto, inadvertidamente.

    As normas europeias são as mais rígidas. Antes de colocar um produto no mercado, a empresa precisa notificar seis meses antes a comissão responsável pelo seu licenciamento. Tal comissão fará rigorosa análise antes de liberá-lo. Uma norma bem recente prevê a aposição no rótulo da informação sobre o fato de o produto comercializado ter sido fabricado com nanotecnologia.



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